Histórias de superação em momentos de crise são sempre inspiradoras e sempre instigantes. Foi o que nos levou a conhecer esses três personagens da vida real, três homens vencedores, daqueles que lutam sem desistir diante das adversidades da vida. Independente de idade, circunstância ou lugar, estes homens são exemplo de garra e determinação. Conheça a história de Leandro Souza, Plínio Marcos e Paulo Victor e veja como eles conseguiram realizar seus sonhos!

O HOMEM QUE ELITIZOU O CHURRASQUINHO DE RUA


Leandro Souza (34), que sonhava em ser piloto de avião, mas após de muitos percalços, virou dono de uma rede de restaurantes e bares, cuja especialidade é o tão famoso, “Churrasquinho de rua”. Filho de um porteiro e de uma faxineira, desde 13 anos de idade trabalhava para ajudar no orçamento da família. Aos 17, entrou para faculdade onde pretendia cursar comunicação social e aos 19 anos teve a oportunidade de ir para os EUA. Com apenas US$ 1.000,00 no bolso e sem falar inglês, chegando lá trabalhou como garçom, guardador de carro, faxineiro e barman. E dividiu um quarto e sala com oito colegas. Tudo isso porque ele precisava juntar dinheiro. 

Com passar do tempo ele conseguiu fazer um curso de inglês e logo em seguida ingressar para o curso de aviação, pois sonhava ser piloto de avião. Foi chamado para trabalhar em uma grande companhia aérea, mas a crise que assolou o mundo em 2009 fez com que Leandro perdesse o emprego. Voltando para o Brasil começou a trabalhar na TAM e com as economias guardadas ele tinha intenção de abrir um restaurante mexicano, com um amigo americano que conheceu nos EUA, mas o amigo não veio para o Brasil conforme combinado.

Nessa época Leandro tinha um amigo que vendia espetos e daí teve a ideia em dar um toque gourmet ao tão famoso churrasquinho de rua, com 50 variedades de espetos. E foi assim que em 2011 ao invés de um restaurante mexicano, surgiu o restaurante “Espetto Carioca”. Hoje um local frequentado por muitos famosos, tais como: como Luan Santana, Sofia Abrahão, entre outros.
Leandro comprou uma casa própria para os pais que são aposentados. Atualmente a marca tem unidades entre RJ, SP e MG e está nos planos abrir futuras unidades de Campinas (SP) onde terá como sócio o cantor Matheus, da dupla sertaneja Matheus & Kuan. 

O PERNAMBUCANO, SIMPÁTICO. “VI, VIM E VENCI!”

Plínio Marcos, veio de Pernambuco para tentar prosperar no Rio de Janeiro. Assim como vários outros, enfrentou dias difíceis, solidão, portas na cara, e hoje é gerente comercial de uma importante cadeia de lojas de dermocosméticos. Quem frequenta os corredores da nova expansão do Barrashopping, (RJ), provavelmente já reparou o buchicho que fica na loja de dermocosméticos ADCOS, uma das mais conhecidas do país. Os famosos produtos da marca, estão entre os mais eficazes, inovadores e indicados pelos dermatologistas. Mas o responsável pelo movimento incomum do local tem nome: Plínio Marcos, gerente comercial da marca há três anos. Nascido interior de Pernambuco veio para o Rio de Janeiro tentar a vida aos 23 anos. Hoje, Plínio coordena uma equipe de vendas com metas audaciosas e está sempre cercado de celebridades, beldades e formadoras de opinião.

Plínio é um workaholic confesso, mas também possui a habilidade social de poucos, que ele mesmo atribui à educação dada pelos avós: “Eu venho de uma família tradicional, que sempre prezou pela educação e o respeito pelo outro. Não sou uma pessoa invasiva. Hoje, conheço pessoas que passei a vida vendo pela TV, mas nem por isso, me acho íntimo delas. Sou muito cauteloso em relação a isso”, diz.

Na infância, Plínio tinha a incumbência de escrever as cartas que os amigos dos seus avós enviavam aos seus filhos que estavam tentando a vida na cidade grande. Foi por ali, que ele começou a ter notícias de um mundo completamente diferente. No início dos anos 90, com o pretexto de fazer um curso de inglês, Plínio passou um mês no Rio de Janeiro, e se apaixonou, “O Rio me abriu portas, vi na cidade muitos desafios. Apesar da saudade e dos momentos de solidão, sentia uma força muito grande que me fazia continuar”, afirma.

Em sua trajetória, Plínio foi Cabo do Exército, caixa de uma grande rede de supermercados, e o primeiro caixa homem da ADCOS. Trabalhando lá por 12 anos, ele queria mais. Por isso, ficava depois do expediente ajudando as funcionárias de vendas e atendimento, com um único objetivo: aprender. E aprendeu. Plínio concilia uma rotina pesada de trabalho, com os eventos badalados da cidade, ao lado de personalidades da alta sociedade carioca. Mas também não abre mão de um bom livro, de um cinema com os amigos e dos seus cuidados de beleza com os produtos que vende.

E quem pensa que Plínio, mesmo com a trajetória vencedora, está realizado, se engana, “Estou muito feliz onde estou, como dermoconsultor, mas minha cabeça não para. Quando eu saio da loja, eu continuo pensando em coisas que podem ser feitas como um diferencial”, afirma.

DE JOGADOR DE FUTEBOL A BAILARINO

A história desse capixaba que sonhava ser jogador de futebol mas encontrou na dança a sua razão de viver, também traz superação e inspiração. Paulo Victor nasceu em Vitória (ES). Filho da manicure Luíza e do motorista Neosvaldo, e um casal de irmãos. Aos 6 anos de idade Luzia sem condições de levar o filho para a escola e outras atividades, ensinou a andar sozinho, “Lembro que me colocou no ônibus a caminho da escola e disse: não posso te levar e buscar todas as vezes filho. Aqui você pega o ônibus, desce aqui etc.”, comenta Paulo.

Sempre foi apaixonado por esportes. Jogou bola dos 6 aos 15 anos. Quando entrou na dança de salão aos 14 anos ele ainda conseguia conciliar as duas atividades. Neste período Paulo passou em peneiras para grandes times, mas acabou não sendo selecionado. Desanimado, decidiu que ficaria e dedicaria somente na dança. Participou de vários concursos. Ganhou e perdeu alguns deles, mas a experiência que obteve de tudo foi única. Dançou à bordo de cruzeiros 3 vezes, viajou para o exterior, fez grandes passeios e amizades graças à dança, e aprendeu a dar valor às mudanças que a vida lhe proporcionou.

Ao longo da trajetória participou de vários concursos e trabalhou em duas companhias de danças. Com isso uma consequência, as contusões que quase impediam Paulo Victor de dançar. Mas ele não desanimou. Aos 18 anos entrou no balé com a intenção de ganhar uma bolsa de estudos e estava disposto, “Tinha ido levar minha avó ao médico, enquanto aguardava ela terminar a consulta, entrei na escola (era do lado do hospital) e me informei sobre as aulas”. Ingressou nas danças clássicas, contemporâneas etc. A escola a acolheu. Participou de alguns festivais fora do Espirito Santo. No Festival Passo de Arte em Vitória (ES), Paulo ganhou como melhor bailarino de 2013, além do prêmio em dinheiro.

Neste festival, recebeu um convite para fazer parte de uma companhia de jazz contemporâneo em São Paulo. Entrou como bailarino estagiário e em seguida tornou efetivo. Ficou por 4 anos e meio. Foi trabalhar durante 6 meses numa companhia de danças brasileiras na Bahia, onde foi professor, ensaiador, coreógrafo e bailarino. Voltando para Vitória machucado e prestes a fazer um tratamento para melhorá-los. Ficou em recuperação dois meses.

Voltou para São Paulo recomeçando do zero. Muitas dificuldades, mas com muito amor à arte. Deu aulas de jazz e fazia vários trabalhos de freelancer que aparecia, até mesmo animava festas infantis fazendo vários personagens. Machucou o tornozelo, e ficou bem inchado por 4 meses. Foi o processo mais delicado do Paulo em São Paulo, já que ficou sem “trabalho” (não conseguia dançar), sem dinheiro e machucado. Foram meses bem turbulentos em sua vida.

Ficou sabendo por um acaso uma audição para o DANCING BRASIL. Ele não tinha material, só selfies e vídeos de dança. Passou para a audição. Dois dias antes do teste final, o tornozelo melhorou. Paulo fez o teste com a convicção de que ia passar e passou! O DANCING BRASIL foi um divisor de águas em vida deste quase jogador, “Entrei uma criança e hoje me tornei um homem. Essa experiência foi única. Fiz várias amizades, conheci pessoas e profissionais incríveis. Sou grato eternamente por tudo”.

Fotos Janderson Pires (Leandro Souza)
Foto Carolina Ayrão (Plínio Marcos)
Foto Mi Garcia (Paulo Victor)
Agradecimento Welberson Soares (colaboração)