Claudia Wildberger, produtora teatral, Yuri Ribeiro, ator e dramaturgo, e Paula Burlamaqui, atriz, formam um triângulo amoroso. Só que não! Os dois primeiros, sim, um casal, na vida real. No palco, Yuri e Paula vivem, na ficção, a relação amorosa do casal, num excelente espetáculo “VOU DEIXAR DE SER FELIZ POR MEDO DE FICAR TRISTE?”, com texto de Yuri e direção de Jorge Farjalla, contando, no elenco, ainda, com Vitor Thiré e Jujuba. Os protagonistas tiveram os nomes trocados para Andrea e Daniel. O espetáculo já cumpriu três vitoriosas temporadas e já se encontra em produção para uma linda quarta temporada em comemoração aos 205 anos do Teatro João Caetano. A história promete tocar a estrutura do João Caetano em curtíssima temporada popular do dia 19 a 28 de outubro, sextas e sábados ás 19h e domingos às 18h, no Rio de Janeiro.

O mote da peça se concentra num tema que, embora não devesse levantar polêmicas, ainda é motivo de discussões e julgamentos por parte de muitas pessoas. Falo da diferença de idade entre o homem e a mulher, numa relação amorosa, tema tratado, na peça, da forma mais poética e lúdica possível. Via de regra, nesse tipo de relação, aquele é o mais velho. No caso de Claudia e Yuri, dá-se o contrário. A diferença de idade entre eles é de 25 anos. Ela, com seus 52; ele, aos 27.

Isso parece não ter sido nenhum obstáculo para que os dois se apaixonassem e passassem a viver juntos, num casamento feliz, uma relação de amor e respeito, que os dois, em comum acordo, resolveram levar para os palcos, numa comédia. “Mas que seja infinito, enquanto dure!”, como diz o Poetinha. Que dure eternamente! – digo eu. Vamos ver o que os três têm a falar sobre o tema e seus desdobramentos, na vida real e no espetáculo.

PERGUNTAS PARA CLAUDIA: 

Gilberto Bartholo: Cláudia, você acha que a mensagem da peça pode, de certa forma, mudar a cabeça dos preconceituosos e ajudar pessoas que amam outras, de idades bem diferentes, que vivem um dilema entre assumir, plenamente, uma relação e ser feliz ou “deixar de ser feliz por medo de ficar triste”?

Claudia Wildberger: Por experiência, não se deve deixar de ser feliz por medo de ficar triste. Eu, por sorte, sempre fui destemida, quando a vida me apresentou algum “dilema”. Mudei de cidade, em busca da minha realização profissional e pessoal. Alguns anos após, mudei, radicalmente, de setor profissional e estou no meu terceiro casamento. Fui casada, durante dez anos, com o pai dos meus filhos; mais dez, com meu segundo marido; e estou, há quase seis, com o Yuri (25 anos mais jovem que eu). Todos os dias, durante a apresentação do nosso espetáculo e na saída, vejo pessoas e casais tocados com a mensagem que tentamos passar. Todos, sem exceção, saem querendo amar. 

GB: Você e o Yuri foram muito corajosos, ao resolver transformar a história verdadeira do casal numa obra de ficção, sem, em nenhum momento, esconder, do público, que aquilo é a história de vocês. Quando surgiu a ideia e o que motivou isso? 

CW: Um dia, após um jantar romântico, o garçom, que nos atendeu a noite toda, ao ser solicitado, pelo Yuri, nos trouxe a conta e me entregou. O Yuri, surpreso, pegou-a, da mão dele, e entregou o cartão. O garçom me perguntou: “Débito ou crédito, senhora?”. O Yuri respondeu: “Débito”. O garçom digitou os dados e me entregou a máquina. Yuri pegou a máquina, digitou a sua senha e o garçom devolveu a via do cliente na minha mão. Aquilo nos tocou. Tivemos a certeza de que o garçom estava, de alguma forma, mostrando que não entendia a nossa relação e que eu deveria ser responsável pela conta. Como o Yuri estava escrevendo esquetes para um “stand up”, achamos que cabia muito bem representar a cena nele. Alguns dias depois, meu filho, Hugo Braga, que trabalha conosco, nos incentivou a escrever uma comédia romântica, na qual pudéssemos explorar melhor o tema “Amor e Preconceito”.

GB: Você consegue, ainda, vendo a sua história sendo contada e representada por uma atriz, voltar ao passado e se lembrar de tudo por que passaram, para conseguir o objetivo do casal? Foi muito difícil? 

CW: Na verdade, não tivemos grandes dificuldades. Por isso, inclusive, usamos o termo “livremente inspirada”. Claro que meia dúzia de questões fazem parte na relação de qualquer casal. Mas foi muito tranquilo pra gente. Realmente, acreditamos que amor não tem idade e nem sexo.

Claudia Wildberger e Yuri Ribeiro

GB: Você tem alguma preocupação com o futuro, quando a diferença de idade, embora continue sendo a mesma, possa criar dificuldades na relação? 

CW: Relações humanas não são as coisa mais fáceis. Mas o amor fortalece o casal nas dificuldades. Uma das preocupações que as pessoas nos apresentam é sobre filhos. Essa foi, sim, uma das questões apresentadas pelo Yuri. Mas, hoje, ainda não existe esse desejo nele. Vamos aguardar o dia em que o lado pai dele chegar. Aí, cuidamos disso, como for possível.

GB: Em algum momento, você achou que a decisão de contar a história do casal não poderia ser um bom negócio? Por quê? 

CW: Desde o dia da conta no restaurante, nunca tivemos dúvida de que tínhamos, praticamente, um dever social de falar isso. Apesar de ter sido tranquilo para nós, sabemos que nem sempre é assim. É muito bom ouvir, na saída das sessões, as pessoas falando sobre o desejo de encontrar um amor e ser feliz.

GB: Na peça, a personagem tem um filho, praticamente da idade de seu marido. Isso acontece na vida real, e são dois. Como é a relação entre eles? 

CW: Yuri tem 27 anos e meus filhos Hugo e Cezar, 23 e 21, respectivamente. A relação entre eles sempre foi boa. Eu tinha saído de um casamento, há pouco mais de um ano, e não tinha sido uma fase muito fácil. A chegada do Yuri foi tão feliz, que tudo que os meninos queriam era que ele ficasse entre nós, com toda a felicidade que nos trouxe.

GB: Em algum momento, você achou que deveria desistir do Yuri, pensando no julgamento de sua família, amigos e as pessoas em geral? 

CW: Nunca! Todo meu entorno me incentivou a estar com ele. Nunca pensei em abrir mão de experimentar essa relação.

 

Entrevista YURI RIBEIRO:

GILBERTO BARTHOLO: A sociedade, embora muito se venha lutando contra isso, é predominantemente machista, a ponto de aceitar, sem qualquer restrição, uma relação entre um homem bem mais velho que a mulher muito jovem, embora muitos acreditem que, nisso, esteja implícito algum interesse por parte da mulher. Por que essa mesma sociedade tem mais dificuldade para aceitar o oposto, como no caso de você e Claudia?

YURI RIBEIRO: Eu penso que a sociedade olha de maneira torta para as duas situações e, quase sempre, atribuindo uma visão capitalista ou mercadológica às relações afetivas. A relação de um homem mais velho com uma mulher mais nova é mais frequente e divulgada, e parece enaltecer o “Homem Capital”, que tem, ao seu lado, uma “mulher Capital”, com valor mais alto de mercado, atribuído pela juventude. A juventude, no caso do homem, não parece ser assim um capital tão vantajoso. Nessa visão antiga e ultrapassada, o que vale, no homem, é a sua capacidade financeira, que, num cenário positivo, é maior, conforme a idade aumenta. Então, nesse caso, a mulher, com um rapaz mais novo, não tem um material de valor, e sim um passivo, um péssimo investimento, talvez um rapaz que ela banque e, por isso, ela não tem poder, mas, sim, carência, falta de alguém ao seu lado, alguma fragilidade…

GB: Qual foi a reação da sua família, quando você anunciou que estava apaixonado por uma mulher muito mais velha que você, com, praticamente, o dobro da sua idade, e que pretendiam levar uma vida juntos? 

YR: Meus pais me fizeram duas perguntas simples. Você está feliz?”. “Sim”, respondi. “E ela, está feliz?”. “Sim”. “Então, continuem assim. Há muita gente que está infeliz, neste mundo, e não tem coragem para viver um amor. Vivam! E, se você precisar conversar, estamos aqui”. Depois de um tempo de relacionamento, ela também ganhou um espaço para conversar com eles. (risos) Acho que, no início, eles devem ter conversado entre si, e, talvez, feito questionamentos, mas só me perguntaram sobre felicidade.

GB: Qual foi a reação dos seus amigos, da sua idade, quando ficaram sabendo que você e Cláudia estavam juntos? Houve mais desaprovação que aceitação? Alguém se mostrou mais parceiro, a ponto de dizer que seria capaz de fazer o mesmo, se encontrasse a mulher de sua vida? 

YR: Se alguém desaprovava nossa união, não se manifestou. Eu também não consultei muitos amigos. Simplesmente, saíamos juntos, com a “galera da faculdade”, e estava ali apresentada a nossa relação. Os que falaram comigo só falavam coisas positivas, que faziam nosso relacionamento parecer um grande feito. Parabenizavam, diziam que formávamos um lindo casal. Eu morava com duas garotas, Gabriela Vasselai e Catarina Saibro, irmãs de arte e da vida. Elas me deram a maior força, Catarina falou algo parecido com isto: “Yuri, se fosse eu, no seu lugar, e estivesse apaixonada, eu iria em frente, eu não ia dar a mínima para a opinião dos outros.”.

GB: Como é a rotina de vocês em casa, no dia a dia? 

YR: Somos viciados em trabalho, acordamos em horários diferentes quase todos os dias. Quem acorda primeiro faz o café e deixa pronto para o outro. Temos uma rotina de trabalho que se divide entre trabalhos individuais, dentro e fora de casa, e projetos que desenvolvemos juntos. Ficamos muito tempo em casa, em frente ao computador e telefones.  Às vezes, lembramos de almoçar; às vezes, esquecemos o que é comida.  Muitas vezes, lembramos do almoço na hora do jantar. Mas isso não nos preocupa. Seguimos felizes assim. Dividimos algumas tarefas, como roupas, gatos, compras… Nessa divisão, entram os meus enteados Hugo e Cezar, que contribuem nos afazeres, conforme podem. Na hora de cozinhar, com frequência, cada um dos quatro está seguindo uma dieta diferente, ou não está seguindo nenhuma, e, no momento em que um vai fazer a comida, pergunta aos outros três, ou a quem estiver em casa, se vão querer. E, assim, vamos seguindo, sem muitos planejamentos sobre o dia a dia, pois a vida profissional já exige muito planejamento. Com frequência, o que determina o fim de um dia de trabalho é uma garrafa de vinho, que se abre, pois não temos hora para parar. Só sabemos começar.

GB: Vocês devem perceber, quando estão em público, a reação negativa de algumas pessoas, ao vê-los juntos. Como você encara isso? Isso o incomoda? Já houve algum episódio constrangedor, em que alguém tenha passado dos limites?  

YR: Por vivermos numa bolha artística, os olhares atravessados são menos frequentes. As pessoas do meio artístico estão, teoricamente, um pouco mais desapegadas de preconceitos e, se os têm, devem guardá-los a sete chaves. Mas já aconteceu, por exemplo, de pessoas desatentas se referirem a nós como mãe e filho, mas nada que uma boa piada não resolva. Tivemos, durante algum tempo, uma vizinha que sempre parecia esquecer que éramos marido e mulher e falava comigo sobre a “minha mãe” e com ela sobre o “filho dela”, de maneira insistente, mesmo sendo corrigida sempre. Mas isso também era motivo de piada entre nós. (Aqui, Yuri repetiu o episódio ocorrido no restaurante, já contado por Cláudia.) Aquilo nos bateu de um jeito diferente. Naquele dia, realmente, nos incomodamos, e foi exatamente esse incidente que me fez entender a frase “Ostra feliz não faz pérola”. Esse momento incômodo me inspirou a escrever uma peça, que usa nossa relação como plano de fundo, para falar sobre coragem, preconceito e amor.

GB: O argumento da peça foi idealizado a quatro mãos, ou a duas cabeças, mas o roteiro, segundo a ficha técnica da peça, foi escrito só por você. Explique como se deu esse processo de escritura do texto e se, durante esse trabalho, houve espaço para alguma DR, quando um dos dois não concordava com alguma coisa. 

YR: Para listar a quantidade de pessoas que, de alguma forma, me ajudaram a desenvolver essa história, precisaria de um livro, que, aliás, vou fazer, pois foram três anos aprendendo a escrever e sendo criticado, no melhor sentido da palavra, por amigos, os quais apontavam caminhos para a trama da peça. É fato que muito do que está no palco, realmente, aconteceu, mas, como eu respondi em outras perguntas, não tivemos grandes conflitos externos. Por se tratar de teatro, eu precisei me desapegar um pouco do que era real e escolher elementos que pudessem sustentar os conflitos vividos pelo casal.

Meu primeiro texto era uma sequência de esquetes engraçados, de passagens da nossa vida real. Marcos Caruso, Victor Garcia Peralta, Júlia Lordello, Adriana Maia, “Os Trágicos” e muitos amigos leram versões diferentes do texto e comentavam após lê-los. Com o tempo, fui reescrevendo. Eu e Claudia líamos, juntos, com frequência, Claudia dava sugestões. Às vezes, discordávamos, mas nada que nos tirasse do sério. Nós dois temos estilos de humor diferentes. Então, havia muita coisa de que ela não gostava e eu batia o pé, para manter no texto, e, em outros momentos, ela apontava fragilidades que eu não havia enxergado e eu melhorava aquele ponto. Não discordávamos sobre o discurso do nosso texto. Sabíamos que queríamos causar reflexão sobre o tema e dizer que vale a pena apostar no amor. Discordávamos sobre a forma de apresentar as ideias e aí discutíamos. Às vezes, havia consenso e, em outras, esquecíamos a própria opinião, deixávamos para depois… Abríamos uma garrafa de vinho… Sobre esta versão, que o público vê hoje no palco, há muita contribuição do Farjalla, o encenador, pois ele, entre outras coisas, que só vendo a peça para entender, sugeriu que levássemos a história para um circo e pediu que tivesse um acordeonista no palco. Isso atribuiu uma nova camada ao que estava escrito.

GB: Em algum momento, você pensou que estava confundindo amizade, admiração profissional ou, até mesmo, tesão, com amor? 

YR: Não sei te dizer. Eu ainda não descobri a diferença exata entre todos esse itens. É muito confuso, pra mim, particionar esses afetos. Pode ser que eu ame, por ter grande admiração profissional e forte sentimento de amizade, e isso me dê tesão. E pode ser que eu tenha tesão na minha amiga de trabalho, com quem quero dividir a minha vida, e a ame, apenas, por outros motivos mais sutis, que não se explicam. E pode ser que o que eu acabei de escrever esteja muito confuso, tal qual minha cabeça, no momento que sou questionado sobre isso. Posso afirmar, com certeza, que somos amantes, parceiros, amigos, sonhamos juntos, dividimos uma vida juntos e, cada um a seu modo, nos amamos. Ou, pelo menos, achamos que sim. O que é amar? O que é o amor?

GB: Como é ser feliz fora dos padrões pré-estabelecidos pelo grupo social em que se vive? 

YR: No dia a dia, não sinto tanto o impacto do nosso pé fora da curva, pois convivemos com muitas pessoas que rompem com padrões. Mas estou muito feliz por poder falar sobre isso, através do teatro, e poder proporcionar momentos de reflexão e lazer sobre um tema que, ainda hoje, é tabu: amores fora dos padrões. Quando percebo preconceito sobre algo tão insignificante, como diferença de idade, me vejo obrigado a falar sobre isso. Eu acho que o tempo é uma coisa inventada pelo homem, para colocar urgência em quem, um dia, teve tempo para sonhar. Eu quero ter calma, calma para amar e calma para viver.

GB: Viver você mesmo, no palco, pode ser considerado, até agora, seu melhor trabalho no teatro? 

YR: Certamente, fiz o meu melhor, mas não sei dizer se é meu melhor trabalho no teatro. Acho que, com o tempo, a tendência é melhorar. Por essa lógica, pode ser que sim. Bem que você podia me ajudar nessa e me dizer o que acha. É o melhor ou não? (MINHA RESPOSTA: SIM!!! ATÉ AGORA.) Certamente, é o mais desafiador. O trabalho em que me coloquei mais em risco até hoje e o mais delicado, para resolver internamente, pois há uma diferença entre o Yuri da vida real e o Daniel que está no palco. É uma versão de mim que está ali, não exatamente eu. Talvez a minha melhor versão esteja ali.  

Entrevista PAULA BURLAMAQUI:

GILBERTO BARTHOLO: Você acha que a atriz Paula Burlamaqui seria capaz de viver, na vida real, uma situação análoga à da personagem que representa na peça?

PAULA BURLAMAQUI: Claro que sim! Não vejo nenhum problema em namorar pessoas mais jovens. O importante é o amor.

GB: Para compor a personagem, que tipo de trabalho você fez? Além de conversas com Claudia, você fez algum tipo de laboratório específico?

PB: Não, nenhum; nem conversei com a Claudia. Tínhamos muito pouco tempo de ensaio, trabalhamos com o Farjalla, oito horas por dia, e fizemos preparação vocal, para cantar.

GB: Você se sente confortável, fazendo essa personagem? Por quê?

PB: Muito confortável, adoro a peça! É linda e tem uma mensagem muito positiva sobre o amor.

GB: Como você observa a reação do público, ao final de cada sessão?

PB: O público é levado numa montanha russa de emoções. Eles se identificam com a história, amam o espetáculo; é uma peça que comunica.

GB: Desde o início do processo de montagem, do espetáculo, você acreditou nele e por algum motivo especial?

PB: Sim, achei bem desafiadora a proposta do diretor; foi uma grande sacada dele.

GB: Em minha crítica sobre a peça, utilizei como um dos subtítulos isto: “INTIMIDADE ESCANCARADA, A SERVIÇO DA FELICIDADE”. Você acha que, para ser feliz e poder fazer feliz o público, vale a pena escancarar a intimidade de um casal no palco?

PB: Não acho que eles escancararam nada, só tiveram vontade de contar a história deles, o que foi feito com muita poesia.

GB: O teatro, dentre tantos outros veículos de comunicação, considerando o campo das artes, proporciona, ao ator, a oportunidade de uma resposta imediata, quanto ao seu trabalho. Você sente, nesta peça, uma aprovação quanto à sua interpretação e alguma reação, antes não percebida, em outros trabalhos que fez no palco? Em caso afirmativo, a que você atribui isso?

PB: Sinto uma reação positiva muito grande do público. É um personagem simples, mas que me proporciona transitar entre o drama e a comédia com a mesma intensidade. Isso é maravilhoso.

GB: Você considera este o seu melhor trabalho no teatro? Em caso afirmativo, o que mais contribui para isso: a temática ou a personagem?

PB: Não tem melhor nem pior…. É diferente. Já fiz dois espetáculos do Pinter e um do Molière, de que também gostei muito, mas acho que este espetáculo comunica mais com a plateia.

Por Gilberto Bartholo

Ator, crítico teatral – www.oteatromerepresenta.blogspot.com – e jurado do Prêmio Botequim Cultural

Veja vídeo da estreia: