Aconteceu na cidade maravilhosa, no período de 12 a 18 de abril, o Rio Boat Show, pra quem não sabe do que se trata, é um verdadeiro “shopping náutico”, ou melhor, o maior da America Latina, em pleno cenário paradisíaco do píer Mauá. “O mercado náutico brasileiro cresce em um ritmo bem forte, com uma média de 10% ao ano, desde 2007”, afirma Márcio Dottori, diretor técnico da Rio Boat Show. Mesmo que o mercado brasileiro sendo bem menor em relação ao europeu – onde existe um barco para cada 270 habitantes, contra um para 60 na Europa – o cenário aqui tem melhorado a cada ano.

O evento consegue movimentar quase cerca de 300 milhões de reais em uma única semana, lembrando que o pós venda também tem cifras altíssimas. Em 2011, mais de 18.500 barcos foram vendidos, a maioria entre pequenos e médios. As vendas chegaram ao patamar de mais de US$ 800 milhões. A produção total ficou em 680 mil embarcações, destas 4,5 mil barcos de fibra, 8,5 mil de alumínio, além de infláveis e caiaques. Vale frisar, que desta vez, o salão focou em abrir espaço para os barcos mais acessíveis, para os consumidores da classe média, pois, conforme o organizador, Márcio Dottori, a crescente economia brasileira e as possibilidades de financiamento são fatores fundamentais para atingir outro público.
“A economia do país vai bem e a indústria náutica produz barcos de todos os tamanhos. Por que não a gente se preocupar também com a classe média? Hoje a gente está vendo essa classe comprar novamente barcos, porque existem barcos mais acessíveis e, principalmente, financiamento. Tem barcos aqui (na exposição) mais baratos que carros populares”, explicou. “O principal foco do mercado hoje está nos barcos de médio e médio-grande porte”, afirma Rogério Amodio, do estaleiro Aguz Marine. “Nos últimos dois anos, o crescimento do segmento ficou entre 12% e 15%”. Segundo ele, houve uma queda acentuada nas vendas no final do ano passado, mas a expectativa é positiva para 2012, principalmente para as empresas que apostam em diferenciais como design e tecnologia. “É uma forma de se destacar e embora o investimento seja mais alto em matéria-prima, o barco ganha muito em desempenho”, afirma.
Lembrando que os cascos das lanchas mais em conta, que podem ser adquiridas a partir de R$ 22 mil, são produzidos em polietileno, diferentemente dos usuais fibra e alumínio. No entanto, a qualidade do produto continua sendo garantida e segura.

 

DESTAQUES RIO BOAT SHOW 2012
A Bayliner 180BR foi um dos destaques do evento, pois o modelo é ideal para quem busca economia e conforto com um preço legal, principalmente para quem procura uma embarcação de pequeno porte para esquiar.

 

A italiana Sessa F45, que fez o maior sucesso na versão do evento em Miami Beach, também foi ovacionada no Rio de Janeiro. Seu espaçoso flybridge tem 16,5 metros quadrados que acomodam até dez pessoas com muito conforto e se transformam em um agradável lounge para reunir os amigos. Outra inovação é o cockpit de popa, que pode ser parcialmente fechado. Os três camarotes com cama de casal e dois banheiros com chuveiros individuais também merecem destaque. O modelo ainda apresenta uma plataforma hidráulica para jets ou botes.E para aqueles que desejam por um pouco mais de espaço, a Ecomariner trouxe a sua 600 Fly, dentre todo o conforto de uma lancha cinco estrelas; ar condicionado com display em toda a área interna moveis da marca Kitchens, duas suítes de casal, duas suítes para solteiro, home theater, várias TVs de LCD, três banheiros com muito conforto, cozinha e cabine para descanso do marinheiro, Além de todo luxo e espaço da área externa. Muita mordomia não deve ser tão barata hein?

 

 

Revista Época
Ecomariner
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