Um mar de possibilidades. É assim que nossa estrela Isabella Santoni se auto define durante essa entrevista. Uma mulher oceânica, como prega sua marca Nia recém lançada no meio dessa pandemia. Sempre pronta a um novo desafio, como esse de criar a própria marca e virar empresário, Isabela se joga de cabeça em tudo que faz. Atualmente na telinha com a reprise de “Malhação”, Isabela prepara sua volta aos estúdios para um novo personagem na próxima novela das 18h da Globo. Enquanto isso, a imensidão azul do mar lhe abraça e acolhe entre uma onda e outra. Puro encanto de mulher que a cada novo desafio se revela ainda mais encantadora. Uma verdadeira sereia na nossa capa.

Olhando essas belas fotos percebe-se que surf é seu esporte sem dúvida. É isso mesmo? E quando começou essa paixão por pegar ondas? Não sei (risos). Eu pratico vários esportes! Acho que o fato do Caio ser meu namorado, me associam muito ao surf. Eu às vezes pratico Muay thai, crossfit, adoro um funcional também! Mas o mar sempre foi uma paixão. Comecei a surfar em 2017, mas ainda tô aprendendo. É um esporte que exige muita dedicação e paciência. 

E pelo jeito praia é o seu habitat. É lá que recarrega as baterias (e gasta também! risos)? Sim! Total! A natureza me recarrega. O mar sem dúvidas é o principal, mas amo colocar o pé na terra. Seja na cachoeira, numa trilha… O negócio é estar conectada com a natureza. 

Por falar em paixão, o surf também veio para coroar seu namoro com Caio? O surf veio antes do Caio. Sinto que eu acabei o atraindo pra minha vida quando comecei a me dedicar ao esporte. 

Ainda falando do clima de praia, recentemente você publicou uma foto de topless na praia e declarou liberdade em poder se transformar. Como lida com o corpo, nudez e a liberdade? Eu não publiquei topless na praia, até porque é proibido fazer aqui no Brasil. O que eu postei no insta foi uma foto de um ensaio artístico que tampei meus seios com um chapéu. Meu corpo é como minha casa, meu templo, onde me expresso e dou vida aos meus personagens. Minha relação com meu corpo é de autoconhecimento, busco entender as mensagens que ele me passa. Acho que liberdade é um conceito que vai muuuuito além do corpo, pra mim, são escolhas conscientes dos seus limites. E pra isso, é preciso de auto investigação e transformar padrões.

Qual a importância do feminismo na mulher que você é hoje? Necessário para eu me desprender dos padrões em que fui criada. Me percebo machista em alguns comportamentos, então praticar o feminismo é exercício diário.

Isabella, desde sua estreia na TV em 2014 até hoje já vão 7 anos de carreira. Como se avalia até aqui? Quais os altos e baixos? Nossa, difícil fazer uma avaliação! São muitos momentos diferentes. Sinto que tive ótimas oportunidades. Algumas que não aproveitei tão bem pela falta de maturidade. Sempre fui muito dedicada e como tenho muita sede de vida, essa vontade de abraçar o mundo me atrapalhou em alguns momentos. Realizei muitos projetos que sonhava, como fazer novelas, teatro, cinema, séries, viajar pra fora do país, abrir minha própria marca… Mas ainda tenho muitos para realizar! 7 anos é pouca coisa. 

Por sinal você voltou ao ar com a reprise de “Malhação – Sonhos”, que você já declarou ter sido um divisor de águas. Por que? Que boas recordações guarda desse trabalho? Foi minha primeira novela, meu primeiro trabalho na Globo, meu primeiro contato com o público… Mudou muito a realidade que era a minha vida. Lembro que eram muitas primeiras vezes em diversas coisas, tinha um frescor os acontecimentos! Foi um trabalho muito feliz, fiz grandes amigos que guardo até hoje. 

Você tem se assistido dessa vez? Faria algo diferente com sua Karina? Assisto sempre que posso ao vivo e quando não consigo, vejo pelo repost dos fãs as cenas do dia. Faria diferente algumas cenas sim, sou beeem auto crítica.

Na época o boxe fazia parte da sua rotina. Como foi essa experiência? Eu já tinha feito boxe com 11 anos, depois parei. Na “Malhação”, a Karina fazia Muay thai, que tem boxe mas inclui movimentos com as pernas que precisei aprender. Amei praticar o esporte, ainda cultivo a prática na minha vida até hoje.

2020 foi marcado profissionalmente por sua entrada no mercado do empreendedorismo com o lançamento da sua marca Nia. Consegue nos definir como foi embarcar em um universo profissional fora da sua área de conforto? Foi e está sendo um grande desafio! E como eu amo me desafiar, mesmo com todas as dificuldades, tô sendo muito feliz nessa nova fase. Precisei estudar e me dedicar em áreas completamente novas, entender de assuntos que antes não precisava, como administração, finanças, planejar o investimento, lidar com equipe, gerenciar pessoas, etc. Tô amadurecendo muito! A Nia não é só uma marca, é um movimento pois tem propósito. Meu coração pulsa muito forte quando falo dela.

Qual a definição perfeita do que a Nia representa e do que são as “Mulheres oceânicas”? Nia veio para fortalecer o feminino e libertar padrões. As mulheres oceânicas têm um mar de possibilidades dentro de si, elas gostam de inovar, de se desafiar, compreendem o mundo de sentimentos que têm dentro de si. 

Para 2021 teremos sua volta à TV com a novela “Além da Ilusão”. Como andam os preparativos e a empolgação para esse novo trabalho? O que pode nos adiantar? Tô muito empolgada pra voltar pra telinha! Ainda não posso falar muito sobre o projeto mas estou bem ansiosa pra voltar à gravar. Fazer novela é um exercício diário do meu ofício e tô com muitas saudades de atuar.

O que procura e o que te desafia num novo trabalho? Estou numa fase que não estou procurando por algo, sinto que o que é pra ser meu, vem. Manifesto sempre que apareçam oportunidades pelas quais eu vá amadurecer como profissional e como pessoa. Todo novo trabalho é um desafio.

Prefere interpretar as vilãs ou mocinhas? Há alguma facilidade? Não tenho preferência entre tipos. Gosto de personagem que seja complexo, humano, que tenha dualidade, várias características opostas. Quando você é presenteado com uma boa história, o trabalho fica mais fácil.

O que costuma ler, ver e ouvir nas horas vagas? Gosto de ler sobre filosofia e autoconhecimento. Vejo filmes de todos os tipos, mas gosto mais dos dramas. Ouço todos os tipos de música também, mas nas horas vagas, o barulho do mar.

Surf, boxe, música, praia, dramaturgia… O que mais define Isabella? Difícil me definir, sou mulher oceânica, (risos)…, um mar de possibilidades.

E para te conquistar, basta… Ser uma pessoa verdadeira e parceira. Sou fácil de fazer amizade.

Fotos Fagner Soares(@xfagner)