Já imaginou um revival aos anos 30 a bordo de um clássico da aeronáutica cruzando continentes? Pois bem, a Rimowa, empresa alemã que atua há mais de cem anos na fabricação de malas de alto padrão, se uniu novamente à companhia aérea JU-Air para proporcionar uma experiência inesquecível aos passageiros do JU52, uma réplica da aeronave considerada pioneira em longas viagens. O avião partiu dia 18 de junho de Colônia, na Alemanha, em direção aos Estados Unidos, retornando ao seu ponto de partida logo após a expedição trazendo na bagagem uma experiência inesquecível.
 

Esse é o primeiro JU52, desde 1937, com certificação para transportar passageiros. O trajeto completo durou algumas semanas, com uma parada em Oshkosh, no Estado de Wisconsin, durante o EAA AirVenture, maior encontro de aviação da América do Norte, além de outros destinos. “Assim como os produtos Rimowa, o JU52 representa o melhor da qualidade alemã, com materiais de alta qualidade, acabamento preciso e inovação”, explica Dieter Morszeck, atual presidente e CEO da Rimowa, que esteve full-time nessa viagem.

O JU52 é uma réplica da aeronave que voava por rotas que incluíam as mais remotas regiões africanas, América do Sul, Cabul e até mesmo ao longo dos Andes, uma vez que o avião foi desenvolvido para suportar as mais adversas condições climáticas e tempestades de areia. E para marcar essa jornada, a Rimowa criou um diário de bordo para acompanhar todo o trajeto feito pela aeronave. Como um adorador de fotografias, o próprio Dieter Morszeck foi responsável por atualizar diariamente o canal com seus registros de belas paisagens.

Roteiro da viagem:

Saída – 18 de junho de 2012
Leverkusen/Colônia – Norwich, Wick / Norwich, Wick – Vagar / Vagar – Reykjavik / Reykjavik – Kulusuk  / Kulusuk – Iqaluit / Iqaluit – Auburn
Auburn – Los Angeles.


Tour América do Norte: Los Angeles – Denver / Denver – Oshkosh / Oshkosh – Nova York / Nova York – Waterloo / Waterloo – Toronto / Toronto – Retorno.

 
A HISTÓRIA DO JUNKERS

Encabeçada pelo seu fundador e projetista Hugo Junkers, a Junkers era um fabricante alemão de aviões civis e militares que em 1926 desenvolveu um monomotor com grande capacidade de passageiros, denominado Ju 52/1m. Seu resistente esqueleto metálico e uma fuselagem revestida por chapas de alumínio ondulado reduziam o impacto durante o vôo. Em 3 de Setembro de 1930 o primeiro avião, de c/n 4008 fez seu primeiro vôo, equipado com um motor BMW L-88 de 800Hp, depois recebeu motorizações diferentes mas já levava 17 passageiros. O protótipo foi apresentado à Força Aérea Alemã em Novembro de 1930, recebendo autorização de produção no mês seguinte. No início sua produção era de apenas 12 aeronaves, mas apenas um avião foi finalizado, recebendo o prefixo D-1974. Os gerentes de marketing e venda da Junkers acordaram cedo para uma previsão mercadológica completamente errada e o Hugo Junkers determinou que o brilhante engenheiro Ernst Zindel liderasse uma equipe capaz de criar um trimotor de grande capacidade de carga.

Foi com essa missão que a equipe viu no JU 52/1m a possibilidade de receber mais 2 motores e assim o protótipo 4008 recebeu 3 motores P&W Hornet de 550 Hp cada um, passando a se chamar Ju 52/3m, este novo aparelho voou em 7 de Março de 1932 e já recebeu encomenda de 7 unidades por parte do Lloyd Aéreo Boliviano, e encomendas subseqüentes por parte da AeroOY (atual Finnair), VASP, SINDICATO CONDOR (Cruzeiro do Sul), VARIG, FAMA (atual Aerolineas Argentinas), SABENA (Bélgica) e inúmeras empresas de vários países como Áustria, China, Colômbia, Dinamarca, Equador, França, Inglaterra, Grécia, Itália, Moçambique, Portugal, entre vários outros.

JU52 – UM CLÁSSICO DA AVIAÇÃO

JU 52 é um dos aviões mais famosos desenvolvimentos pelo engenheiro Hugo Junkers. Que hoje é sinônimo de engenharia de segurança, confiabilidade e qualidade, ao ponto de influenciar a aviação civil hoje em dia como poucas aeronaves. Logo após a sua viagem inaugural em maio de 1932, o modelo rapidamente se tornou aeronave padrão para Luft Hansa e se saiu tão bem que se tornou responsável por quase 75% de todo o transporte aéreo seis anos mais tarde. Os passageiros apreciavam seu alto padrão de conforto, bem como seu tempo de vôo, e ainda dominava trechos desafiadores como os Alpes.


O JU 52 também teve a reputação de ser praticamente indestrutível. Depois de se manter firme contra concorrentes como o Dornier Do K3 ou o Fokker F. XII em uma reunião internacional de aeronaves comerciais em Zurique, em 1932, o JU 52 colidiu de frente com um biplano, perto de Munique em seu caminho de volta. Apesar de danos graves à fuselagem, a unidade de cauda e o trem de pouso, o piloto foi capaz de fazer um pouso de emergência em um campo sem maiores danos. O bom e velho JU era capaz de aterrissar em pequenos lotes de terra ainda continua voando mesmo depois de uma surra. Ele também foi usado como hospital militar e resgatou soldados durante a guerra. E ainda está voando.
 

Confira o diário de bordo em: www.rimowa-in-the-air.com
Fonte: Aviões e Musicas

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