O menino do Rio Rodrigo Lampreia, cantor, compositor, músico e empreendedor de música, o carioca já rodou o Brasil e o mundo com seu baile e seu violão. De Amy Winehouse a Mart’nália, do Cacique de Ramos ao Soho Londrino, passeando pelo samba-mpb-pop com muitas influências internacionais, Lampreia como é mais conhecido, foi frontman de muitos projetos de sucesso como Samba de Santa Clara e Sambinha. Na banda Benditos, com o parceiro Beto Landau, gravou o hit “Carol ou Clarisse” em parceria com Mart’nália, e ainda escreveu “Sem Dó”, uma das canções que rendeu o Grammy Latino em 2017, com a cantora.

Já trabalhou em collab com Pretinho da Serrinha, Michael Sullivan, Buchecha e Marcos Valle. Tem 3 álbuns gravados, sendo dois ao vivo e um de estúdio. Com sua Roda (de samba) do Lampra, que se apresenta nas melhores festas e camarotes do eixo Rio-São Paulo e foi reconhecido pelo Cacique de Ramos, como Sambista, recebendo o diploma, entregue por Bira Presidente. (QUE MORAL)

Rodrigo comanda também o Soho Sessions, jam session e acústica que revela novos artistas. Lampreia apresenta o Podcast do Lampra, que debate tendências e novidades da indústria global da música, com episódios semanais. Além disso, é embaixador da marca Reserva e co-fundador da Little Glass Records, onde atua como diretor artístico e produtor musical. Recentemente lançou ‘Você Me Faz Tão Bem’ com a atriz-cantora Dandara Mariana e ‘Nosso Jazz ‘com Leila Maria, finalista do The Voice+. Lampreia tem lançamento saindo no forno, seu novo álbum sai hoje, dia 13 de agosto. Com vocês esse músico querido, que sou super fã Rodrigo Lampreia.

Como começou sua história na música? Começou influenciado pelo meu irmão mais velho e minha avó paterna. Vi um show dele quando eu tinha 10 anos e ele 18 e passei anos e tardes inteiras de Domingo vendo minha vó tocar piano clássico. Meu avô também conhecia muito de Jazz e Bossa Nova e meu pai sempre me apresentou grandes artistas. Aos 12 anos eu já estava tocando violão e compondo minhas primeiras músicas, influenciado pelo Rock dos anos 60 a 80, apresentado pelo meu irmão. Dois anos depois eu estava cantando minhas músicas e já pensando em montar minha primeira banda.

A pandemia e o isolamento social te influenciaram mais na sua criatividade musical? A situação da pandemia certamente influenciou qualquer artista que produz e faz qualquer tipo de arte. Acho que isso foi inevitável. E isso foi positivo para alguns, mas negativo para outros. Acho que cada artista recebe uma fase ruim e lida com sentimentos ruins (causados pela pandemia) de formas diferentes. No meu caso me ajudou a mergulhar em áreas da música que eu pouco frequentava e na criação me fez refletir mais sobre minhas letras e papos.

Como você acha que a música pode influenciar positivamente as pessoas nesse momento tão delicado que estamos atravessando no nosso país? Trazendo esperança, mensagens de fé, positividade, futuro, transformando. A música cura.

Quais são suas maiores referências musicais? The Beatles, Tom Jobim, João Gilberto, Jorge Ben Jor e Stevie Wonder.

Como foi migrar sua rotina agitada de festas e noite para um momento pandêmico? Bem esquisito. Mas com o tempo eu passei a curtir novos momentos, possibilidades e descobrir novas habilidades. Hoje, sinceramente, fico até preocupado em como eu vou reagir à nova rotina de shows. Me sinto confortável demais nas novas posições que assumi, explorando também um lado mais business da música, como por exemplo a criação do meu selo, Little Glass Records.

Quem é você na Nova Era Rodrigo? Uma pessoa mais calma, mais paciente, mais leve, mais consciente, mais preocupado com minha saúde e bem-estar e vendo o futuro de uma maneira bem diferente.

Um livro? 1984

Uma música? Qualquer uma do Tom Jobim.

2021 é? Desafio!