Sinônimo de determinação e disciplina, Vitor Belfort é uma referência nas lutas e uma estrela no UFC antes mesmo do esporte virar moda. Incentivado pela família, Vitor é um destaque, não só pela sua dedicação ao esporte que o consagrou, mas um lutador na vida. Construiu uma carreira sólida no esporte, é um homem de negócios que vai além dos rings e ao lado da sua bela esposa, Joana Prado, formou sua bela família. Com sua companheira de todos momentos, vive entre vitórias e derrotas, mas não tem como negar que estamos diante de um grande vencedor. Porém, Vitor tem plena consciência de que tudo é passageiro e para isso procura nunca se deslumbrar com a fama e sempre em mente que tudo é passageiro.

Você sempre soube que o esporte seria sua profissão? Com quantos anos começou a treinar? Meus pais sempre me incentivaram a praticar esporte. Fui campeão de bicicross, jiu jtsu, judo, etc. Comecei a treinar com 6 anos de idade.
A luta é um esporte rentável, de forma que te fez ganhar muito dinheiro? O que lhe trouxe um retorno financeiro maior; a luta ou o resultado da fama, como por exemplo, a venda de produtos licenciados ou propagandas? Nunca fiz nada pensando no retorno financeiro. Luto pelo amor ao esporte, meu livro que já está na lista da revista Veja como um dos mais vendidos, com apenas 2 semanas após o lançamento, fiz com o intúito de ajudar as pessoas. Meus produtos que levam minha imagem ou assinatura eu acredito e os consumo por isso levam o meu nome. Até meus patrocinadores são empresas de credibilidade.
O esporte fez você morar e viajar por alguns países, o que você aprendeu nesses lugares? Atualmente onde você treina e mora? Meu pai sempre me falou que o esporte me levaria para diversos lugares e me faria ter um enorme relacionamento social. Viajei muito, mas atualmente moro em Las Vegas.
Você foi enfeitiçado e atualmente é casado, há muitos anos, com a Joana Prado, que guarda o título de uma das mulheres mais sexys do país, alguma vez isto te incomodou ou foi motivo de desconforto no seu relacionamento? Não fui enfeitiçado. Construímos um relacionamento sólido e sincero. Joana mesmo em seu auge nunca me deu motivo para me sentir enciumado. Ela sempre soube se impor e eu sempre a admirei por isso. 

O UFC no Brasil se tornou sucesso de audiência, tanto que você começou a apresentar um programa do tipo “reality show” na Rede Globo, a que você atribui esta aceitação do esporte? O UFC já era um sucesso no Brasil. Há muito tempo já era o 2o paperview mais comprado, só perdendo para o futebol. Depois da parceria com a TV Globo e o TUF, virou unanimidade.
Você acredita que a grande parte da população brasileira, vítima de um sistema educacional frágil, assiste a luta procurando ver “porrada, pancadaria” ou pelo bel prazer de ver uma competição esportiva? Acho que tem todo tipo de público. Tem os que entendem as técnicas, tem os que passaram a assistir depois que a Rede Globo passou a transmitir o evento, tem mulheres, crianças, executivos e isso é o bacana do esporte. Hoje uma luta de UFC virou um mega evento. Todos se reúnem na casa de amigos para assistirem e torcerem juntos.
Temos que lhe parabenizar como apresentador do The Ultimate Fighter, você se descobriu com as cameras? Fui eu mesmo. Não infringi meus valores, não desrespeitei ninguém e tive um ótimo resultado em relação ao meu time.
Qual a avaliação que você faz do TUF, como ele responde às críticas feitas pelo Dana White de que a visibilidade que os lutadores ganharam ao longo do programa prejudicou o rendimento deles? Tem gente que se deslumbra com a fama, tem gente que continua humilde. O que temos que ter em mente é que tudo é passageiro.
Como você enxerga o futuro do seu pupilo, o mutante (que, por sinal foi o único elogiado pelo Dana White)? Ele é um cara determinado, dedicado, batalhador e sabe o que quer. Com certeza o Dana enxergou isso.
Você colocou nas páginas de seu primeiro livro as lições de vida que aprendeu dentro e fora do octógono. Poderia adiantar algumas dessas histórias? Já seria sua biografia? Jamais faria uma biografia agora. Ainda tenho muita história para contar e muitos livros para escrever. Já estou elaborando meu segundo que será sobre liderança. Nesse livro atual, falo sobre minhas dificuldades tanto em minha vida pessoal, como em um momento difícil que passei com a Joana em nosso casamento. Quanto na vida profissional como uma de minhas derrotas com o randy couture.
Vocês lutadores assinam algum termo de responsabilidade antes de subir para o ring, caso positivo, o que ele garante? Nós passamos por uma série de exames pré-luta. Temos plano de saúde pago pelo UFC. E temos tido apoio necessário para qualquer emergência.
Você foi nocauteado por um chute do Anderson Silva, houve algum erro técnico seu? Torceu por Chael Sonnen ou para o Anderson Silva na última luta? Parei em frente a ele e o chute entrou.
Victor, quando você pretende se aposentar, parar de lutar? O que você irá fazer; curtir a família e sua casa ou tem outros planos profissionais? Além de lutador tenho sociedade em algumas empresas. Pretendo morar em uma fazenda no Hawaii e continuar tocando meus outros negócios.

O que o dinheiro te trouxe além de poder de compra?
Proporcionar bom estudo para meus filhos e poder planejar minha aposentadoria de forma digna.Quem foi e quem é seu ídolo nos rings? Meu único ídolo é Jesus Cristo.
Alguma dica ou recado para a galera que hoje sonha ser lutador profissional de UFC? Não desistam nunca dos seus sonhos. Quando falei em casa que seria campeão de MMA, todo mundo me criticou. Se não tivesse acreditado no meu sonho e batalhado por ele, hoje não teria a história que construí.

Fotos: Wagner Carvalho

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