A atriz Brendha Haddad, mudou-se do Acre para o Rio de Janeiro para protagonizar a série “Amazônia”, isso em 2007, e de lá até hoje já acumula mais de 15 trabalhos na TV. Sua mudança de vida radical tornou possível para Brendha realizar seu grande sonho que era atuar. A bela atriz, que vem de mocinhas em “Os Dez Mandamentos e “A Terra Prometida”, e sucessos como “Caminho das Índias” e “Salve Jorge”, acabe de dar início a seu mais novo desafio, viver a ambiciosa Anaid, grande vilã de “Jezabel”. A bela conversou com a MENSCH sobre os desafios de viver a ardilosa personagem na trama bíblica e de como começou sua trajetória como atriz.

Você começou na TV logo como protagonista em “Amazônia” e morava no Acre. Como te selecionaram para o papel? Os testes para minissérie “Amazônia” foram feitos em Rio Branco, cidade em que cresci e minha família mora até hoje, fiz uns quatro até o resultado final.

 


Já era atriz por lá, ou aprendeu na prática? Estudava interpretação sempre que surgia uma oportunidade, mas a Ritinha foi minha primeira personagem na televisão, a prática foi meu melhor exercício.

Você atuou em três trabalhos de Glória Perez, “Amazônia”, “Salve Jorge” e “Caminho das Índias”, certo? Qual a relação com a autora? Sim, sou muito grata por todas as oportunidades que tive com a Glória, admiro a mulher e profissional que ela é. Tenho muita gratidão por ela ter acreditado no meu trabalho no início, ainda como uma protagonista, e logo depois com personagens marcantes que são lembradas pelo público até hoje.

Qual trabalho na TV você considera o mais marcante e tem enorme carinho? Difícil escolher, amo todos os trabalhos que fiz. A Ritinha sempre vai ter um cantinho especial no meu coração, ela foi responsável por mudar minha vida, foi minha primeira, acredito que a mais marcante.


Desde que começou, praticamente não ficou fora do ar. São quantos trabalhos ao todo? Cerca de 15, entre novelas e séries. Na nossa profissão, acredito ser um privilégio nunca ficar sem trabalho e agradeço a Deus sempre por estar fazendo o que amo.

Como foi a repercussão da Inês de “Os Dez Mandamentos” e “A Terra Prometida” em outros países? Consegue receber o carinho do público de fora? As redes sociais estreitam esse contato com o público, tenho fã clubes da Argentina, do Chile, de Portugal e já fui abordada no aeroporto de Lisboa por uma fã da Angola. A Inês foi um presente e as novelas “Os Dez Mandamentos” e “A Terra Prometida” fazem muito sucesso no exterior. Recebo diariamente mensagens de carinho deles.

A Anaid é sua primeira vilã? Já fiz uma vilã em uma série, mas não era mal caráter como a Anaid, que é uma cobra!

Você estava ansiosa para viver uma vilã? Prefere as mocinhas? Vilãs são sempre divertidas de fazer. Prefiro personagens que me desafiem.

Você vem emendando novelas bíblicas recentemente, exceto em “Apocalise”. Já está habituada ou sempre é um desafio? Qual a diferença entre atuar em uma trama atual e uma bíblica? Todo trabalho é um novo desafio. Na trama bíblica, a forma de falar é diferente, seguimos o texto exatamente como está escrito. Na atual, temos um pouco mais de liberdade para improvisar. Mas é sempre desafiador!

Como foi a experiência no Marrocos? Conheceu a cultura? Se encantou? O que ajudou na construção da personagem? Foi surpreendente. Dos países que conheci, sem dúvidas, foi o mais diferente. É maravilhoso entrar em contato com uma realidade tão diferente da nossa e, melhor ainda, quando o meu trabalho me proporciona experiências assim. Foram 25 dias no país, gosto de explorar ao máximo os lugares, então fiz longas caminhadas em Ouarzazate, cidade em que gravamos, conhecida como Hollywood do deserto, e viajei para outras cidades como Marrakesh e Ait Ben Haddou, nas minhas folgas. Na hora das compras, o preço tinha que ser negociado, faz parte da cultura deles. Foi uma imersão construtiva, sair do local habitual de gravação certamente agregou para a construção da minha personagem, me aproximou de uma outra realidade e isso foi enriquecedor.

E a experiência de viver em Paulínia durante as gravações? O convívio diário com o elenco e equipe é uma experiência nova e divertida, desde o Marrocos tivemos a oportunidade de criar uma sintonia muito boa. Os estúdios ficam na frente do hotel que estamos hospedados, o acesso ao trabalho é muito prático e facilita no dia a dia. Tenho aproveitado o tempo livre para estudar e cuidar de mim.

Pra completar, o que o público pode esperar de diferente na Anaid em “Jezabel”? Ela é ambiciosa, perversa e usa a sedução como arma para conseguir o que quer. Me divirto com ela, acho que o público vai se divertir também.

Fotos Thalles Leamari

Styling Sarah Schulz

Make Thalita Fonseca