Ele dança há 20 anos, tem formação teatral e chega ao seu grande papel no musical Cabaret. Jarbas Homem de Mello tem talento, gentileza nas palavras e muita personalidade. Para ele não há nenhum problema do grande público vê-lo como o “namorado da Claudia Raia”, e tão pouco pensou nos preconceitos e julgamentos que poderia sofrer por escolher como profissão a dança. E foi a paixão pela dança que o levou a sair do Rio Grande do Sul para São Paulo, excursionar por Nova York com o espetáculo Jogo de Dentro e mesmo com tantas outras experiências, continuar estudando e se aperfeiçoando. Conheça um pouco mais desse homem que ama a dança como ofício e forma de viver e que se não fosse por isso poderia ter sido oceanólogo.

O que você curte dançar por simples lazer? Quando possível, e principalmente se não estou trabalhando nos finais de semana, gosto de ir dançar em alguma rave no interior, acho divertido passar a noite dançando e ver o sol nascer!“Traste Show” em 1991. Os primeiros passos para se tornar um dançarino profissional? Na verdade “Traste Show” era um grupo de teatro de revista, minha formação é teatral, sou ator por essência, e a dança e o canto vieram depois para completar a minha formação como ator! Mas com certeza foi a partir do grupo que iniciei com as aulas de dança.

Que interessante arrumar uma namorada em um Cabaret, não? (risos).  Ainda é muito íntimo ou você pode nos falar um pouco de como é dividir o palco e ser namorado da diva Claudia Raia? Cabaret trata-se de um sonho antigo, e ter sido convidado para interpretar esse personagem esta sendo sem duvida um prazer imenso, mas o meu encontro com a Claudia foi um encontro de vida, e esse encontro independe de qualquer situação profissional, claro que dividir o palco com uma atriz com ela, tão talentosa e dedicada deixa esse momento ainda mais especial.

 

Você sabe que mesmo com todo o seu talento e história de grandes feitos na dança, o namoro com Claudia Raia te coloca na mídia e te torna “conhecido” do público em geral. Incomoda poder ser tachado, por enquanto, de “o namorado de Claudia Raia”? Nesses 20 anos de carreira tive a oportunidade de exercitar o meu oficio em diversos gêneros teatrais, como o musical, comedia, teatro dança, drama, tragédia etc. Minha carreira seguiu um rumo natural e crescente, de ator que trabalha duro, claro que o fato de eu estar namorando uma pessoa pública, faz com que eu também me torne mais conhecido do grande publico, mas esse rótulo de “namorado da Cláudia Raia” não me incomoda de maneira alguma, já que efetivamente eu sou o namorado da Cláudia (risos).Que tal uma releitura de algum clássico de Fred Asteire e Ginger Rogers com você e a Claudia? Acho que eu estou mais para Gene Kelly e a Cláudia mais para Cid Charisse (risos). Temos planos de trabalharmos juntos por muito tempo, e em muitos projetos, independente da nossa relação afetiva, porque a paixāo pelo teatro nos une.

O que é pra você ficar de “pernas pro ar”? Viajar numa segunda-feira para Búzios com a minha namorada.

O encanto pela dança veio através dos grandes musicais dos anos 50 e 60, mas a decisão por tornar-se profissional da dança aconteceu de que maneira? Tinha consciência que poderia não ser um caminho fácil? Tudo que fiz na minha vida artística foi movido pela paixão, nunca pelos resultados que poderia alcançar, e continua assim, as dificuldades nunca foram um obstáculo para mim.

Dos vários musicais que você já estreou por qual você tem um carinho especial e por quê? Cabaret é o mais especial de todos, e o grande papel da minha vida. Ele é o resultado de toda a minha trajetória profissional.

 

Você foi um dos jurados no programa “Se Ela Dança, Eu Danço”, do SBT. Como é julgar o talento dos outros? Como dizer um “não” sem desestimular alguém? O programa saiu da grade de programação do SBT, mas foi uma experiência muito prazerosa e um aprendizado muito grande! Vi nascer muitos talentos, pude trocar informações e experiências, e sempre me preocupei em não julgar o sonho de nenhum candidato, e sim avaliar a qualidade técnica e artística dos candidatos, sempre procurei orientar a todos da melhor forma possível.Em tempos de espetáculos em cartaz tem como tirar uma folga para descansar? Muito difícil. Mas programando com antecedência tudo e possível (risos).

O que a dança te traz como pessoa? Meu ofício me realimenta, me recria todos os dias, eu sou apenas um instrumento para contar uma estória, seja dançando, cantando ou atuando.

Trecho da apresentação em Cabaret:

Você acha que ainda existe preconceito com homem bailarino, dançarino? Durante sua trajetória sofreu algum tipo de pré-conceito? Sempre achei que deixar de fazer as coisas que gosto e que me movem por medo do julgamento das outras pessoas, seria uma atitude covarde e burra, é uma pena que as pessoas ainda sejam reféns do julgamento alheio!Se não fosse dançarino seria… Oceanólogo! Me encanta o universo aquático.

Sabemos que a dança requer disciplina e preparo físico. Como é sua rotina de exercícios e sua dieta alimentar para manter o corpo em forma? Faço aulas de dança, e malho cinco dias por semana, monitorado pelo meu personal trainer Marcos Prado, faço no mínimo seis refeições diárias, sempre com duas porções de proteína e uma de carboidrato, seguindo rigorosamente a dieta da nutricionista Alessandra Luglio.

Por conta da dança as mulheres terminam ficando esbeltas e com belas pernas. Que parte do corpo da mulher te atraia mais? As pernas? E para completar, o que da alma feminina mais te encanta? Com certeza as pernas me atraem muito, mas o olhar é o que me arrebata! A alma feminina tem o poder de agregar, dividir e cuidar, o que mais me encanta e o dom incansável de cuidar.

Além de dançar, o que pode vir por aí? No momento estou filmando um longa, chamado “Os velhos Marinheiros” com direção de Marcos Jorge! E Cabaret ainda tem vida longa, devemos ficar em cartaz ate fevereiro de 2013.

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