Nosso entrevistado da semana, o ator Bruno Gissoni, é o que podemos chamar de “um menino de família”. Vindo de uma família que chega a ser uma referência pela educação e equilíbrio que os pais, a produtora Ana Paula e o capoeirista Beto Simas, sempre procuraram valorizar. Bruno que iniciou sua carreira praticamente pelo teatro com um texto de Jorge Amado ao lado do irmão, e também ator, Rodrigo Simas, tem tido sua grande oportunidade na TV com seu personagem Iran na novela das 9, Avenida Brasil. Do “paidrasto” Beto Simas, Bruno aprendeu os ensinamentos de respeito ao próximo através da capoeira, do irmão Felipe Simas pegou o jeito de craque no futebol e de seu outro irmão, Rodrigo, a parceria como ator. Depois de um período morando nos EUA com a família, Bruno reencontrou no Brasil o seu habitat natural, aonde entre uma pelada com os amigos e um mergulho no mar, aos poucos vai se revelando um grande ator. Conheça um pouco mais dessa cara que está atraindo todas as atenções, dentro e fora da TV, e que ainda terá muita história pra contar.

Malhação e agora Avenida Brasil, novelão das 21h, com maior carga dramática. Medo, ansiedade, responsabilidade… Quais os sentimentos envolvidos nesta nova conquista? Trabalho novo sempre da ansiedade e claro que uma novela das 21h contracenando com tantos atores conceituados tem um peso. Mas estou muito centrado na minha profissão, atento a tudo e procurando aprender sempre!

Por sinal, você começou na Globo por Malhação, sentiu algum preconceito por conta disso? Não, nunca senti preconceito e só posso agradecer, porque “Malhação” foi uma escola.

 

Outro trabalho marcante seu foi na peça Capitães de Areia, baseada numa das melhores obras de Jorge Amado. Foi seu primeiro trabalho no teatro? Existem emoções diferentes entre estréia em teatro e estréia na TV? “Capitães” foi meu primeiro trabalho como ator… Foi ali que o “mosquito” me mordeu e eu descobri um grande prazer na arte. Teatro é Mágico, é “cara a Cara” com o espectador, tem um tempo diferente! Na TV o retorno é imediato, é tudo muito rápido, mas o prazer é o mesmo!Ainda sobre a peça, por se tratar do tema da infância perdida nas ruas, isso te tocou de alguma forma? Como reage ao ver uma criança em um sinal pedindo esmola depois de ter “vivido” esse lado através do personagem? Claro que isso me incomoda no sentido de saber que o Brasil deveria investir muito mais em educação e esporte. Lugar de criança é na escola!!

A base familiar é tudo na formação de uma pessoa. Pra você o que faz uma família ser feliz? Verdade, cumplicidade, segurança e amor!

Pai famoso, irmão famoso, como a família lida com a fama? Com tranquilidade, com humildade e sabendo que é preciso trabalhar com seriedade para ter reconhecimento duradouro.

 

Como é Beto Simas como pai? Ele é uma referência pra você em que? Como você o definiria? Ele e muito parceiro e sempre foi uma referencia para mim como pessoa e pela determinação. Ele é Guerreiro!Foi ele que apresentou a capoeira pra você. A capoeira é parte constitutiva da sua vida? A capoeira faz parte das nossas vidas e tanto como arte e esporte a capoeira tem muitos elementos importantes principalmente agora dentro da minha profissão.

Voltando à Avenida Brasil, o seu personagem Iran, dá em cima da melhor amiga da mãe. Já se envolveu ou se envolveria com uma mulher mais velha? Mais velha que eu sim, já rolou… Não amiga da minha mãe, né?!! Mas não vejo problema, acho que se acontece um sentimento bacana, vale à pena!

 

 

Você se espelhou em alguém para construir o Iran? Meu irmão mais novo, o Felipe, é jogador profissional, conversei muito com ele e peguei algumas manhas de jogador, algumas gírias, enfim o jeitão de jogador!Avenida Brasil tem como tema principal a vingança. Ao receber um mal melhor seguir em frente e esquecer ou a paz interior só virá com o troco? Não gosto de vingança. Acho que tudo que se faz, volta.

Hoje em dia assedia ou é mais assediado pelas mulheres? Sou mais assediado…

O que considera uma mulher completa? O que te atrai?Bem humorada, sincera, atenciosa e charmosa.

Que programa te diverte quando não está gravando? Cinema, teatro, jogar uma pelada com amigos!

E que música faz tua cabeça? Sou eclético, depende do dia, gosto de MPB, Pagode, hip hop, house…

Como você espera construir seu futuro profissional e seu caráter? Acho que meu caráter já está definido. Acredito na lealdade, nos valores básicos da vida, humildade, na educação e na família! Quanto ao meu futuro profissional, estou engatinhando e espero poder criar raízes sólidas, quero trabalhar muito e aprender com cada personagem.

Fotos: Drica Donato Studio Fotográfico

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