O que o Museu Guggenheim, em Bilbao, o Walt Disney Concert Hall em Los Angeles, a Casa Dançante, em Praga, o Centro Stata, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts e a Torre Beekman, em Nova York, têm em comum? Acertou quem disse: a geniosidade e a criatividade de Frank Gehry.

Nascido em Toronto, Canadá em 28 de fevereiro de 1929 e naturalizado americano, este arquiteto de 81 anos ainda tem muito que mostrar ao mundo das suas invenções fantásticas consagradas a partir do Museu Guggenheim às margens do rio Nervión, em Bilbao, na Espanha. Foi esta obra que mostrou para o mundo (e também causou inveja no mundo) todo o poder do inusitado que Frank costuma imprimir em seus projetos.

 

Amante da literatura, música clássica e geral, é uma grande admirador do pintor italiano Giorgio Morandi e suas pinturas de garrafas que, segundo Frank, se parecem com uma cidade e seus edifícios. Ganhador de um Pritzker Prize em 1989, uma espécie de Nobel da arquitetura, Frank tem um estilo arrojado repleto de estruturas curvas feitas geralmente em metal e é tido como um dos fundadores do Desconstrutivismo, tendência na arquitetura que rompe com a tradição e resgata o papel da emoção.

 

A partir do que fez na cidade Catalã em 1997, Frank passou a ser requisitado por vários outros lugares do mundo que queriam sentir e ter também o “efeito Bilbao”, causado pelo museu.

E pensar que tudo começou em uma tentativa frustrada de produzir água em laboratório aos 14 anos, gerar uma explosão e ficar cheio de cacos de vidro no corpo. Desastres à parte, o gênio inventivo soube canalizar o seu dom criativo para a arquitetura e é, e será sempre uma referência para designers, arquitetos e amantes das artes.

Frank é adepto da pluralidade, para ele cidades planejadas, como a Brasília de Niemeyer e Lúcio Costa ou a Chandigarh de Le Corbusier são de certa maneira esmagadoras e apesar das boas intenções e de toda a questão filosófica de seus projetistas, elas não funcionaram como deveriam simplesmente porque certas idéias não cabem a grandes cidades, mas ainda assim acredita na necessidade de um bom planejamento urbano, inclusive contrário ao que acontece no caos americano.

Nascido em Toronto, Canadá em 28 de fevereiro de 1929 e naturalizado americano, este arquiteto de 81 anos ainda tem muito que mostrar ao mundo das suas invenções fantásticas consagradas a partir do Museu Guggenheim às margens do rio Nervión, em Bilbao, na Espanha. Foi esta obra que mostrou para o mundo (e também causou inveja no mundo) todo o poder do inusitado que Frank costuma imprimir em seus projetos.

Como um homem atual e imerso nas questões ambientais, Frank é extremamente crítico ao uso das questões ecológicas para fins de marketing apenas e toma como exemplo o abuso ao uso dos certificados Leeds (Leadership in Energy and Environmental Design, selo de construção segundo normas ambientais) para fins comerciais nos EUA e mostra que ações de fato valem mais que certificados. Um exemplo disso é um edifício em Nova York de 76 andares, a Torre Beekman, com redução de 50% no uso de cimento, o que representa 50% a menos de emissões de carbono sem desperdício ou devolução de material, além de redução também no tempo da obra e consequentemente no seu valor.
Atual e ao mesmo tempo “das antigas” Frank rejeita modestamente o termo starchitect argumentando que na sua época a arquitetura era uma profissão dignificante e vai além ao acreditar que é ruim esperar que toda a construção de um prédio seja um espetáculo, pois ele deveria fazer parte de uma relação com as indústrias, a cidade, o entorno.
Frank aceita uma similaridade entre seus traços e os do arquiteto português Álvaro Siza, responsável pelo prédio da Fundação Iberê Camargo em Porto Alegre. Segundo Frank ambos já tentaram expressar a estética espanhola e portuguesa de época nos tempos modernos.
A grande obra esperada para 2014 é o Museu Guggenheim de Abu Dhabie e para Frank a maior dificuldade é a falta de abertura das pessoas, não perceber claramente o que pensam, o que querem para daí traduzir em sua obra.
Fontes: Wikipedia, UOL Cultura, O Globo