Tudo acontece muito rápido na vida de Lucas di Grassi, e não é pra menos, afinal é uma amante da velocidade. Aos 9 anos já vencia o pai nas corridas de Kart e aos 27 anos já é um empresário bem sucedido e piloto de testes da Pirelli. Pensando sempre em frente, Lucas não se apega ao passado, foca no futuro, e sem dúvida um futuro brilhante, pois talento e direção ele tem. Conheça um pouco mais desse piloto que não se deixa derrapar nas curvas da vida.

Aos 13 anos você entrou no kart por influência do seu pai. Ele é também um amante da velocidade? Como foi esse início? Meu pai gosta de automobilismo, mas não é um aficionado. Eu comecei cedo por influência dele e ele sempre me apoiou. Eu, na verdade, descobri que tinha aptidão ao esporte quando, durante um treino, com 9 anos de idade, fiz uma volta mais rápida que meu pai, que treinava há anos.

Hoje você tem vários títulos e prêmios, isso te envaidece? De jeito nenhum. Títulos e prêmios são passado. Eu vivo do presente, almejo melhorar sempre e vencer cada vez mais.

Alguma frustração com a Fórmula 1? Sim. Nunca tive uma oportunidade de correr em um carro bom e também vários rivais que eu venci no passado estão lá, inclusive companheiros de equipe como Petrov, Buemi, Di Resta.

Como foi o convite para ser piloto de testes da Pirelli? Aceitou de primeira ou achou que isso poderia não ser bacana pra você? Ser piloto de desenvolvimento da F1 é um título importante. Eu aceitei o convite e fiquei lisonjeado pela Pirelli ter me escolhido perante outros pilotos mais experientes.

Em 2008 durante o GP2 Series você chegou a ficar na terceira colocação, a 2 pontos de Bruno Senna e 10 à frente do campeão Giorgio Pantano. Muitos fãs de F1 acham que você teria melhor desempenho que pilotos como Bruno Senna, porém o sobrenome (e mais grana) pesou mais. O que você acha disso? Eu acho que eu faria um bom trabalho na F1 como fiz em todas as outras fórmulas. Foi uma pena que minha equipe foi tão fraca em 2010. O importante é continuar focado e trazer mais títulos e vitórias para o Brasil, seja na F1 ou em outra categoria.

O que você está achando da atual temporada de Fórmula 1? Chega a torcer por alguém? Não torço por ninguém. Acho que a temporada está excelente graças aos pneus Pirelli, principalmente, que está igualando muito as equipes. O campeonato de 2012 está muito disputado.

Dá para criar verdadeiras amizades com os pilotos de F1 ou a disputa termina criando barreiras que vão além das pistas? Tenho amigos na F1 e em outras categorias, vivemos do esporte e aprendemos desde pequeno a disputar nas pistas e ter amizade fora delas.

Você só tem 27 anos e já é um empresário de sucesso, dividindo o seu tempo entre São Paulo e Mônaco. Como explica tanto sucesso para tão pouca idade? Não sou empresário de sucesso, posso até ser um dia, mas isso vai depender muito das pessoas que estão ao meu lado e que escolhi como meus parceiros nesse negócio. Temos uma equipe brilhante na ONE, a empresa de marketing esportivo, como o Henry Guedes e o Mauricio Fragata, que tocam a empresa.

Como surgiu a ONE, empresa de marketing esportivo? Foi uma extensão da Lucas Sport Business, que surgiu para tomar conta da minha carreira esportiva no Brasil. E junto com outros sócios resolvemos aumentar a empresa e investir em outras áreas.
O que um esportista precisa saber para gerenciar bem a sua carreira? Precisa de um bom manager. O esportista precisa focar 100% do seu tempo e esforço na competição e treinos.

O futebol é um dos esportes onde se começa mais cedo e antes dos 20 anos um jogador pode ser tornar um milionário. Como orientar um menino dentro de um contexto desses? Precisa de um bom mentor, pode ser o pai, pode ser um manager.

O que é mais emocionante, a vida nas pistas ou nas reuniões de negócios? Meu negócio principal é ganhar corridas e pilotar carros. Isso é o que eu realmente gosto de fazer. Os negócios fazem parte, aliás, uma parte muito importante, mas não é tão emocionante.
O que tem de mais difícil na vida de um piloto? E na vida de um empresário? O automobilismo é um esporte complexo, muito mais do que as pessoas pensam. O piloto tem que ser empresário também, senão dificilmente ele terá sucesso.

Sempre em viagens internacionais por conta das corridas, você visita vários países. Algum lugar te faria trocar o Brasil para morar lá? Eu moro em Mônaco há 3 anos e, antes disso, morei na Inglaterra por 6 anos. Eu amo o Brasil, com certeza vou morar lá no futuro.

Qual desses países tem a balada mais impressionante? É o tipo de programa que você curte? Balada, cada país tem um público diferente, mas nada supera as festas de ano novo do Brasil, em nenhum lugar do mundo.

Você já derrapou nas curvas de alguma gata em Mônaco? O existe algo que elas têm que as brasileiras não tem? Fiquei muito tempo solteiro, então sai com algumas gatas por aqui, incluindo algumas famosas, mas as brasileiras são as melhores sem dúvida.

Você acha que o macacão de piloto é um fetiche feminino? Quando você está usando as mulheres olham mais? Acho que não, algumas marias-gasolina gostam do glamour do motorsport, mas essas não valem à pena perder tempo.

Fora das pistas você sempre aparece muito bem vestido. Qual seu estilo? É um cara vaidoso? Eu visto JohnJohn e Denim sempre que posso, adoro a ideia da marca. Eu sou um cara que gosta de estar à vontade, mais para um lado esportivo.

O que faz o seu coração acelerar? De acordo com R=m.a, é a resultante dividida pela massa.

Para quem você daria o “Capacete de Ouro”? Quem é seu ídolo nas pistas? Ayrton Senna foi ídolo de todos os brasileiros, inclusive meu.

Seu próximo projeto será… Meu próximo projeto é o melhor até agora – só posso adiantar que será elétrico!
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