Ex-atleta, apresentadora e atriz de sucesso, Adriana Lessa tem traçado uma carreira brilhante na TV, no cinema e no teatro. Desde sua estreia na TV com a novela “Araponga” (1990) até seu mais recente trabalho, a novela “O Sétimo Guardião”, Adriana tem deixado sua marca registrada de talento, força e versatilidade. Pronta para novos voo após o término da novela, Adriana conversou com a MENSCH e protagonizou esse belo ensaio de capa.

Adriana antes de ser atriz você foi atleta e participava da equipe de voleibol do Sport Club Corinthians Paulista e da equipe de atletismo da cidade de Guarulhos. Como foi que aconteceu a mudança de carreira? Nos anos 80, o esporte em Guarulhos era muito forte. Eu praticava atletismo – mas não havia a profissionalização esportiva (nas minhas modalidades) existente hoje. Também joguei no SCCP (Sport Club Corinthians Paulista) na época da Democracia Corinthiana, que representou para mim muita conscientização para as possíveis mudanças políticas e sociais. Em 1986, ao entrar em férias no colégio e no esporte, conheci o diretor teatral Antunes Filho com o qual participei de um teste e, ao ser aprovada, iniciei os estudos no CPT (Centro de Pesquisa Teatral), em São Paulo. Em pouco tempo, participei dos espetáculos “Macunaíma”, de Mário de Andrade e “A Hora e Vez de Augusto Matraga”, de Guimarães Rosa. Meses depois, com os dois espetáculos mencionados, viajei para França, Espanha, Áustria, Alemanha, Grécia e Canadá participando de festivais internacionais de teatro.

Você trilhou uma boa trajetória no teatro, antes de chegar à TV, quando foi que você teve sua primeira oportunidade na telinha? Com 33 anos de trabalhos artísticos, é muito gratificante ter a oportunidade de apresentar minha história. Em 1990, participei de “Araponga”(Globo), de Dias Gomes, Lauro Cesar Muniz e Ferreira Goulart, uma novela que mantinha a estrutura do gênero, mas com ritmo de minissérie. E, após realizar trabalhos artísticos no Canadá, países da Europa, e também no Caribe, Japão, Porto Rico e Costa do Marfim, realizei diversos trabalhos em filmes publicitários (um deles premiado internacionalmente) e apresentei programas de TV na MTV (1993/1994), TV Futura (1991/1994), TV Bandeirantes (1994/1996). Ainda como apresentadora acredito que irão se lembrar melhor, por ter sido mais recente e por termos realizado um excelente trabalho, quando co-apresentei os programas “Bastidores do Carnaval” e TV Fama (2006/2010), na Rede TV, ao lado do icônico Nelson Rubens com direção de Fábio Martinho. Como atriz, considero que a oportunidade de apresentar melhor meus trabalhos na TV, surgiu após uma produtora de elenco assistir meu trabalho no teatro musical “Cabaret Brazil”, de Wolf Maya e me convidar para atuar, sob direção geral de Jayme Monjardim, em “Chiquinha Gonzaga”, “Terra Nostra”, “Aquarela do Brasil”, “O Clone”. Além de me preparar para as oportunidades, espero que muitas outras oportunidades profissionais surjam.


Você também se destaca como cantora e bailarina, foi dirigida por José Possi Neto e vários outros diretores renomados, conte como é pra você ,atuar em musicais? É divino ter o reconhecimento de meu trabalho e pode trabalhar em um país com tantos desempregos. Procuro sempre honrar meu ofício! Estar no palco trabalhando é transformador e, trabalhar em musicais como em outros segmentos artísticos, requer disciplina, estudos, pesquisas e aperfeiçoamento constantes e respeito aos colegas.

Seu trabalho mais recente na TV foi agora na novela “O Sétimo Guardião”, como foi que aconteceu o convite? O convite para atuar na novela “O Sétimo Guardião” surgiu através dos trabalhos de Roberto Monteiro e Fernando Cardoso (meus agentes) e Rosane Quintaes.

O que é preciso para conquistar Adriana Lessa? Comprometimento, retidão, respeito, verdade e lealdade.

Com o fim da novela quais são seus projetos para este ano de 2019? Seguir com minha saúde física, mental e espiritual elevadas assim como ter a oportunidade de realizar significativos trabalhos profissionais.

O que você mais admira em um homem? Comprometimento, monogamia, retidão, respeito, verdade e lealdade.

O que curte de fazer nas horas livres? Nas horas livres, amo cuidar de meu jardim, cozinhar, estudar.

Como você enxerga o preconceito hoje em dia com tanta informação? Somos resultado de nossas ações, de nossas escolhas, de tudo que permitimos e não permitimos em nossas vidas. Apesar de toda nossa miscigenação, nosso Brasil é um país com muitos preconceitos e intolerâncias. Ultimamente o ser humano não está se respeitando nem como humano e muito menos respeitando culturas e ancestralidades diferentes. Negros e negras são as principais vítimas de violência e assassinato por causa de sua cor. Vinte e três mil jovens negros são assassinados, por ano, em nosso país por causa de sua cor. Resistências culturais quilombolas estão sendo dizimadas, assim como as culturas indígenas. Sim, o Brasil é um país preconceituoso.

Deixe uma mensagem para os leitores da MENSCH Melhorarmos como seres humanos é um exercício diário para todos nós! Que saibamos respeitar as diferenças resgatar a liberdade e a igualdade da expressão feminina e reverberar todo respeito, amor e acolhimento que merecemos e desejamos.

FOTOS MUCIO RICARDO – BY ODMGT

REALIZAÇÃO MARCIA DORNELLES

STYLIST GREICE RINCON

MAKE RAFAEL GUAPIANO

HAIR FERNANDO VIEIRA

ADRIANA VESTE: Look 1 – Vestido azul Carla Stela (11)947712970, colar acervo, anel Estela Geromini (11) 55427861; Look 2 – Blusa e saia Roupateca (11) 989774443, acessórios Estela Geromini (11) 55427861; Look 3 – Vestido vermelho Nem (11) 38453199, acessórios Estela Geromini (11) 55427861