Uma viagem no tempo, é o que se pode dizer do relógio Graham Chronofighter Fortress. Um vôo ao passado, até as origens dos cronômetro usados pelos aviadores. Uma viagem que não vai tão longe quanto George Graham, o pai do cronógrafo, o gênio inspirador da marca. Voltando ao passado, no começo, os cronômetros utilizados pelos tenentes eram grandes relógios de bolso, presos por debaixo de seus blusões de aviador. Essas peças eram essenciais para o cálculo de planos de vôo e para invasões aéreas.

 

Assim os aviadores colocavam suas vidas nas mãos de seus relógios, lhes dando uma total confiança. Eles contavam plenamente em sua fidelidade e precisão. Essas peças eram submetidas a condições extremas das missões: alta altitude, stress, adrenalina e frio glacial. Elas eram acionadas pelos oficiais em situações de combate, enfiadas dentro de espessos blusões de couro, de grossas luvas, aparelhados em seus assentos e dentro da estreitas cabines. As vezes mergulhados dentro da “penumbra” do cockpit, em missões noturnas, onde a única fonte de luz era a fraca luz dos instrumentos de bordo.

 

Tantas razões que explicam a necessidade de se desenvolver um sistema adequado para ativar facilmente o cronógrafo – e assim nascia a alavanca para esse tipo de relógio. A alavanca é um mecanismo que permitia aos membros de tripulação ativar intuitivamente o cronógrafo em condição de stress e mesmo usando as gordas luvas. Um sistema infalível que não desvia a atenção do utilizador de operações vitais, porque a alavanca situada na esquerda da caixa é impulsionada facilmente pela mão direita. O cronógrafo é ativado e desativado através do polegar, o dedo mais hábil e mais rápido da mão.

O Chronofighter Fortress é de certa forma uma homenagem à história da aviação como instrumento de vôo. Embora o seu sistema de disparo do cronômetro não seja muito adaptado para o tema retrô. Que inclui uma homenagem à epopéia dos aviadores britânicos. Fixado a uma pulseira de couro que recorda o aspecto dos blusões de aviador da época, a caixa de 43 mm é composta de uma caixa preta, com números grandes, índice e agulhas de “SuperLumiNova” beges. Com o seu look vintage, este digamos “guarda-tempos”, encarna uma vertente da história da aviação britânica.

 

Da mesma maneira que a fuselagem do famoso Flying Fortress, a sua caixa é um casamento sutil de aço escovado e lustrado, que brinca com a luz. O seu fundo de safira transparente permite admirar os movimentos dos ponteiros. E o sistema de roda das colunas (R.A.C), permite ativar as funções “start – stop” e mesmo voltar a posição inicial 0 do cronógrafo. É o mais preciso e mais elegante dos mecanismos. A sua roda azul, que remete a forma de uma hélice, é facilmente identificável por sete partes salientes triangulares. O “start-stop” do cronógrafo faz-se exclusivamente através das suas numerosas alavancas. Permitem igualmente a diminuição à zero dos contadores. Por último, a alavanca proeminente e característica situada sobre a esquerda da caixa é uma das essências da linha Chronofighter. E ainda um amortecedor de choque Incabloc, 48 horas de reserva de marcha, vidro de safira com tratamento anti-reflexo, fundo de safira transparente.

 

UM POUCO DE HISTÓRIA

O londrino George Graham (1673-1751), famoso por suas invenções de medir o tempo, é da marca Graham-London. É o inventor do cronógrafo, o escape à cilindro sem retrocesso, do primeiro relógio cronógrafo e o pêndulo à mercúrio com compensação de temperatura, este último que tem ritmado a vida diária dos cientistas do Observatório Real de Greenwich durante mais de 70 anos. Aos 14 anos, George Graham tornou-se aprendiz de relojoeiro em Londres. Depois de passar sete anos nessa função, Graham foi empregado por Thomas Tompion (1639-1713), o mais proeminente horologist e fabricante de instrumentos da época.

Graham ajudou a construir a primeira máquina (depois conhecido como planetário) que simulava com precisão os movimentos dos planetas. Graham assumiu negócios Tompion, e depois da morte do seu mentor, concentrou seus esforços em cima de relógios de concepção, cujo funcionamento interno preveniam ou compensavam certas falhas inerentes, tais como as mudanças de temperatura que poderiam ter efeito sobre as engrenagens dos relógios de metal. Até 1726 Graham chegou a construir o “pêndulo compensado de mercúrio”, bem como um dispositivo que permitiria aos relojoeiros criarem relógios de precisão surpreendente. E assim foi os relógios Graham ganharam aperfeiçoamento à medida em que foram desenvolvendo peças modernas que reunissem uma técnica sofisticada e um desenho atípico.

Texto: André Porto
Imagens: Divulgação Graham