Em que momento se descobre a superioridade psicoemocional da mulher? Em um bom divã? Em um teste de Q.I? Bom, a comprovação deste imbróglio acontece sempre em um ambiente de puro altruísmo masculino, local neutro, num confessionário nato, um bar a beira mar. Se for após a partida de futebol e tiver cinco amigos especialistas na psiqué feminina, certamente, um novo mundo será descoberto. Ok! Admito. É necessário que também estejam calibrados para cederem à tamanha verdade. Mas, tomemos por primeira lição o que pensamos sobre o número de parceiros que as namoradas tiveram antes da nossa chegada.  A preferência, em coro, seria nenhum. Desejo latente de ser o único. Infelizmente, o mundo ainda não pode retroceder. Droga! Mas, o que realmente conjecturamos? Quantos seriam considerados demais? É assunto sem fim. Mas, consideramos, pelo menos, algumas ponderações.

 

É verdade que encontrar uma virgem no meio do caminho é o desejo de seis entre dez homens. Mas, há mais problemas do que vantagens. Alguns espécimes masculinos necessitam acarinhar o ego – carregará o momento com orgulho e o contar,  vez por outra, o feito numa conversa.  A desvantagem é caso não atenda as perspectivas da parceira, o cara será sempre a má lembrança.  Facilmente esquecido pelo “perito” posterior. O que de fato pesará não é a possibilidade de ser confrontado a outros tantos, até dar pra levar. Porém, superar o “único” benfeitor que já esteve nos lençóis. Isto, sim, é uma grande responsabilidade. A pressão de arrasar no ato e deixar o outro no chinelo será um processo de ansiedade que só será finalizado no momento em que a amada disser: “nunca tive nada tão pleno”. Sei. Deve estar pensando que é o machismo em alta. Verdade.  Mas, necessário. Mão a palmatória.

Todavia prossigamos. Desta vez, sejamos mais coerentes. Levemos em conta que uma garota de 30 anos teve entre cinco e dez parceiros, nos últimos cinco anos. Embora, dê uma média anual baixa, revela que a mulher deseja encontrar um bom relacionamento e não quer nada ao acaso. Também confesso que gostamos de saber que somos especiais na vida da mulher. Isto é fato. Agora, se a namorada deixar escapar que o número é maior que 25, já se torna preocupante. É melhor não afirma. Deixe em aberto. O número é revelador e constrói um perfil de mulher baladeira, sem apego e que gosta apenas de sentir prazer. Isto não é uma característica pejorativa. Todavia, se o assombro for perceptível no amado a saída é soltar a pérola: “Enquanto você não chegava a minha vida, eu estava curtindo”. Não resolve. Mas, minimiza a situação.

Embora, possamos dizer que passado é passado, o machismo é resistente. Inerente. Reinante. Então, se um dia, por ventura, você souber que o número do namorado é bem menor que o seu. Nunca, em hipótese alguma, relate isso. Nem sobre tortura.  Agora, se o cara encanar demais com o seu expertise, ah, é certo que não merece ser o último da sua lista.

Enfim, o importante é saber que há vários caminhos a serem percorridos e o aprendizado emocional e sexual é uma eterna construção. Principalmente, pra nós homens. Então, vivenciamos. Aprendamos. Mas, antes disso, desce mais uma “cerva”!

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