Com a chegada do mês de outubro, é hora de falar sobre o câncer de mama e reforçar a campanha Outubro Rosa. Isso nos lembra logo a vitória da atriz Simone Zucato que venceu o câncer de mama e está sempre engajada na Campanha Outubro Rosa para trazer um alerta sobre a importância dos exames periódicos. Afinal, quanto mais cedo a pessoa receber o diagnóstico, maior será a chance de cura. Este ano a atriz uniu forças com a ONG Reviver da cidade de Natal RN para divulgar a campanha nas redes sociais com o objetivo de informar melhor as mulheres sobre os perigos da doença. Quem passa pelo desafio de enfrentar o câncer de mama, passa por muitas adversidades mas Simone não se deixa vencer e mantém uma atitude positiva sempre incentivando outras mulheres na luta contra a doença.

“Hoje podemos falar que, com o avanço da medicina, o câncer de mama é uma doença tratável e na maioria dos casos, curável. Principalmente se for diagnosticado na fase inicial. Então, realizar autoexame das mamas e realizar os exames de imagem como mamografia, ultrassonografia e/ou ressonância magnética periodicamente, conforme a orientação do seu médico, é de extrema importância. Apenas o auto exame das mamas não é o suficiente para fazer diagnóstico. E falo isso porque vejo que as mulheres ainda hoje têm medo de fazer a mamografia, falando que incomoda, que dói… e não tem como dizer que é um exame agradável de se fazer. Mas é preciso ter consciência de que quanto mais cedo for diagnosticado o câncer de mama, menor será a agressividade do tratamento e maiores serão as chances de cura. E o Outubro Rosa está aí para informar a população, para ajudar a conscientizá-la sobre a importância dos exames e de diagnosticar precocemente o câncer de mama. Não devemos esquecer que também podemos adotar medidas que podem ajudar a prevenir o câncer de mama. Controlar o peso, evitar o tabagismo após a menopausa, evitar o uso prolongado de contraceptivos, realizar atividade física regularmente, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e manter uma dieta saudável são as principais medidas que ajudam na prevenção do câncer de mama. No Brasil são diagnosticados quase 60 mil casos de câncer de mama ao ano, e mesmo sendo uma doença tratável e curável na maioria dos casos, ainda é uma das principais causas de morte da mulher. Mesmo tendo consciência de todas as dificuldades que estamos atravessando atualmente fica aqui meu pedido: vamos nos cuidar, vamos ajudar a levar informação e orientação a todas as pessoas que pudermos para que assim possamos amenizar o sofrimento que essa doença causa e salvar vidas” Diz a atriz.

A atriz Simone Zucato, ficou conhecida na TV vivendo a beata Liliane na novela O Sétimo Guardião, enfrentou e venceu um câncer de mama. Por conta de ter enfrentado este desafio em sua vida, ela não perde oportunidades para alertar as mulheres sobre a importância de realizar o autoexame das mamas e de realizar os exames periódicos indicados pelos médicos. Por este motivo a atriz todo ano a atriz se veste de rosa e representa a campanha Outubro Rosa para ajudar a levar informação e reduzir as estatísticas das taxas de mortalidade por falta de informação sobre a doença.

“Estou sempre disposta a orientar, falar, aliviar, porque percebo que a questão do medo ainda é muito forte nas mulheres. Às vezes, elas ficam tão apavoradas de ouvir a palavra ‘câncer’ que isso bloqueia muita coisa e prejudica o prognóstico da doença. Ainda é um tabu. Quando você consegue levar esse alívio, explicar, você percebe que diminui esse medo no outro. Tento mostrar a minha experiência para ajudar um pouquinho essas mulheres”, afirma. “Sempre falo: Ter medo também, mas não podemos nos render a isso. Claro que ninguém gosta de pensar na possibilidade de se descobrir uma doença mais grave num exame, mas precisamos ser fortes e lutar contra essa doença, e o quanto antes a gente diagnosticar qualquer doença, melhor é. Temos que tentar ver uma luz no final do túnel e pensar que vai dar tudo certo. É um pensamento positivista que precisamos ter, apesar de saber que não é nada fácil”, completa.

Simone, atualmente hoje com 45 anos, faz exames de rotina desde os 31 anos, por ter desenvolvido displasia mamária, comum em mulheres. “Muitas mulheres desenvolvem displasia e pode se tornar algo mais grave com o passar dos anos. Então, mantinha o controle, fazia autoexame sempre e mamografia anualmente. Em uma delas o resultado veio um pouco diferente”, recorda. Alguns médicos lhe disseram para ficar tranquila. Falaram que não era nada. “Eu não sentia nada, não tinha nenhum nódulo palpável, não tenho histórico familiar para câncer de mama… Mas fiquei com aquela pulguinha atrás da orelha e fui ouvir outra opinião. Eu tinha um carcinoma, fiz a biópsia e o resultado veio conforme meu médico havia dito”, suspira. Por sorte, estava em estágio inicial.

Simone segue ainda hoje o tratamento determinado pelo médico, incluindo a quimioterapia. Essa rotina seguirá por mais quase dois anos, até completar um total de cinco anos. “Já estou curada. A doença eu deixei de ter quando fiz a retirada do tumor na cirurgia. Faço a quimioterapia para o câncer não voltar com o passar dos anos. Eu tomo comprimidos todos os dias. Além do medicamento da quimio, às vezes, tomo algum outro para os efeitos colaterais, que são poucos. No geral, são náuseas – o mais frequente, insônia e raramente fadiga. Poucas pessoas são privilegiadas o bastante a ponto de poderem falar que a vida é fácil. Acho que todo mundo tem as suas dificuldades pelo caminho e eu tive muitas, mas também tive muita sorte, em julho de 2017, quando descobri o câncer, afinal estava em um estágio inicial”, frisa. Ela descobriu a doença dois dias após o autor Aguinaldo Silva convidá-la para integrar o elenco de O Sétimo Guardião. “De imediato, falei para o médico que precisava ficar bem em cinco meses, tempo que eu levaria para começar a gravar a novela. Aí passei pela cirurgia, retirei dois quadrantes da mama e também já fizeram a mamoplastia, cirurgia plástica para igualar o tamanho das duas mamas. O pós operatório foi muito tranquilo. Na sequência fiz 30 sessões de radioterapia e comecei a quimioterapia”, relembra.

E a atriz enfatiza o que veio na cabeça quando tudo foi confirmado. “Eu desabei. Estava com um câncer tendo uma oportunidade de trabalho pela qual o ator sempre espera. Pensei na vida, claro, mas tinha realmente um foco muito voltado para a novela que viria depois. Isso me ajudou a passar com mais força por tudo. Vai ter que operar, ok. Vai ter que fazer radioterapia, ok. Tive medo porque o convênio demorou para liberar a cirurgia, o hospital. Entre a descoberta e a operação foram 27 dias. Fiquei preocupada se ia aumentar, espalhar para outros órgãos. Tive medo da morte, sim. Mas deu tudo certo”, frisa. “E procurei conduzir a situação com muita discrição, pois tinha receio de quererem me poupar e eu perder o papel na novela. Sendo que esse trabalho era o que me animava, o que me dava esperança de seguir adiante. Somente no final do trabalho eu contei o que tinha acontecido, porque queria agradecer as pessoas que haviam me dado aquela oportunidade, no caso o Aguinaldo Silva, e Rogério Gomes, o Papinha. Eles não sabiam da importância daquele trabalho para mim. Graças a ele, passei com mais leveza e tranquilidade por tudo”, assegura ela que atuou ainda em novelas como Cama de Gato e Caras & Bocas.

Quando O Sétimo Guardião terminou, Simone começou os ensaios da peça Sylvia – Uma Comédia Romântica, espetáculo do circuito Broadway que ela produziu, traduziu e protagonizou. Antes, Simone esteve em cartaz com a peça ganhadora do prêmio Pulitzer, A Toca do Coelho, e de 2013 a 2015, cuja produção e tradução também eram assinadas pela atriz. “Este ano de 2021 era para estar em turnê com Sylvia, mas a pandemia não deixou.” conta.

Hoje Simone não sabe quando poderá dar continuidade aos seus projetos de teatro e outros aos quais ela está envolvida. “Creio que já é possível termos uma visão mais otimista. Algumas peças já estão retornando aos palcos brasileiros. E os teatros estão sendo rigorosos seguindo os protocolos de prevenção contra a COVID-19. Isso dá uma segurança maior ao público que frequenta o teatro. O mesmo está acontecendo nas produções audiovisuais. Aos poucos vamos retomando.”. Simone atualmente também se dedica à pré produção de Falling – Uma História de Todos, outra peça do circuito Broadway que fala sobre um tema importante e cada vez mais incidente no mundo, no Brasil: o autismo. Simone conta que tenta levantar essa peça há mais de oito anos, “Noto que existe uma certa dificuldade de se conseguir patrocínio para peças do gênero drama no nosso país. As empresas têm mais interesse em investir em comédias ou musicais porque dizem que o público procura ver peças mais leves. Eu acho que, como na vida, é preciso ter um equilíbrio. Todo drama tem seu alívio cômico, e meu intuito é levar informação e auxílio ás pessoas, ás famílias. Esse é o papel do teatro. Falar sobre o autismo também é algo necessário nos dias de hoje. Como médica e atriz me sinto no dever de levar a informação correta e orientar o público. Somos fortes e capazes de transformar nossa vida em algo melhor. E mais do que isso, somos capazes de impactar positivamente a vida das pessoas à nossa volta. E é isso que eu tento fazer através da arte e de campanhas como o Outubro Rosa.”

Fotos e beleza Pino Gomes
Styling Paulo Zelenka
Assessoria Márcia Dornelles Comunicação