Tudo começou pela dança na vida de Julianne Trevisol. Foi a descoberta das artes através do ballet, jazz e do sapateado. Não por acaso, ela fez uma participação como bailarina no “Domingão do Faustão”. Coisa que pouca gente sabe, ou lembra, depois de tantos trabalhos como atriz em novelas e séries. Com a mesma disciplina e dedicação, Juliana segue sua trajetória de trabalhos marcantes e já preparando novos projetos para o novo ano. Enquanto isso apaixone-se por essa garota mutante, não só no visual, mas nos tipos que interpreta.

Julianne conta um pouco pra gente como começou a carreira de atriz? Meu primeiro contato com a arte foi através da dança. Tenho formação em ballet, jazz e sapateado. Comecei a dançar aos 7 anos, em seguida comecei os estudos de teatro, fiz muitos cursos e não parei de estudar até me formar na faculdade de Artes Cênicas e logo após na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras). Naturalmente fui entrando no mercado de publicidade, trabalhei com a dança também por muitos anos, fiz peças, e aos 16 anos fiz meus primeiros testes para TV. Fiz muitos, e algumas participações, até ter a primeira oportunidade de um papel em novela.

Se não fosse atriz se imagina fazendo outra coisa? O que seria? Até pouco tempo não me imaginava fazendo outra coisa. Mas após vencer o super chef celebridades no programa “Mais VC”, me despertou um profundo desejo de conhecer mais sobre gastronomia e acabei levando mais a sério essa vontade. Então acho que seria uma chef de cozinha feliz! (risos) Brinco um pouco em casa e ando pensando em fazer uns cursos para me profissionalizar.

E como foi isso de ser bailarina do Faustão? Acho que isso pouca gente lembra ou sabe? Sim. Eu quase não lembro! (risos) Brincadeira. Foi uma experiência importante. Entrei lá aos 14 anos. Aprendi muito, amadureci ali, e com o salário que recebia pagava meus estudos de teatro, que desde sempre era minha meta profissional. Não é um trabalho fácil. A dança exige muita disciplina. Isso é uma característica que levo comigo até hoje na minha profissão.

Como foi a estreia na TV e como se vê hoje em dia? Quais os maiores obstáculos? Minha primeira novela foi “Floribella” na Band, depois fiz uma carreira de 8 anos na Record onde tive oportunidade de fazer boas personagens, e a última novela foi já na Globo “Totalmente Demais”, que foi uma experiência maravilhosa. Sou muito grata ao meu caminho e tenho orgulho da minha trajetória. Não vim de família de artistas nem nunca tive nenhum contato com o meio antes, então tudo foi sempre muito baralhado, suado. E assim é ainda hoje. Testes e mais testes, muita concorrência, você pode ter sido a melhor e não fazer o perfil, enfim, existem muitos obstáculos. Por isso é uma profissão para quem é artista em essência e a melhor maneira de persistir é entendê-la como um ofício como qualquer outro.

Depois de alguns vários trabalhos na TV, consegue destacar algum que tenha deixado mais saudade e foi mais marcante? Ah sim. Amo todas as personagens mas a Gór, a mutante hipnótica, ninguém nunca esquece. Posso estar com visual totalmente diferente da época mas as pessoas lembram, sentem saudades e sempre me abordam sobre ela com muito carinho. Foi marcante por ser um papel diferente e por ter sido uma personagem que fiz durante 3 novelas seguidas. Me divertia muito fazendo!

Alguma personagem que já interpretou que tenha mais de você? Ou alguma que você se identificou? Eu acho que para televisão especificamente que trabalha com o realismo, a gente sempre usa um pouco dos nossos registros, vivências, com uma boa composição e técnica é claro. Mas eu sempre gosto de diferenciar bastante as personagens, e de passear por universos distantes do meu. Então todas tinham um pouquinho de mim mas nenhuma identificação direta. Gosto de aprender coisas novas com as personagens e trazer pra minha vida depois. Assim vou tendo cada vez mais material humano para próximas criações.

O que te desafia mais nessa profissão? Existem barreiras ou tabus para você? O desafio maior pra mim é lidar com a inconstância da profissão. Não depende só de você, existem muitos fatores para dar certo. É um trabalho de ciclos e momentos. É preciso ter calma e continuar caminhando. A maturidade ajuda bastante. Agora os desafios ligados a tabus eu adoro! Transcende-los é o que move o artista.

Onde é mais fácil te encontrar, numa balada à noite, na praia com os amigos ou passeios mais culturais? Passeios culturais com certeza. Amo o mar, treino na praia e ando de bike mas não sou de ficar tomando sol num FDS de praia cheia. Balada já tive a fase mas durou pouco.

O que te conquista e chama atenção para um relacionamento dar certo? Para uma canceriana romântica e muito família… PARCERIA, companheirismo, sinceridade, lealdade e confiança. Se os valores são os mesmos, o resto é sempre negociável.

 

Como lida com o espelho? É muito vaidosa? Sou vaidosa. Acho que não em exagero. Equilíbrio é importante em tudo. Mas sou bastante exigente comigo mesma. Quando decido estar focada na saúde, estética, como a preparação para o carnaval por exemplo, que desfilo como musa, nada me desvirtua. Mas tenho fases bem relax. Ah, tenho uma vaidade constante. Cabelos! Amo mudar, adoro cortar, então cuido bastante deles.

E nos homens, até onde é legal ser vaidoso? Curte caras vaidosos? Curto caras vaidosos sim. Acho bacana. Reparo muito no sorriso, nas mãos, no estilo. Acho importante se cuidar.

Para encerrar… Na hora de relaxar e se divertir o que curte? Um bom jantar em boa companhia. Por exemplo quando reúno as amigas do francês. Cozinhamos, tomamos bons vinhos e damos muita risada!

O que vem por aí próximo ano que você pode nos adiantar? Olha essa será uma virada de ano bem diferente. Muitas coisas em andamento mas nada totalmente definido. Então ainda não posso contar. Mas posso garantir que sigo estudando bastante, planejando algumas viagens, quero dar andamento a um projeto de um filme meu. Vou voltar para o palco e fazer teatro que não vivo sem e fazer novela em breve se Deus quiser! Desejo um ano de muito trabalho… E que venha 2019!

Fotos Marcio Farias

Beleza Cinthia Silva

Styling Paulo Zelenka

Asst. de produção Amanda Vitoriano