ESPECIAL: SUPERMODELOS

Em comum, a beleza e o sucesso no universo da moda com diversos desfiles e capas de revista que marcaram uma época. Então, junte seis supermodelos que deram (e dão!) o que falar e um produtor que traz na bagagem uma experiência do mundo fashion que é referência nacional, e o resultado não poderia ser mais incrível. Numa mesma capa reunimos Silvia Pfeifer, Isabel Fillardis, Veluma, Carla Barros, Juliana Galvão e Lilian Pieroni. E a luxuosa participação do produtor Marco Antônio Ferraz. E o cenário não poderia ser mais incrível – o escritório do maior arquiteto brasileiro de todos os tempos, o modernista Oscar Niemeyer. Cada uma com seu estilo e sua beleza. Elas são implacáveis, elas são nossas supermodelos brasileiras.

SUPERMODELS BY MAF 

Marco Antônio Ferraz foi, no início de sua carreira, apadrinhado pelas modelos mais importantes da época. No início de carreira de styling, na época chamado de Produtor de Moda, esse grupo já fotografava para com os melhores fotógrafos, para as melhores revistas e campanhas. Não era comum modelos famosas fazerem ensaios para iniciantes. Aos 13 anos, tinha um caderno de capa dura preta que usava para colar pessoas, moda, qualquer imagem que eu amasse. Silvia, Isabel e Carla estavam nesse caderno. 

Silvia Pfeifer era uma estrela e símbolo de classe nacional. Foram muitos ensaios ao longo de mais de 20 anos de proximidade. Desfilou para Chanel, Armani entre muitos. 

Isabell Fillardis já havia fotografado para todos os grandes também. Foi a primeira mulher preta contratada pela Loreal e Lux Luxo. 

Veluma era um sonho, um ícone das passarelas brasileiras de personalidade e beleza únicas. Tendo uma pinta no queixo, um charme adorado por todo o mercado. Veluma não parece gente, é uma fada – voz suave e comportamento de rainha. 

Carla Barros foi amor à primeira vista. Vencedora dos prêmios de melhor modelo em anos consecutivos. Tinha o book dos sonhos. 

Juliana Galvão fez seu primeiro book com MAF, como todas as pessoas próximas o chamam. E seu estilo e elegância casaram imediatamente. Em seu primeiro ensaio Marco Antônio usou um vestido vintage (estilo inconfundível dele) – usar roupas já criadas e com décadas de uso. Ainda sem termos nossa consciência ambiental em alta, sem entendermos a força das marcas de FastFashion e o lixo que poluem os oceanos. Além dos casacos militares e galocha pelos quais o mesmo tem verdadeira obsessão fashion.

Lilian Pieroni, ele sempre a admirou. Trabalharam pouco, porque logo ela foi ganhar o mundo. Nos  encontramos um dia antes das fotos com a amiga Daniela Sarahyba que não pode estar no casting por conta de uma viagem marcada há tempos. Era o camarim da atriz Monica Martelli. Ele com sua cara de pau, naturalidade, a convidou na hora. Ela prontamente deu seu SIM. Na manhã seguinte, estavam fotografando e se divertindo. 

A locação escolhida foi o escritório do maior arquiteto brasileiro de todos os tempos. O modernista Oscar Niemeyer. Oscar desenhou as cucas das mulheres por décadas seguidas. Como fundo, o mural do Dr Oscar, no qual MAF fez seu último livro e prefácio feito por ele junto com seu neto, Kadu Niemeyer. 

MENSCH ENTREVISTA:

Quando vocês despertaram para a moda?

SILVIA: Eu nunca fui uma pessoa ligada à moda, que consumia moda na adolescência – comprava, mas não era antenada. No último ano de escola, no Rio de Janeiro, tive uma amiga que resolveu fazer um curso de modelo. Resolvi fazer também. Joguei vôlei pela altura, sempre fui grandona. Fiz balé clássico, moderno, jazz desde os 8 anos de idade. Já tinha 1.78m com 15 anos de idade. Depois de 3 meses do curso, a mentora do curso me chamou para um casting de um desfile. E passei – aí, desencadeou meu início. Esse fato ocorreu em 1978. 

ISABEL: Despertei para a moda ainda menina. Mas, profissionalmente, através do Concurso The Look Of The year, em 1989, aos 16 anos. Passei por várias etapas e fui para São Paulo. Trabalhei com o Miro, fazendo campanhas e capas de revistas.

VELUMA: Desde os 13 anos, os adultos diziam quando ela crescer… (e já tinha 1.76m de altura aos 13)… Vai ser manequim!

LILIAN: Comecei a trabalhar aos 16 anos e meu despertar para a moda foi gradual. À medida que mergulhava nesse mundo, compreendia a complexa cadeia de trabalho, os diversos profissionais envolvidos, o glamour e a realidade do setor, além da arte presente nas criações e o impacto emocional que estas causam nas pessoas.

JULIANA: A moda me encontrou antes que eu despertasse pra esse mundo. Na escola, sempre me incentivaram a procurar uma agência. Era uma época em que tudo no mundo da moda era visto com muito glamour. Acabei procurando uma agência para ver se realmente poderia trabalhar, e deu certo!

CARLA: Eu estava na faculdade de Belas Artes e não cogitava entrar para o universo da moda até que, por influência de minha irmã Patrícia (que era modelo na época), aceitei fotografar para a revista Criativa com a fotógrafa Márcia Ramalho. Mas, o despertar, veio mesmo em Paris onde  a Patrícia estava morando na época (1985). Ela me apresentou a um fotógrafo – Humberto da Silveira que sugeriu fazermos umas fotos para um book e card. Voltei das férias para o Brasil, e iniciei a carreira de modelo que durou 10 anos. Retornei à carreira de modelo há 5 anos,  sendo convidada a participar de uma campanha da Cantão. Desde então, voltei a desfilar e fotografar para marcas como Verve, Anna Vic, Isabela Capeto, Dorion Soares Fine Jewllery e Forum de Ipanema.

Vocês viveram o auge da moda numa época quando a Internet não existia ou estava apenas começando. Como avaliam o mercado hoje em dia?

SILVIA: A moda trás muitas possibilidades, sobretudo na comunicação. Hoje você pode fotografar em NY – antes, você tinha que ter book, composite e tinha que ir pessoalmente aos castings. Hoje não precisa mais. Quanto às roupas, a rapidez é impressionante. Não é mais obrigatório mais as temporadas, os lançamentos que,  às vezes, chegam com um intervalo de apenas dois meses. 

ISABEL: Hoje, eu vejo o mercado mais plural. acompanhando a evolução social, a evolução da mulher. Vendo as mulheres sendo representadas nas campanhas – antes, era tudo restrito. Todas fechadas no padrão de beleza imposta ao peso, às medidas. O mercado da moda precisava evoluir! Estilistas internacionais ainda estão neste padrão, mas na sua grande maioria já evoluíram e ainda bem, por isso. 

VELUMA: Despertou-me, pois minha mãe era cozinheira dos Pignataris até o casamento do Baby com a Ira von Fürstenberg.

LILIAN: Mudou muito! A ascensão das mídias sociais trouxe desafios adicionais para todos os players do mercado. Complicou bastante para as modelos, que agora precisam gerenciar suas imagens pessoais, constantemente. No entanto, essa era digital também trouxe uma democratização e inclusão sem precedentes à moda, o que é positivo.

JULIANA: Muita coisa mudou. A tecnologia chegou tornando tudo muito mais rápido. Antes, os trabalhos eram divulgados no dia seguinte, no jornal. Hoje, é ao mesmo tempo em que acontece. Para as modelos, as redes sociais passaram a fazer parte do seu portfólio, misturando um pouco o pessoal com o trabalho. Os filtros e retoques surgiram mudando a beleza real e distorcendo alguns conceitos. Mas também ampliou as possibilidades de divulgação e alcance da moda.

CARLA: Vejo com bons olhos as evoluções. A informação é mais veloz e global. Hoje, acredito que existam mais oportunidades para os novos criadores de moda e new faces. A contratação de um modelo hoje para um trabalho vai além do book e trabalhos publicados. A maneira como se expressa nas redes sociais, lifestyle, etc contam bastante, na hora da seleção.

Vocês viveram bem a época do padrão de beleza que era a mulher sempre magra. Como sentiram isso na pele?

SILVIA: Na minha época, bastava só ser magra, não precisava o corpo ser duro, saudável – trabalhar o corpo, que tem muito mais sobre saúde que estética. 

ISABEL: Para muitas modelos era realmente difícil manter aquele padrão como as manequins de loja, secas, perfeitas no olhar deles. Algumas tinham alimentação mais regrada, outras enlouqueciam porque era impossível seguir esse critério. Cheguei a ver até meninas anorexias. 

VELUMA: Hoje, tudo é virtual. Nos nossos anos 1967, 1970, 1976, 1982 e 1993 éramos umas protegendo as outras, Fátima Osório produzia os desfiles e as donas das confecções mandavam o bip.

LILIAN: Sou naturalmente magra, o que me deu uma vantagem nesse aspecto. No entanto, testemunhei colegas lutando para se adequar a um padrão de beleza inatingível, o que foi desafiador e muitas vezes prejudicial para sua saúde física e mental.

JULIANA: Era muito difícil pensar em medidas, independentemente da beleza. Eu sempre fui magra, mas vivi algumas situações que hoje percebo como eram surreais. Com 1.80 é difícil vestir 38, imagina 36! 

CARLA: Quando comecei a modelar já era magra e não tive que fazer dietas malucas. Tinha uma alimentação natural. Mas quando passei temporadas no exterior como Espanha, Alemanha e Japão a exigência do mercado era realmente grande, medidas e peso contavam muito nos contatos (principalmente no Japão ). Esse período, foi bem sofrido – comia pouquíssimo para manter as medidas, mas quando chegava de volta ao Brasil, relaxava. 

Ao longo dos anos o mercado da moda foi evoluindo e dando espaço a outros tipos de corpos. Vocês percebem isso como uma real mudança de padrão ou um certo modismo? Algo para não ficar “feio perante o público atual”?

SILVIA: Graças a Deus o mercado mudou muito. Você não tem mais o estereótipo clássico ou um padrão de beleza fechado. Ainda estamos enraizados. Você pode usar o que você quiser, mesmo que seu corpo pareça fora do padrão. Use – faz parte da democracia. Existem mulheres mais maduras que fazem campanhas – o que já é um começo. Ainda está no início do processo. Mulheres com 50,60 ou 70 anos são fortes, ativas, formadoras de opinião. Nada de estarismo, não é? 

ISABEL: O mercado entendeu que se ele não acompanhar as variantes, não sobrevive. À medida que existe uma pluralidade e vai atingir financeiramente, SIM, as marcas que não acompanharem este fenômeno. Não é democrático! 

VELUMA: Trabalhei até de carteira assinada para Jussara Modas, Manequim de Cabine, Burda, Lanover, San Sebastian…

LILIAN: Essa mudança na moda é um reflexo do movimento em direção à inclusão e adversidade. Embora algumas marcas possam adotar essa mudança como uma estratégia de marketing, é fundamental reconhecer e celebrar a ampliação dos padrões de beleza. As marcas que conseguem fazer isso com autenticidade, se destacam inspirando, de verdade, as pessoas.

JULIANA: Percebo como uma mudança para melhor – no sentido de se aproximar mais da realidade. Diferentes referênciais de beleza. Acredito que essa mudança tenha vindo pra ficar.

CARLA: Acredito totalmente na mudança de padrão. Na representatividade. 

Qual foi o momento da virada de chave na carreira de vocês? Aquele que fez vocês pensarem que chegaram lá.

SILVIA: Foi com o Armani em Milão. Já tinha feito grandes desfiles com o Dior e  Chanel, mas a Itália pavimentou meu caminho, quando fiz editoriais com o top fotógrafo italiano Frabrizzio Ferri.

ISABEL: O meu momento de virada foi quando fui para São Paulo, logo no início. Fiz muitas campanhas para grandes marcas – era muito novinha. O outro, foi quando, aos 17 na os, eu migrei artisticamente e fui encontrar a arte de representar.

VELUMA: Ainda não cheguei lá…! Estou realizada por viver num universo da moda com muito orgulho – sou a primeira manequim (depois da Elke) que sorriu nas passarelas. Entro sempre sorrindo de coração, pela beleza das roupas que me vestem.

LILIAN: Quando me senti no total controle da minha vida. Eu estava baseada em New York, morava sozinha, pagava meu aluguel, minhas contas, comprava e fazia o que eu queria. Estava feliz com o meu trabalho (sempre amei modelar, viajar, conhecer pessoas), estava sendo representada por ótimas agências nas principais cidades do mundo, estava trabalhando com marcas e profissionais que respeitava e que me inspiravam.

JULIANA: Além dos trabalhos mais disputados como desfile para Armani, capas de revista e campanhas, acho que a participação em programas de TV como Jô Soares e Faustão foram marcos – pois atingiam um grande público, não apenas de moda.

CARLA: Editoriais e capa da Vogue Brasil. Desfiles com o Paulo Ramalho e Aline Rocha. Trabalhar com os grandes fotógrafos como Miro, Fernando Louza, Isabel Garcia, Frederico Mendes, Aderi e claro, com a grande editora de moda Regina Guerreiro. 

E qual foi aquele momento que mais marcou a carreira e que vocês viveriam tudo novamente, por ele?

SILVIA: Várias coisas que eu lembro com importância tanto no Brasil como no exterior. Fiz grandes trabalhos para a Vogue Moda Brasil. Desfiles importantíssimos – George henry, Yes Brasil, Maria bonita, Mr Wonderful, Reinaldo Lourenço, Glória Coelho, Fórum e Lino Vilaventura, já há muito tempo. Os desfiles internacionais como Armani, Chanel, Versace e Dior. Os trabalhos que parecem menos importantes, me ensinaram a chegar onde cheguei. Tenho carinho especial pela campanha do George Henry, com o Miro fotografando e a Hiluz del Priori produzindo. Eu faria tudo novamente! 

ISABEL: Fiz muita passarela apesar de não ter 1,80m e sim 1,72m. Era convidada para fazer performances. Era sempre a Naomi e o Ru Paul. Já era a dramaturgia! Estava sempre lá fazendo algo de diferente. 

VELUMA: Grouve  1976, Guilherme Guimarães na Suíça, Blu Blu e Moda Rio Hotel Nacional.

LILIAN: Os desfiles para marcas incríveis como Chloe, Giorgio Armani, Louis Vuitton, entre outras, foram experiências únicas e inesquecíveis e que marcaram a minha vida, e que eu estaria disposta a reviver.

JULIANA: Participar da loucura de uma semana de moda fazendo 20 desfiles foi intenso, mas muito bom.

CARLA: Com certeza meu primeiro editorial para a Vogue com a dupla Miro e Regina Guerreiro. E receber o prêmio Multimoda de melhor modelo do ano em 1988 (Multifabril).

Como vocês enxergam o mercado da moda hoje em dia?

SILVIA: Diversidade e liberdade. Tudo é muito ágil – a demanda é veloz e está o tempo inteiro se renovando. Por um lado, eu acho isso uma loucura – cria- se uma certa ansiedade. Mas esse mercado rápido é exigente e competente com uma necessidade de criatividade constante. Parabéns a todos os criadores. 

VELUMA: Um futuro mais livre. Estou com 71 aninhos.

LILIAN: O mercado da moda passou por transformações significativas, principalmente com o advento das mídias sociais e o aumento da produção de conteúdo. No entanto, essa velocidade frenética pode ter impactado negativamente na qualidade artística e na criatividade das produções.

JULIANA: Acredito que cresceu muito e deixou de ser algo restrito onde todos se conhecem, para abrir espaço constantemente para o novo, que nem sempre fica.

CARLA: Moda é comportamento e, hoje, quem se sobressai é aquele que se comunica nas plataformas digitais. 

Qual seu momento superação?

SILVIA: Eu tive vários momentos de superação. Tive medos, frio na barriga. Sobretudo no exterior. Em um desfile do Castelbajack, tive um problema com a roupa e o estilista teve uma reação desesperada e tive que entrar com a roupa daquele jeito. E, um ano depois, ele me chamou de novo. Outro desfile, foi quando voltei a trabalhar na Europa depois de um ano. Será que eu ainda tenho o meu espaço? Será que vai dar certo? O mercado internacional tem dificuldade de entender essas pausas que temos para cuidar da nossa vida pessoal. Dei um tempo para ter minha filha. A vida profissional pra eles, está sempre em primeiro lugar. 

LILIAN: Os primeiros dias de carreira foram desafiadores, enfrentando a solidão, a barreira linguística, a saudade da família e as incertezas financeiras. Superar esses obstáculos diariamente foi uma verdadeira prova de resiliência e determinação.

JULIANA: Acho que voltar a trabalhar depois de tanto tempo e dentro desse novo contexto, tem sido desafiador.

CARLA: Talvez tenha sido o inicio da carreira, quando não existiam agência de modelo no Rio de Janeiro e você precisava ligar para a redação, produtoras de moda e fotógrafos para agendar um encontro para você mostrar o seu book e te conhecerem pessoalmente. Uma ralação (risos). Se passei por essa fase ufa, passaria por qualquer coisa. 

Onde está a real beleza?

SILVIA: A real beleza está no SER – como somos, o que fazemos, mais do que pensamos. Agir é mais importante. Às vezes, as pessoas falam e não agem. Respeito ao outro, passar boas energias, o seu interior. Isso é mais importante que qualquer coisa. 

ISABEL: A real beleza é aquilo que você é. Na sua autenticidade, naquilo que você gosta de vestir, como se você se olha no espelho e se sente bonita. Essa é a real beleza. 

LILIAN: Na autenticidade, na conexão humana, na expressão genuína, na alma de cada pessoa.

JULIANA: Com certeza não está em padrões. Tem algo que toca o olhar de quem vê.

CARLA: Na harmonia e na liberdade.

Daqui pra frente… Planos para um futuro próximo…

SILVIA: Estou em um movimento de grandes planos como atriz e outros segmentos. Sem muitas expectativas, não parar, continuar crescendo a vida inteira, independentemente da idade que tivermos. 

ISABEL: Temos planos pro audiovisual, teatro, filme para o segundo semestre – muita música, novos parceiros de composição. Será um ano de bastante arte. 

LILIAN: Estou entusiasmada com o próximo capítulo da minha vida. Estou   trabalhando com produção cultural, envolvida em projetos incríveis, que unem arte, educação e impacto social.

JULIANA: Continuar aprendendo com cada trabalho e me envolvendo em projetos diferentes que possam me fazer feliz.

CARLA: Em ritmo, vivendo essa experiência de modelar completando neste ano, 60 aninhos.

ASSISTA MAKING OF:

Equipe 

Coordenação MAF

Styling MAF

Fotos Ro Paganelli 

Beleza 

Silvia Pfeifer e Isabel fillardis por Dani pacci

Carla Barros por Lua Tiomi com produtos Erik Kened 

Juliana Galvão, Lilian Pieroni e Veluma por Graciane Vasquez 

Agradecimentos especiais

Sérgio Mattos e Nill Gray (Agência 40 Graus) 

Sônia Fillardis 

Kadu Niemeyer e Renata Niemeyer Todos os looks usados e sapatos são reciclados comprados em lojas de roupas usadas. A ideia é usar sempre que possível peças que não possam atingir mais a camisa de ozônio, os lixos pelo mundo.