Dizer que Bárbara Borges é bárbara é ser bem clichê. Mas não tem como ser diferente. Somos apaixonados por ela há muito tempo, desde quando ela foi nossa 5ª capa impressa em 2013. De lá para cá muita coisa aconteceu na vida dela, e hoje, aos 40 anos (completados hoje) Bárbara casou, teve 2 filhos e várias personagens na TV. Atualmente na novela “Jesus” vivendo a ardilosa Livona, ela vive mais um desafio como atriz. Dos tempos de Paquita até hoje já se vão mais de 20 anos de carreira e muitas histórias contadas. Aqui apenas a história, um pouco dela, de nossa querida estrela Bárbara Borges.

Bárbara, de repente 40! Como você chega nessa idade? Como se auto avalia? Completo 40 anos com o mesmo entusiasmo de cada ano vivido! Viver é um presente Divino!!! E eu tenho muita satisfação com a caminhada e tudo o que vivi e que me trouxe até este momento. Envelhecer é o natural da vida e há muita beleza nesse processo. Eu reverencio a mulher que sou com toda a minha bagagem de vida e nessa bagagem tem erros e acertos, tem fracassos e sucessos, tem sofrimento e tem alegria…tem muita vida! Me reconheço como uma aprendiz. Gosto de pensar que estou sempre aprendendo uma lição. Isso me tira da zona de conforto. Isso é o que me conduz sempre ao meu crescimento em todos os sentidos. A vida é a minha escola e eu tô aqui pra me divertir, aprender e evoluir!

De carreira já são mais de 20 anos. De Paquita à seu atual trabalho em “Jesus”. Como avalia sua trajetória? Eu sou muito feliz com a minha trajetória profissional! Atuar me realiza muito, amo meu ofício. E hoje vivo um recomeço conciliando a maternidade e o trabalho, duas alegrias na minha vida! Sou muito feliz por ser mãe e ainda trabalhar com o que amo!

Quais os momentos mais marcantes dessa carreira? Vivi muitos momentos marcantes!!! Mas é impossível não lembrar do início de tudo, o dia que passei no teste de Paquita em 1995 e vivi a primeira realização de um sonho! Foi muito marcante e inesquecível esse momento!! Ali minha vida mudava. Como atriz, destaco o dia que recebi a notícia através do diretor Roberto Naar que eu faria minha primeira novela: “Porto dos Milagres”, em 2000. Mais um sonho se realizava!

Falando em seu trabalho na novela “Jesus”, como está sendo participar? O que diria das atitudes da sua personagem Livona? Essa é minha primeira novela bíblica na Record. Eu sempre tive vontade de fazer mas ainda não tinha acontecido. Eu estava fazendo o “Dancing Brasil” quando começaram as primeiras notícias sobre a produção de “Jesus” e mentalizei muito o meu desejo em fazer a novela. Mentalizei e joguei a energia pro universo. E pra minha alegria, assim que acabou o Dancing, e aliás não ganhei o programa fiquei em 3o lugar, ganhei o presente do convite para fazer “Jesus”. Livona é uma personagem riquíssima, cheia de nuances! É mais um grande aprendizado na minha carreira. Ela é serva do sumo sacerdote Caifás e de sua esposa Judite e apesar de estar em uma posição de submissão, ela não é submissa, pelo contrário, é uma mulher estrategista, dissimulada. Mas não é má a ponto de cometer crimes porque tem muito respeito às leis da época.

Você foi capa da nossa 5a edição impressa em 2013. Nesses 6 anos que separam as duas capas, quais suas maiores mudanças como mulher e atriz? Sem dúvida alguma a maternidade! Hoje sou mãe de dois meninos, Martin Bem 4 anos e Theo Bem 2 anos, que são o tesouro da minha vida. A maternidade foi o início da grande transformação que vivi!

Sem dúvida o fato de ser mãe nesse tempo deve ter sido algo bem especial. Como é Bárbara mãe? Como é ser mãe de dois meninos? Uma das grandes lições que aprendi com a maternidade é que todo dia é dia de aprender com eles. Eles são a maior inspiração e motivação para a minha evolução. Sou uma mãe que se preocupa em estar na presença. Ter tempo para estar junto por inteiro. Brincar com eles, conversar, escuta-los, observar cada um com sua personalidade, abraçar e beijar muito!! Ser mãe de dois meninos me proporciona a oportunidade de criar meus filhos desconstruindo o machismo, primeiro em mim mesma e então isso reverbera para eles e no coletivo.

Casada já há muito tempo com a mesma pessoa, como conciliar ser mãe, atriz e manter um bom casamento? Não existe uma fórmula! Acho que o desafio da vida é justamente viver o equilíbrio. Quando vivemos mais uma coisa do que outra, isso gera acúmulo de energia para apenas uma função e desarmoniza, desequilibra. Cada vez mais canalizo a minha energia para viver tudo o que me faz bem e viver esse equilíbrio é um desafio diário.

O que pode ser uma cilada em um relacionamento? E o que ajuda a manter a sintonia? Quando a pessoa se anula pelo outro é uma cilada! A gentileza é um bom caminho para criar sintonia.

Hoje em dia você parece estar em sua melhor forma? Como cuida do corpo e saúde? Mais importante do que a definição de estar na minha melhor forma é o fato de que hoje eu estou no melhor momento que é o de me valorizar exatamente como sou! A meditação é a minha prática diária. Recentemente voltei à prática da Yoga e tenho feito aulas de 3 a 4 vezes na semana. Também costumo correr na orla da praia.

É muito vaidosa? Quando e como? Eu vejo a vaidade como uma armadilha. Ela pode ser prejudicial à autoestima quando ativa um processo mental que te aprisiona em padrões. Você não se enxerga de verdade. Não se satisfaz. Precisa do reconhecimento do outro. Eu prefiro pensar em autocuidado e em autoconhecimento para desenvolver a minha autoestima. Quanto mais me conheço mais me conecto à minha força, minha beleza natural, minha luz própria e permito que ela brilhe.

Você se acha mais sexy hoje aos 40 do que aos 20 anos? Nunca pensei em ser sexy! Eu sempre fui brincalhona e risonha, até mesmo na hora da paquera. Esse sempre foi meu jeito, com 20 anos ou agora com 40, não mudou. Entretanto, artisticamente vivo a criação de personagens e vou muito além da minha personalidade. Já fiz trabalhos sensuais que mexeram com o imaginário masculino e confesso que me assustei muito com o olhar que passaram a ter sobre mim, de mulher sexy. Mexeu emocionalmente comigo. Durante um tempo eu fugi desse rótulo de mulher sexy. Queria desconstruir essa imagem. A maternidade me ajudou nesse sentido. Mas também pesou só para o lado mãe. Vivi um desencaixe. Mas foi importante. Precisava fazer esses ajustes em mim. Integrar tanto a mãe como a mulher, encontrar o equilíbrio na minha natureza feminina. E estou vivendo agora esse florescimento.

Quando solteira, o que o homem tinha que ter ou ser para chamar sua atenção? Onde eles erram e acertam na conquista? Uma boa conversa. Me desperta o interesse através do diálogo, da maneira de se expressar e do olhar também.

Na hora relaxar o que faz sua cabeça? Meditação é a minha prática diária.

Para conquistar Bárbara, basta… A gentileza me encanta.