O ator Ivo Gandra não nasceu, segundo ele foi uma estreia diante dos perrengues durante o parto. Nascido na pequena cidade de Porto Nacional, no interior do Tocantins, Ivo foi aos poucos conquistando seu espeço, estudando, atuando na área de produção, edição e escrita de vários projetos, pois acredita que tudo isso dá ao artista um olhar mais apurado da profissão. Depois de uma atuação elogiada na novela “Pega Pega”, ele foi convidado para interpretar o repórter trapalhão Codorna na novela “Verão 90”. Simpático, divertido e talentoso, Ivo promete dar muito o que falar em seus próximos projetos.

Soubemos que seu nascimento foi um verdadeiro milagre, ou melhor você não nasceu, estreou, pode contar como foi? Meu nascimento foi meio conturbado, porque além da minha mãe ser muito jovem, eu ser muito grande e os recursos da cidade serem limitados, eu estava numa posição em que o médico não conseguia ouvir meu coração. Então uma semana antes do meu nascimento o médico avisou a minha mãe que seria provável que eu não estivesse mais com vida, além do cordão umbilical estar enrolado duas vezes no meu pescoço e entre as minhas pernas não identificando o meu sexo. Daí quando o médico fez a cesariana ele pediu pro meu pai desligar a câmera que estava filmando tudo por conta dele ter certeza que eu estaria morto, mas logo que retiraram o cordão umbilical eu comecei a chorar feito um bezerro, palavras do meu pai, e aí todos tiveram a certeza que eu fui o “pequeno milagre deles”. Foi assim que estreei numa cidadezinha no interior do Tocantins chamada Porto Nacional.

Como é sua ligação com a família? Eu amo a minha família e temos uma ligação muito forte de amor, carinho e principalmente respeito. Sem eles eu não seria nada. Eles são de uma forma bem clichê “meu Porto Seguro”. Além de ter uma irmã mais nova linda e que sempre fomos muito unidos.

Como foi sua preparação de ator? Eu me preparei muito pra chegar onde estou agora, me formei pela Escola de Atores Wolf Maya, além de participar de cursos e workshops de grandes nomes como: Fátima Toledo, Sérgio Penna, Jean Dandrah, Wolf Maya, entre outros, fiz parte de várias peças, além de musicais, longas e curtas. Também trabalhei na área de produção, edição e escrita de vários projetos, porque eu acredito muito no ator que se auto produz e que entende um pouco de tudo que está a sua volta, acho importante.

Como foi sua estreia na TV? Eu estreei na televisão com uma pequena participação em “A Cara do Pai” um seriado de domingo da Rede Globo. A partir dali o produtor de elenco Fábio Zambroni acreditou no meu trabalho e me escalou pra “Pega Pega” para fazer um repórter e logo depois fui chamado pela produtora de elenco Yolanda pra fazer parte do elenco de “Verão 90”, junto com o diretor Emer Lavinni. Eles são as pessoas que sempre terei gratidão por tudo que fizeram por mim.

Entre o mocinho e vilão, qual o maior desafio? Eu acho que ambos têm grandes desafios, o mocinho tem o desafio de não ser bom o tempo e não cair no clichê, já o vilão tem que tomar cuidado pra não ficar caricato; coisa que é muito comum de acontecer.

De qual cilada o ator deve fugir? Existem várias ciliadas hoje em dia, mas a principal que eu vejo hoje em dia e o ator que acha que já tá pronto e que não precisa melhorar ou aprender mais. Porque nossa carreira é feita de aprendizado diário, além da experiência de vida que conta muito pro artista.

Para conquistar Ivo basta ter… Simplicidade, comicidade e uma boa comida… (risos)

Como você faz para se manter em forma? Eu gosto bastante de fazer atividade física, gosto de um pouco de tudo. Mas como o tempo tá curto ultimamente eu concílio academia e corrida na praia.

O que curte fazer nas horas vagas? Eu gosto muito de passear com minhas cachorras; sim tenho 2 vira-latas; uma chama Praia e a outra Fiona. Fora disso eu gosto muito de ir no cinema, sair pra comer com os amigos e ir à praia.

Como está sendo interpretar o Codorna em “Verão 90”? O Codorna foi um presente que ganhei, estou muito feliz! Ele é o típico fotógrafo banana que sempre tenta fazer a coisa certa, mas sempre se atrapalha todo. (risos) Ele trabalha como estagiário no Jornal Notícias Cariocas junto com o repórter Murilo, personagem interpretado pelo talentoso ator Marcelo Valle. Eles vão aprontar muitas confusões com as publicações que virão pela frente.

Quais os projetos para este ano? Eu estou cursando Nutrição junto com a novela que vai até julho. Além de estar em processo de finalização de um curta gravado em São Paulo; chamado “Bodas de Fumaça”, também estou começando a produzir outro curta chamado “Aquário Anil”, que eu escrevi para homenagear uma prima muito querida que perdi pela depressão. Além de projetos de teatro logo após término da novela.

Quais são suas expectativas para este ano? Estou com vários projetos pessoais na área de produção cinematográfica. Gosto de me envolver com a fase de criação e concepção artística. Amo minha profissão e a expectativa para este ano é continuar em constante produtividade me dedicando ao máximo à novela e também aos meus projetos de cinema.

 

Fotos Marcos Nadur

Realização Marcia Dornelles

Produção de arte Erika Borges

Looks: Piscina – Costume azul marinho Mazzini e camisa Von Der Volke; Varanda – Calça de sarja Mazzini e camisa Von Der Volke; bermuda e camisa estampada Von Der Volke