Com uma voz potente e um visual vintage, nascido em julho de 1989 na cidade de Atlanta, Geórgia, o cantor e compositor norte-americano Leon Bridges chegou como uma aposta para ser um grande destaque em 2015 quando lançou seu primeiro single “Come Home”. Bem na linha das grandes vozes negras dos anos 60, no estilo do Retro-Soul, o texano de 28 anos tem se destacou no seu primeiro álbum com essa pegada retro, seja por sua música quanto pelo visual; chapéu, paletós bem alinhados e calça de cintura alta, Leon conquista pelo alto nível musical.

Prova disso foi que seu disco “Coming Home” lançado no iTunes e logo chegou ao top 10 do Spotify, resgatando o soul, r&b e o gospel tradicional sulista da década de 60. Para seu álbum de estreia, Leon fez questão de reunir um grupo fanático pela soul music do século passado, usando aparelhos analógicos para dar o clima e nada de gravar os músicos separadamente. A ideia foi reunir todos para tocarem juntos como se estivessem em um palco. O resultado é um disco gostoso de ouvir e que nos faz viajar no tempo. As faixas “Lisa Sawyer”, que Leon compôs para sua mãe, “River” (faixa-título) e “Shine” soam quentes e vivas.

Seguindo essa linha de soul meio gospel, com acabamento moderno e inspiração musical nos anos 60 e 70 Leon lança seu novo álbum,”Good Thing” (2018). Esse novo trabalho é possível perceber que ele tem uma voz bonita e suave que lembra muito Sam Cooke e Otis Redding. Enquanto que as letras chegam com alma que abraçam Doo-wop, com a versatilidade, as batidas e o toque moderno do R & B. A mistura de soul e jazz resulta em canções como “Bad Bad News” e outras mais no clima de baladinha anos 70 como “Shy”. Passando pelo pop com “Georgia to Texas”  e “Bet Ain’t Worth The Hand”, que abre o álbum com um arranjo de cordas celestial e belíssimo.

Confira alguns trabalhos de Leon e fique fã:

 

 

NPR Music Tiny Desk Concert: