Comunicador social por formação, ator por vocação, Alexandre Barros está na novela da Globo, Salve Jorge na pele de um investigador da Polícia Federal. Com 44 anos e uma carreira de modelo iniciada aos 20 e poucos anos, Alexandre é daqueles que deixa as coisas acontecerem naturalmente e fica atento as oportunidades que a vida lhe oferece. Como modelo já rodou o mundo e trouxe as experiências para a vida e para a arte de atuar. Já foi apresentador e a carreira de ator começou pelos estudos com Fátima Toledo em 95 e em 97 surgiu o convite para atuar no filme “For All – O Trampolim da Vitória” e ele não deixou passar. Daí pra frente, outras oportunidades foram surgindo. Casado e pai de um filho, Alexandre é vaidoso, tem estilo e ousadia, tanto que atuou como produtor do espetáculo Diabolim. Conheça um pouco mais do homem e do ator Alexandre Barros.
Alexandre, você começou se formando em Comunicação Social, depois trabalhou como modelo, apresentador (no canal E!) e por fim virou ator. Ser ator já era sua meta e os outros passos foram só etapas ou foi tudo muito natural até se tornar ator? Não, tudo ocorreu de uma forma bem espontânea. Quando entrei na faculdade de comunicação comecei a trabalhar de modelo e naturalmente comecei a fazer varias campanhas publicitárias quando depois de terminar a faculdade, e ter viajado por vários países como modelo, comecei a estudar em 95 no estúdio Fátima Toledo que era uma preparação de atores para cinema. A partir daí comecei a mergulhar de cabeça na profissão de ator.
Já em 1997 surgiu o convite para participar do filme “For All – O Trampolim da Vitória”, já tinha tido alguma experiência como ator antes? Deu um frio na barriga em estrear logo no cinema? Quando surgiu o convite para fazer For All ainda estava estudando com a Fátima Toledo. Este foi o meu primeiro trabalho profissional como ator, foi uma experiência única fazendo um dos protagonistas do longa e de cara contracenado com vários atores que eu idolatrava. O que me ajudou bastante a ficar mais tranquilo foi a ótima relação que tive com Luiz Carlos Lacerda que dirigiu o filme que é um grande amigo até hoje e também com o ator e diretor Buza Ferraz que fez parceria na direção e que infelizmente veio a falecer há alguns anos.
Você já sofreu algum tipo de preconceito por ter sido um modelo que virou ator? Ou isso não existiu? Sei lá acho, que nunca tive algum tipo de preconceito por sempre ter levado a sério tudo o que faço. Depois que fiz For All sempre busquei estudar e ampliar os horizontes desta profissão. Comecei a fazer alguns cursos de teatro, também fiz algumas peças e em 2001 fiz a minha estréia na TV com “A Presença de Anita”.
Por ter sido modelo por muito tempo, você ficou com o olhar mais aguçado com relação a moda e estilo? Com certeza!!! Quando fiz a minha primeira viajem como modelo a Paris com 21 anos minha percepção não só com a moda como na vida teve uma grande transformação. O mais engraçado quando fiz esta viagem não falava nenhuma outra língua. Pode imaginar um modelo com 21 anos trabalhando em Paris sem poder se comunicar? Imediatamente comecei a estudar francês em pouco tempo já estava me virando e podendo me relacionar principalmente com os clientes. Quando voltei desta primeira viajem comecei a estudar um intensivo de inglês e pude terminar a minha faculdade de comunicação. Depois acabei trabalhando em Zurich, Milão, China e Tóquio.
O que faz sua cabeça quando o assunto é moda? Arriscar!!! Gosto de me vestir desde um Mauricinho até usar roupas surradas. Depende do estado de espírito e ocasião.
Até que ponto a vaidade ajudou e atrapalhou na carreira de modelo? A carreira de modelo pode ser muito perigosa se você deixar o tempo passar. É uma profissão que te dá a oportunidade de você conhecer o mundo, festas da melhor qualidade enfim tudo o que é do bom e do melhor e fazendo grana…Vaidade pura!!! O problema que o tempo nesta profissão é curta, pois o tempo passa e se você não se prepara, quero dizer estudar paralelamente, se profissionalizar pensando em um futuro, quando você perceber pode ser tarde. A dica para quem está começando fica em aproveitar a vaidade, pois é inerente ao ser humano ainda mais se você tem a oportunidade de ser modelo, mas devemos sim traçar um paralelo buscando uma identidade profissional para o futuro.
A vida de modelo te deixou um cara mais vaidoso? Como cuida da aparência, do corpo? Na verdade sempre gostei de me cuidar. Sempre pratiquei diversos tipos de esportes. Na época que trabalhava como modelo comecei a balancear a minha alimentação, pois tinha que estar mais magro e definido o que foi muito importante, pois até hoje esta rotina faz parte do meu dia a dia. Como muita salada e proteínas, mas no final de semana dou uma liberada nos doces. Hoje pratico musculação leve, Yoga e pilates cinco vezes por semana na academia Body Tech e claro no final de semana sempre jogo o meu futebol que é o meu esporte favorito.
Hoje você está com 42 anos (me corrija se eu estiver errado)… A idade já pesou em algum momento? O que ela te trouxe de bom? Hoje estou com 44 anos, sou casado e tenho um filho de 6 anos e olhando para trás só tenho que agradecer tudo o que passei na vida. Estou começando a perceber que a nossa passagem aqui é muito rápida e claro que fisicamente você começa a sentir toda a diferença de quando tinha 20 anos, mas na questão espiritual e da percepção esta infinitamente mais interessante.
Acredita que a maturidade te trouxe uma segurança maior hoje em dia como ator? Sem duvida, apesar de ter começado tarde a carreira de ator não só a maturidade da própria idade somada a maturidade de tudo o que passei na vida como estudos, terapias, ficar sem grana tendo que tirar um coelho da cartola para se virar, viagens, etc, etc, etc… nos trás uma maior reflexão e atitude que você terá de bagagem para compor um personagem.
Você diria que agora com esse papel na novela das 21h, o investigador policial Ricardo em Salve Jorge, é seu trabalho de maior destaque na TV? Sim, percebo no dia a dia o impacto que uma novela das nove tem para um ator. É muito bacana o retorno das pessoas torcendo pelo seu personagem e determinando o que elas gostariam o que acontecesse com o rumo dele. Espero que não só o publico, como outros diretores e produtores estejam gostando também. Estou muito feliz de estar em Salve Jorge e trabalhando em uma emissora tão grandiosa como a Globo.
Para viver esse personagem você chegou a estudar casos de tráfico de pessoas? Algo te chamou atenção ao longo desse estudo? Olha na verdade entrei meio de ultima hora na novela fazendo participação e o personagem ganhou um peso interessante durante a trama. Antes de começar a gravar fiquei pesquisando como um detetive federal se comporta no dia a dia, como se veste e etc… O caminho emocional do Ricardo estou adquirido quando recebo os textos e vou compondo com os capítulos.
O que todos querem saber: Quando você vai prender Cláudia Raia /Lívia Marini? (risos) Bom aí você vai ter que perguntar para a Glória Perez… (risos)

 

No início do ano passado você assinou a produção do espetáculo “Festim Diabólico”, do dramaturgo inglês Patrick Hamilton (1904-1962), no qual você também atuou. Como foi essa experiência de produzir essa peça? Foi uma experiência única, foram quatro anos para colocar esta peça em cartaz…Tudo começou quando estava assistindo ao filme que foi dirigido por Alfred Hitchcok em 1948. Quando terminou o filme fiquei passado… Vi nele uma peça de teatro, mas não imaginava que o texto realmente era uma peça. Olhando o making off do filme vi que Hitchcok tinha adaptado de uma peça de teatro de Patrick Hamilton e que a filmagem tinha só 8 cortes ou seja ele buscou fazer cinema como teatro. No dia seguinte comecei a correr atrás de quem tinha os direitos da peça, comprei os direitos e como marinheiro de primeira viagem apanhei bastante, mas após o término do espetáculo de estréia nunca tinha sentido a emoção tamanha na minha vida. Pode ter certeza que virão outras e outras…Formado em cinema, mas circula entre teatro e TV. O que te fascina mais? Dá pra misturar de tudo um pouco? Para mim tudo que envolve arte é fascinante!!! Tudo é possível desde que haja entrega e dedicação, seja no cinema, teatro ou TV.

O que faz sua cabeça na hora de ler, ver e ouvir algo? Adoro dormir tarde!!! É neste momento onde gosto de ler, ouvir música e até escrever poemas. Neste momento, ou seja, na madrugada sinto o silêncio onde consigo me escutar e transcender tranquilo naquilo que eu esteja fazendo… Construindo ou desconstruindo o que colocarei em pratica na minha vida.

Quais os planos para depois da novela? Pretendo colocar até o final da próxima semana um novo projeto para captação onde vou produzir e atuar.
Será uma adaptação do conto “A Pane” de Friedrich Durrenmatt. A minha idéia é estar estreando no meio deste ano.

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