Vivendo um momento bem especial o ator Bruno Guedes, que recentemente esteve em uma das fases da novela “Gênesis” interpretando ninguém menos do que Noé, voltou à TV nas reprises de “Topíssima”, onde interpreta seu primeiro vilão, e com seu primeiro trabalho na TV que foi sua estreia e “Malhação”. Mesmo tendo apenas 26 anos, Bruno tem construído uma bela trajetória na dramaturgia e na vida pessoal. Casado, pai do pequeno Zion, Bruno já planeja novos passos e desta vez fora da TV se dedicando ao empreendedorismo como um projeto paralelo ao de ator. Carismático, tem conquistado seu espaço também nas redes sociais e seu jeito natural de ser dele mesmo, faz sucesso no mundo virtual.

Nosso primeiro papo foi em 2017, você estava no auge com seu e era apontado como uma promissora revelação de “Malhação” na época. De lá pra cá como foi sua trajetória? Já se passaram quatro anos, e muita coisa mudou. Se eu pudesse resumir em uma palavra, os principais fatores seriam, a forma de pensar, comprometimento, senso de responsabilidade e maturidade. Acho que a maturidade traz comigo outras responsabilidades que tem como principal, a experiência de viver tantos personagens. Estando na minha quarta novela, tive a oportunidade do meu primeiro grande vilão, também meu e protagonista, além de poder trabalhar com outros atores que já estão na área por bastante tempo. Isso é uma motivação para que eu queira me espelhar neles e, ir além deles. Nessa profissão estamos em constante aprendizado, sabendo tudo e ao mesmo tempo, nada. Preciso me empenhar, tentando ser o melhor. Desde 2017, o que mais mudou foi a maturidade que me trouxe senso de responsabilidade.  

O que mudou no seu trabalho e na sua cabeça nesses últimos 4 anos com a exposição que os trabalhos te trouxeram? O que mais mudou no trabalho, foi a constância. Desde 2017 até chegar em Gênesis, atuei em duas novelas seguidas. Isso foi muito bom na minha construção como ator, pois estando em um exercício mental, se torna mais fácil gravar os textos, raciocinar, ser mais técnico e isso foi ótimo porque fazer novela e estar gravando todos os dias, é diferente do cinema onde se gravam poucas cenas em um dia inteiro. Ao longo dos meses, muitas cenas são gravadas. Isso nos dá a chance de se arriscar e sair da zona de conforto. A cabeça muda também à partir do momento em que ganho uma autoridade de ser uma pessoa pública, sabendo que o meu lugar de fala tem relevância para todos que me acompanham no meu trabalho e gostam de mim. Por isso, preciso ter cautela ao me pronunciar na internet para expor pensamentos, dando sempre bons exemplos. Tenho esse dever como uma pessoa pública.

De “Malhação”, você fez o seu nome como ator em “Apocalipse”, “agora em “Gênesis”, e principalmente em “Topíssima”. Como vê essa trajetória contínua? Creio que pude viver o que todos os atores tem o desejo e a obsessão. De conquistar o lugar como protagonistas, mocinhos e vilões, vivendo personagens queridos e odiados pelo público. Isso para mim foi fascinante. Ainda tenho o desejo de continuar vivendo essa linha. Como vilão, que está reprisando em “Topíssima”, achei incrível e aos mesmo tempo, desafiador. Para mim hoje o principal é tentar entrar no ramo da comédia, saindo da minha zona de conforto e estar em uma nova situação. Mesmo continuando a atuar nas outras coisas que sempre gostei, gostaria de vivenciar esse ramo pois ainda não tive a oportunidade. Preciso sempre estar disponível e preparado, para receber novos desafios.

Hoje você também faz um grande sucesso nas redes sociais ultrapassando um milhão de seguidores no instagram. A que se deve isso? O que deve fazer a diferença aos olhos do público? Acho que na época de “Malhação”, as pessoas que viram a internet uma oportunidade deconstruir uma rede de amigos e ter uma interação com seus fãs, se deu muito bem de ver que era um mercado crescente. Me aproveitei disso pois, porque estar em visibilidade, acaba atraindo a possibilidade de crescer nas redes sociais, mantendo um contato mais próximo do público. Quando estamos em uma novela nos conhecem como personagens, e não como pessoas do dia a dia que possuem seus sentimentos, pensamentos, erros e acertos… Acho legal ser um vilão atuando, e ao mesmo tempo, demonstro ser uma pessoa completamente diferente na vida real. Ali, consigo mostrar e provar o meu valor, pois a ficção, é diferente da realidade. Ter esse contato com o público é muito gostoso. Sempre gostei muito e sempre foi um combustível para que eu quisesse continuar trabalhando e viver disso. Mas do que isso, as pessoas acompanham minha vida e a minha família. Além de torcerem, veem o meu crescimento até a chegada do nosso filhote, o Zion. As pessoas se sentem parte da família e, é dessa forma que são recebidos.

Como é ser acompanhado 24hs pelo público também nas redes sociais, além da TV? Confesso que a pandemia me trouxe um novo olhar sobre como expor minha vida e a vida da minha família. Não deixei de me engajar nas redes mas, hoje valorizo meus momentos com eles e não exponho tudo, para viver realmente os momentos. A partir do momento que exponho tudo da minha vida, as pessoas se sentem no direito de opinar e dizer o que elas acham sobre tudo. Muitas das vezes só mostramos 1% e as pessoas tiram suas opiniões a partir disso que estão vendo. Na internet só mostramos o que é sempre bonito. Acho difícil. Hoje em dia, gosto de compartilhar minhas conquistas e um pouco do meu dia mas, viver menos na internet e mais o dia a dia. Prefiro poder ter um contato maior com minha família e valorizar mais os meus amigos. Já os valorizava antes, mas a pandemia me trouxe um pouco mais do senso de valorizar mais as pessoas que estão por perto e poder me doar tanto ao lado real, quanto ao virtual. Antigamente, me consumia muito viver mais para o lado virtual porque acabava virando quase uma obrigação, estar sempre presente na internet e no reality show. 

Na sua vida pessoal também muita coisa mudou, hoje você é pai e está casado. Como tem lidado com essas responsabilidades aos 26 anos? O que foi mais pesado no início? Depois de muitos anos, eu e minha esposa precisávamos dar esse grande passo de casar, ter nosso filho e construir nossa própria família. Isso sempre foi um desejo nosso. Gostaria muito que minha avó e o avô da Jade estivessem vivos para viver a experiência de serem bisavôs. Aceleramos o forninho para que pudéssemos dá-lhes a alegria da terceira geração. Mesmo que pouco, eles puderam conhecer o Zion e viver isso. Como temos um grande carinho por eles, fizemos de tudo para proporcioná-los essa grande experiência com a gente para poder descansar de fato, com a sensação de dever cumprido. Minha mãe sempre trabalhou em creche e eu sempre gostei muito de criança. Por isso, sempre gostei de cuidar e entreter crianças. Sempre quis ter o meu filho para poder fazer com ele, tudo o que fiz com o filho das outras pessoas. Ter um melhor amigo e todas as outras coisas porque filho vai muito além de ser um entretenimento ou uma companhia. É algo que realmente nos traz maturidade e esse senso de responsabilidade. Agora trabalho e vivo para ele e, posso dizer sem sombras de dúvidas que nesses dois anos e noves meses da existência dele, eu sou uma pessoa completamente diferente, com muito mais objetivos e ambições de poder dar um futuro melhor para ele. Hoje entendo perfeitamente o quanto meus pais se esforçaram para me dar uma boa vida. Quero poder fazer o mesmo pelo meu filho.

Você e a Jade namoraram, noivaram, e casaram aos olhos do público, como num conto de fadas. É difícil viver um relacionamento com comentários de todos? Como vocês resguardam a vida íntima de vocês? Como havia falado sobre o senso que a pandemia me deu, eu e Jade entendemos que precisamos manter nossa intimidade, alegrias e tristezas e mesmo compartilhando tais coisas em certos momentos, muitas coisas precisavam serem vividas e não, expostas. Isso vem com a maturidade. Para sermos felizes, precisávamos menos da opinião alheia. Temos tentado quebrar esse cordão umbilical que a internet nos traz.

Você sempre quis ser pai cedo, ou não existia essa vontade? Minha mãe tinha uma creche e sempre gostei de fazer esse papel, até ter meu próprio filho. Meu pai é mais velho então, não tive a sensação de ir à praia, surfar, curtir, ir ao cinema… Sempre quis ser o mesmo pai que o meu foi porém, mais novo para poder aproveitar o que o meu não pode.

Quando soube que seria pai deu um friozinho na barriga ou tirou de letra? Como foi, e é, encarar esse seu maior papel, o de pai? Quando soube que seria pai tive um frio na barriga, mas quando cheguei em casa após o nascimento, ali vi que é na verdade é um “balde de água fria”. Apenas de saber que aquele serzinho depende exclusivamente de você. Se falhar, ele vai sofrer, se não der comida, ele vai sentir fome, se não der banho, ele não vai ficar cheiroso… Minha ficha caiu quando bati a porta de casa, tranquei e me perguntei o que fazer. Viver e aprender para sermos os melhores pais do mundo. 

Falando em trabalho, recentemente foi participou da novela “Gênesis” com o marcante papel de Noé na fase jovem. Um personagem tão emblemático. Como foi participar desse trabalho? Foi algo revelador para mim pois, pude conhecer um pouco mais sobre a essência do personagem, essência da mensagem que a história de Noé traz para nós e de entender que é uma mensagem tão antiga e contemporânea. Isso me causou um certo espanto de entender por ser tudo tão real. Como é retratado na bíblia, sendo o nosso livro mais antigo e mais vendido do mundo. É uma história milenar que o mundo inteiro conhece. Viver Noé foi uma grande responsabilidade, sabendo que ali eu estava representando e vivendo um personagem histórico e real, com um apelo religioso gigantesco. Foi um peso extra saber que precisava me doar ao máximo e entender a história, para que eu pudesse ser 100% claro para o público e passar todas as mensagens e intenções do personagem necessárias. Foi muito trabalho e estudo para entender o contexto histórico que ele vivia. Nesse desafio, tivemos que imergir nos primórdios da nossa humanidade para entender a teoria e prática disso tudo. Com grandes efeitos especiais e, grandes emoções.

Hoje, analisando o Noé em “Gênesis” e na reprise de “Topíssima” com seu grande vilão Edson. Como é esse contraste nas ruas? E pra você, ver dois personagens tão opostos no ar? Trocamos a interação que temos com as pessoas na rua, para uma interação no meio digital. Por conta desse “novo normal”, não tenho mais esse contato com os outros. Na internet sempre recebo mensagens e é até engraçado porque “Gênesis” ainda está muito recente na minha cabeça. Então quando me pedem para falar sobre uma cena de “Topíssima”, ou algo do tipo, é estranho me ver de cabelo curto, de barba e como vilão. É louco ver esse contraste de personagens completamente diferentes. O Edson na época do Noé, não seria umas das pessoas salvas. Quando fui fazer o teste para Noé, boa parte da equipe de Topíssima estava presente e brincaram fazendo um “crossover” entre os dois personagens e novelas (um no mundo do outro).  É legal receber esse carinho do público mesmo tendo sido odiado, quando vilão. Quanto à forma que as pessoas foram impactadas por esse trabalho, direção, atores, equipe de roteiro e criação, que foi tudo impecável e incrível, não tenho o que dizer. Tenho certeza que essa mensagem tocou no coração de muitas famílias.

Como surgiu o convite para Topíssima e para Gênesis, e que preparos você teve antes de começar a gravar cada um? Um trabalho acaba puxando o outro. Quando temos algum tipo de destaque, as pessoas nos veem com outros olhos e com o potencial para nos colocar em novas produções, personagens e desafios. Isso é apenas possível, graças à nossa equipe que fica no backsatge, empresário e parte comercial. Eles estão sempre em busca de produções e entender o que está ocorrendo no mercado. Isso é uma junção de fazer um bom trabalho, ter uma boa equipe que sabe vender a imagem do ator, valorizando nosso trabalho. Dali chegamos a um denominador comum, de entender se aquele trabalho é bom ou não para nossa carreira. Posso dizer que Topíssima e Gênesis foram dois grandes presentes que recebi na minha vida e carreira, assim como Apocalipse e Malhação. Para viver o Edson de Topíssima, por exemplo, tive que ter um estudo muito profundo para viver os pensamentos e intenções ruins do personagem. Foi um grande desafio com a preparação de elenco, para que eu pudesse imergir nesse personagem. Isso foi um contraste diferente com gênesis, em que tive que viver um personagem bíblico. A cada novo trabalho preciso me adequar ao contexto, personagem e tudo que os autores querem passar através daquele personagem. É preciso se empenhar muito, para dar o melhor.

Ainda curte surf? Como cuida do corpo e o que o esporte te traz? Curto muito o surf, porém, enquanto estou gravando, evito ao máximo praticar esportes radicais porque tenho medo de me acidentar e isso prejudicar o meu trabalho. Hoje, trabalhar com televisão é minha prioridade então, tenho que deixar o meu lazer sempre em segundo plano. Isso já ocorreu com alguns colegas de trabalho. Fazer isso é se colocar em risco. Além disso, existe o erro de continuidade como pegar sol e mudar o tom de pele. São várias questões que nós atores, precisamos ter com o nosso corpo que é o nosso instrumento de trabalho, deixando-o sempre pronto e preparado para as próximas cenas. Eu amo o surf mas, enquanto gravo fico um longo período sem surfar. Sempre que posso entre um trabalho e outro, gosto de viajar e pegar uma temporada de surf para dar uma desestressada e viver o que sempre vivi na minha adolescência. Hoje em dia, a academia é o esporte que faço, e que menos me poderia trazer algum tipo de trauma para o trabalho na questão física. A musculação mantém meu corpo sempre em movimento, deixa minha saúde em dia, e fico bem comigo mesmo. A endorfina que os exercícios físicos nos proporcionam, faz esse bem às pessoas.

Falando nisso, como anda a vaidade? A TV e a internet te deixaram mais vaidoso? Se sim, onde percebe isso? Curiosamente, diferença básica entre a TV e a internet, é a seguinte: sendo ator, a televisão me leva para atrás da câmera fazendo meu trabalho, que é pegar meu texto e viver aquela cena. Muitas das vezes, não tenho acesso de como está aquela cena quanto ao meu cabelo, luz e maquiagem. Sou dirigido e não me dirijo. Acabo não ligando, em olhar para a parte estética. Certas pessoas que estão ali, são escaladas para fazer esse tipo de papel. Diferentemente na internet, passamos a ser produção, equipe, ator e comunicador. Ali preciso ter um olhar crítico muito maior sobre me dirigir. Confesso que por conta disso, a televisão me tornou menos vaidoso. Hoje me importo mais com a mensagem que preciso passar e não, com a parte estética.

Para você como foi esse momento de isolamento social e com as gravações paralisadas? Como ocupou seu tempo? Não sabendo quanto tempo iria durar o isolamento social, montei na minha casa uma academia com elástico, corda, halter…. Para desestressar e descontar toda a ansiedade, nos exercícios. Entendi que eu precisaria daquilo para sobreviver esse período. Não é fácil viver os dias atuais de coisas instantâneas, deixar para o dia de amanhã, não sabendo quando poderemos retornar à vida normal. Precisava descontar em algo e hoje, posso dizer que descontar nos exercícios foi minha melhor escolha. Sempre gostei muito de malhar, surfar, skate mas, me conectei um pouco mais com a musculação que me desafia até hoje, a querer melhorar. Agora que as coisas estão um pouco mais flexibilizadas, consegui voltar a surfar pois, não coloco ninguém em risco. Sempre gostei muito de estar em contato com a natureza, e sempre busco estar ligado nas medidas de segurança. Enquanto não acaba, vamos tentando nos adequar às regras e, viver esse “novo normal”.

O que acha o que o Zion tem de você? Estando no início, é difícil conseguir fazer uma leitura sobre ele ser mais tranquilo ou agitado. Posso dizer 100% que ele é uma pessoa muito carinhosa. Isso ele puxou dos pais mas, principalmente de mim. A Jade postou um vídeo dele brincando e dando carinho e isso tudo é reflexo, do que vivemos no nosso dia a dia.

Nas horas vagas o que te distrai? Sou apaixonado por música e, é o que me distrai. Quando tenho tempo, coloco em looping para ouvir relaxando e meditando. Sempre gostei muito de dirigir e pegar estrada. Assim, consigo escutar muitas músicas na viagem. Recentemente, descobri um novo hobbie que é andar de bicicleta. Consegui unir o útil e agradável, entre fazer exercício e ao mesmo tempo, escutar música. Por conta da pandemia, andar de bicicleta está mais na realidade atual. Comprei uma bicicleta de speedy que ando 10/20Km, faço meu exercício, e saio com a mente renovada de meditação.

Qual seu maior pecado? Não resiste a que? Não consigo resistir à chocolate. Sou fascinado e peguei o vício, da minha mãe. Consumo a quantidade que estiver disponível, sem conseguir deixar para depois. Estou há cinco meses sem consumir chocolate pois, me desafiei a ficar um ano sem comer. Estou tentando controlar minha impulsividade. Depois da pandemia, passar a páscoa sem comer chocolate, foi a maior tortura que vivi nos últimos tempos.

O que curte ler, ver e ouvir? Estou numa vibe do empreendedorismo e lendo muito sobre o assunto, para poder expandir negócios e viver não apenas, dependendo de televisão e dramaturgia. A pandemia me fez reinventar e tentar conquistar novos mercados. Gosto dos novos streamings e podendo, assisto o dia todo. Amo séries e filmes de paixão. Acho que todo ser humano precisa ter pelo menos uma vez na semana, para desestressar. Gosto das músicas dos anos 80 e 90 e tirei todo esse gosto requintado do meu pai e avós, mesmo não tendo vivido tais anos. As pessoas mais velhas, até se impressionam por eu gostar das músicas dessas épocas. Minhas playlists antigas, são meus xodós que ninguém pode copiar.

Para esse ano, algum plano ou projeto de trabalho que espera realizar? Foi um ano muito atípico. As grandes emissoras estão se reestruturando e buscando entender como serão as próximas produções. As coisas estão andando devagar mas, nunca parando. Continuamos com a minha equipe, em constante troca de conversa, para entender se os projetos são interessantes ou não e até aonde seria positivo para nossa carreira no momento. Essas ideias, vão e vem. Tanto no lado televisivo, quanto no lado empreendedor que a pandemia trouxe e aflorou, para criar novas oportunidades em um mundo que foi arrebatado nos últimos meses.

Fotos Marcio Farias

Styling Samantha Szczerb

Beleza Elcides Freitas

Agenciamento / Assessoria Felipe Carauta

Bruno veste Amil Confecções, By Segheto, Eduardo Guinle, Vert e Foxton