O ano de 2021 não teve pra ninguém na TV, Rainer Cadete arrancou todos os elogios com a volta de seu querido Visky de Verdades Secretas 2. O personagem voltou muito mais ousado, polêmico e cheio de atitude. Caiu na graça do público. Sem falar que trouxe um belo desafio para o talentoso Rainer que volta à MENSCH em sua 4ª capa. O cara já virou um dos recordistas por aqui. E para começar o ano novo, nada melhor que um papo fluido com o querido Rainer sobre arte, sexualidade, tabus, educação e saber como será o novo ano após o transgressor Visky ter passado por sua vida.

Rainer, vamos para nossa 4a capa e assunto não tem faltado. Sua primeira capa na MENSCH foi em janeiro de 2014, na época de Amor à Vida. De lá pra cá, temos quase 7 anos. Como você avalia o ator Rainer de 2014 pra o Rainer de hoje em dia? Em 2014 foi minha primeira novela das 9h, uma novela que teve bastante repercussão. Meu primeiro encontro com a MENSCH, essa revista que eu adoro, acho muito legal, respeito e me sinto orgulhoso de fazer parte de sua história. Eu lembro que essa primeira entrevista, foi uma entrevista que falava muito em metáforas, falava muito de colocar o bode para cantar, de entender quais são os meus pontos fracos, de querer olhar para a cara dos meus demônios e eu lembro que, nessa entrevista, eu falava que o segredo da vida era botar esse bode pra cantar. E o que eu queria dizer com isso? É de realmente a gente utilizar o que temos de mais frágil com potência, né? Eu acho que de lá pra cá o mundo tem ficado mais assim, sabe? Naquela época, eu era um ator com menos experiência, tinha muito mais dúvidas se eu ia me estabelecer no mercado, ou não. Tinha muitas pessoas falando que eu deveria ser mais viril, que eu tinha que ser mais homem de acordo com os padrões. Que eu tinha de ser um galã, que eu tinha de ser isso e aquilo. E eu não me sentia dana daquilo, né? E eu acho que foi isso que aconteceu. De lá pra cá, o que eu fiz foi, trabalhei bastante. Foquei no que meu coração mandava. Sonhei muito e realizei grande parte dos meus sonhos. Tive muitos momentos de dificuldade. Tive muita dúvida do que eu ia conseguir no mercado, ou não

Podemos dizer que o Visky é um divisor de águas em sua carreira? Sim, o Visky é um divisor de águas na minha carreira. É um momento em que o Rainer que sempre ouviu, você tem que ser mais homem (de acordo com os padrões), nesse sistema embasado no patriarcado, você tem que ser mais galã, você tem que ser mais isso, tem que ser aquilo. E o Visky foi um momento em que tudo aquilo que me falavam que eu tinha que ser, que eu não tinha de ser, eu fui (risos)! Que é feminino, irreverente, transgressor, vanguardista… tudo aquilo que eu ouvi na minha vida inteira, desde pequeno, “fala grosso”, “homem não chora”, “homem não pode se sensibilizar” …todas essas coisas o Visky fez. E foi uma grande potência, né? Então, foi um grande divisor de águas sim. Tanto o 1 quanto o 2, eu acho que o 2, ainda mais. Eu tenho muita gratidão pelo Walcyr Carrasco, que é um gênio, e que inventou esse personagem tão grandioso, livre e libertador. E tenho muita felicidade em ter realizado, sabe? Em ter conseguido planejar, modificar meu corpo. E ter atravessado as pessoas, chegado até as casas das pessoas e arrancado gargalhadas, emoções, questionamentos, discussões sobre gênero, sexualidade.

Falando em Visky, foi sem dúvida o personagem mais ousado em sua trajetória. Em algum momento deu um frio na barriga por certas situações do personagem? Você quebrou tabus? Sim! Quebrei tabus. Frio na barriga todos os dias, desde o momento que fiquei sabendo que ia fazer o personagem, até o último dia em que eu assisti à última cena. O personagem que movimenta meus músculos, meus ossos, meu sangue, meu sistema linfático (risos). É um personagem que me mobilizou e exige muita disciplina e orgulho de ter feito, e eu fiz com todas as minhas vísceras (risos). E eu acredito que quebrei não só tabus meus, mas da sociedade mesmo, né? O primeiro personagem, mas que não servia só de alívio cômico na trama, como geralmente esse tipo de personagem faz na dramaturgia brasileira. Era um personagem que era amigo, era um bom profissional, era um símbolo sexual também, que tinha um amor, que tinha um paradoxo de se ver como gay mas de ter relação com uma mulher, de se ver como fluido, como a sexualidade é de fato e tem que ser encarada mesmo, né?! Então, quebramos tabus sim e tivemos frio na barriga, sim!

Falando nisso, o Visky terminou te levando a descobrir uma sexualidade fluída? Era algo que já existia em você ou o momento favoreceu a você encarar isso de forma pública? Sexualidade fluida eu sempre senti. Eu acredito que as siglas são muito importantes. Até certo tempo atrás as pessoas LGBTQIA+ eram chamadas de transviados, né? Que saíram do caminho “certo”, que se desviaram do caminho correto, esperado, do padrão. A gente também tem essa visão na história da loucura. Essas pessoas do LGBTQIA+ sendo colocadas em hospícios, pra poder não ser mais LGBTQIA+. São tantas e tantas violências que a sociedade cometeu em relação aos LGBTQIA+ que eu acho muito importante – as siglas por que elas fazem com que a gente lute por políticas públicas e o direito de existir das pessoas LGBTQIA+. Mas eu sempre sentia a minha sexualidade como fluida, eu sempre achei que eu poderia me apaixonar por pessoas independentemente do sexo – eu poderia me apaixonar por homens ou por mulheres. E Visky veio, sim, me dar uma força para falar sobre isso, mas eu sempre me senti dessa maneira, né? E ao mesmo tempo, sempre percebi um certo preconceito com pessoas bi ou pansexuais, como se fosse uma transição, como se quisesse enganar alguém, tanto da parte da sociedade careta, sociedade padrão, como da comunidade LGBTQIA+, como se o B fosse de Beyoncé, mas não, é de bissexuais.

Eu acho que a sexualidade é algo surpreendente. Então por isso eu acho que a minha sexualidade como sendo minha, ela diz respeito a mim, e ninguém precisa aceitar, as pessoas só tem que lidar com isso, respeitar. Assim como eu, em relação à sexualidade dos outros. É muito comum ver uma criança com jeito diferente, ser apontada como gay, e muitas vezes essa criança nem descobriu se ela realmente é ou não, só porque ela tem um jeito diferente ai as pessoas dizem que ela é isso ou aquilo. Existe uma violência muito grande ao lidar com a sexualidade das pessoas, com o gênero das pessoas. E eu acredito que personagens como Visky são libertadores sim, são importantes, eles trazem à tona esse debate, debate que eu acho muito saudável. E eu acredito que daqui a alguns anos a gente vai achar muito ultrapassado, essas questão de querer saber se a pessoa o que é ou não, ou o que a pessoa deixa de ser ou até de questões de gênero, mesmo. Que a vida é apenas binária.

Existem muitas sexualidades, existem muitas identidades de gênero, e as pessoas têm que se preocupar menos com isso. Isso é uma questão pessoal, quer dizer respeito apenas à pessoa. Então, eu acredito que esse debate da arte, ela sempre foi um instrumento pra gente elevar o pensamento e fugir, questionar o sistema. Então, eu sempre acho muito interessante quando tem um personagem como esse que me faz questionar o meu próprio sistema, a forma como eu lido com isso. E também levar para a sala de estar da família tradicional brasileira esse debate, onde às vezes a família não consegue conversar sobre isso e ai vem uma telenovela e tem esse poder mágico de levantar essa discussão e de fazer esse serviço social. Assim, é um entretenimento que acaba fazendo um serviço social, sim. E deu vontade de falar sobre isso também como pessoa física. Porque eu sempre achei que minha arte fosse o suficiente, ela falava por si só. As pessoas perguntaram tanto, tanto, sobre a minha sexualidade que eu falei “por que não falar, sabe?”. Qual seria o problema? Medo de retaliação, de estigmatizarão… Não eu acho que a questão de falar vai mostra e abrir o debate, fazer pessoas que se sentem como eu sentirem também com o direito de viver. Até porque a gente tem números terríveis, né? O Brasil é o país que mais comete crimes homofóbicos, que mais consome pornografia transexual. Enfim, a gente precisa falar sobre isso sim, precisa debater sim. E eu como pessoa pública me senti com vontade de falar sobre isso neste momento.

Sentiu algum preconceito por parte do público? Se sim, como lidar com isso? Não, eu não senti nenhum preconceito. Muito pelo contrário. O público me abraçou. Mas assim, eu senti um preconceito quando acabei de fazer o Visky, da parte de muitas pessoas que ficaram questionando se eu iria conseguir fazer personagens heterossexuais ou personagens que não sejam LGBTQIA+. Mas eu senti uma certa ansiedade das pessoas em que eu voltasse a fazer –  uma certa dúvida se eu conseguiria fazer. O que eu acho uma grande besteira, por que eu sou ator, e eu me preparo para fazer personagens que às vezes parecem comigo e que às vezes não parecem, também. Mas da parte do público, não. O público me abraçou desde as crianças, pelos jovens até as vovozinhas. Eu senti um grande abraço. E em relação aos meus trabalhos, continuei fazendo trabalhos de personagens diferentes do Visky. Eu acho que a sexualidade é apenas um detalhe entre tantos em relação a um personagem. A gente não pode reduzir um personagem à sexualidade dele. Tem muitas outras características que gritam tão fortes quando a sexualidade e que a gente pode levar em conta na hora de construir o personagem, e de entregar ele também.

VS2 é um marco por ser a primeira novela produzida exclusivamente para o streaming e sem dúvida, a mais ousada já produzida, quebrando padrões e incomodando um público mais conservador. Qual a importância de um projeto assim para o entretenimento nacional? Verdade Secretas 2 é um marco porque foi a primeira novela no formato streaming. Foi a primeira novela que mostrou muitas coisas inéditas. Que teve um personagem como o meu por exemplo, que era um personagem efeminado e que acabou alcançando o status de sex symbol, quebrou muitos tabus, mostrou o sexo que existe, né gente?! As pessoas fazem sexo. Nas produções audiovisuais ele cortam no sexo. Eu acredito que o sexo também conta uma história. O sexo do início de uma relação, é diferente do meio, do final. O sexo depois de uma briga é diferente do sexo cotidiano. A gente consegue perceber isso em nossa vida. E porque não mostrar, com elegância e respeito ao que se faz na teledramaturgia, no audiovisual. Porque não? Acho legal, acho bacana fazer parte deste projeto que quebra esses tabus e que incomoda um público mais conservador sim, mas esse público conservador ao mesmo tempo que reclama, tá assistindo (risos). A gente alcançou números absurdos com mais de 50 milhões de horas assistidas. Um produto que também teve um marco de lançar, internacionalmente, o Globoplay, a plataforma streaming da Globo. Enfim, os conservadores reclamaram, mas a sensação que eu tenho é que eles não perderam uma semana (risos), por que eles comentaram todos. (risos)

Você recentemente declarou que pediu para seu filho não assistir seu trabalho em VS2.  De onde vem esse cuidado? Então, o meu filho é menor de idade, ele tem 14 anos. E VS2 é indicada para maiores de 18 anos. Então quando ele tiver a idade certa, eu quero muito que ele assista e me diga o que ele achou. Mas até lá, ele tem muitas outras coisas para fazer. Muito mais outras coisas para descobrir e é isso. Eu acho que a gente tem que respeitar o tempo de cada coisa também.

Na hora da criação de um filho nos dias de hoje, quais os princípios básicos para você? O que muda da sua criação para a de seu filho? Ahhh… muita coisa muda, né?! O mundo era outro, os questionamentos eram outros, os diálogos eram outros. A gente vive numa sociedade machista, sexista, homofóbica, racista… E na época que eu era criança, essas coisas não eram muito ditas. Esses debates não existiam. Coisas que eu fui descobrir mais tarde, com a arte. E hoje em dia, eu tenho esse diálogo muito aberto com meu filho. A minha mãe me criou, como mãe solteira, ela foi muito brava, uma guerreira, uma heroína. Também muito vanguardista, porque, imagina, na época que eu era recém-nascido de uma mãe solteira não era nada fácil, assim como não é hoje, mas naquela época era mais difícil ainda. E hoje em dia, eu acho que a diferença é basicamente esse diálogo, sabe? Na minha cabeça eu sempre tive muito certo que quando meu filho me perguntasse sobre qualquer tema eu ia falar com ele abertamente, sabe? Sem tabu, sem mentiras. E é isso que eu procuro fazer? A minha mãe acertou bastante com a minha criação. Mas eu sinto que tinha ainda resquícios daquela sociedade difícil, patriarcal… eu sou um filho bastardo, né? Digamos assim, fora do casamento. Então tem todo um peso. Hoje em dia, o meu filho…, eu não estou mais com a mãe dele e está tudo bem. Ela tem outra família. Eu tenho uma outra filha. Ele tem uma irmãzinha chamada Vênus, que é uma gracinha. E a gente é uma família. E a gente conversa, se dá bem. Não tem tabu, não tem problema em relação a isso sabe? Não tem o peso que tinha quando eu era criança, de ouvir a coisa de ser bastardo (risos). Hoje em dia não tem. Existem muitas diferenças na minha criação com a dele. Mas é isso, a gente está sempre tentando acertar, fazer nosso melhor.

Quais os maiores desafios na hora de se produzir como Visky? O que era mais difícil, usar salto, usar calcinha ou os cílios postiços, por exemplo? A maior dificuldade era justamente construí esse corpo que era tão diferente do meu, que exigia uma dieta, uma rotina de exercícios, de sono, muitas horas de trabalho. Eu trabalhei bastante mesmo. Poucas horas de descanso. Então, a família precisa entender, e a nossa rede de apoio de amigos precisa perceber que a gente vai ficar ausente sim e que está tudo bem porque é só um trabalho, só um período. Então, eu acho que o mais difícil foram essas horas de dedicação. A primeira vez que fui fazer o teste de roupa, o sapato do Visky tinha 30 cm de altura, então quando eu vi o tamanho daquele salto alto eu pensei que aquele era o tamanho do meu personagem, então eu vou ter que estudar. E que legal por que eu adoro estudar, adoro me ver num processo de criação de personagens. E aí eu fui lá, fiz aula de vogue com vários professores incríveis, fui estudar essa dança, esse movimento cultural que é tão representativo e trouxe pro Visky essa representatividade do vogue, os movimentos que exigem bastante coordenação motora? (risos) E exigiu bastante treinamento da minha parte (risos).

Usei roupas que quebravam com o paradigma do que é masculino, do que é feminino. Sedimentar o que era ultimamente tido como feminino, estava lá no corpo do Visky. E eu acho que é isso no futuro? Várias marcas, inclusive grifes, já não separam mais as roupas masculinas das femininas. Eu acho que é esse o presente, o futuro… Não ter mais o que separar, e a moda ser uma forma de você existir, de você se expressar. E sem essa de ser de menino de ser de menina. Eram muitas horas para me arrumar. Eu chegava duas horas antes para poder me arrumar, me maquiar, poder colocar a calcinha (risos), colocar o salto, a roupa toda… Enfim, foi uma dedicação muito grande, mas que valeu à pena. Fico muito feliz e orgulhoso do resultado do trabalho, não só meu, mas como de toda uma produção incrível que começou lá nas ideias do Walcyr e que passou pela direção geral da Amora Maltner. Eu não posso deixar de lembrar dessas pessoas. Assim como, figurinistas, direção de arte… caracterização. Toda uma galera… Minha preparação pessoal, que passava por nutricionista, personal trainer, massagista, nutrólogo, fonoaudiólogo, preparador corporal…enfim uma galera. Toda uma rede de apoio que tornava a coisa mais fácil e mais gostosa. E que não é só meu, o Visky não é só meu, o Visky é de toda uma galera. “Todil mundi”, né? Como diria o Visky na linguagem neutra. (risos), que eu estudei. Muito interessante estudar e muito interessante entender que tem pessoas que não se sentem representados também pelo “ele” ou pelo “ela”, que existem coisas para além desse sistema binário ditatorial que a gente tem em nossa sociedade. Então é isso, é muita quebra de paradigmas, de tabu.

Como você funciona na hora de desapegar de um personagem tão querido, como foi Visky? Muito dramático! Eu me lembro do último dia que eu estudei com Rose Gonçalves, que é minha fonoaudióloga, e com Wil Freitas que era meu preparador corporal, e depois, quando terminei de estudar as últimas cenas, eu fiquei lá por horas. E aí também, enfim, foi uma longa despedida no final de Verdades Secretas. A gente passou o último mês inteiro se despedindo de alguém com quem estava gravando pela última vez ou que ia para outro produto. Enfim, foi uma longa despedida. Eu lembro que terminei de gravar minha última cena, e no dia seguinte eu já tinha que ir de tardezinha para a Europa porque eu já tinha comprado passagem e acabou atrasando o final das filmagens. Então, eu vim pra Europa (eu ainda estou aqui) com a unha pintada, o cabelo alaranjado. E aí fui pra Porto, em Portugal, aí tirei o esmalte da unha lá, depois cortei o cabelo. E fui deixando aos poucos o Visky, né – com muita dor no coração, porque é como se fosse um amigo, amigo que eu gosto muito. Um irmão, sabe? Agora, vou passar um tempinho longe, não sei quanto tempo, mas é isso. Não é como se eu estivesse com um botão. Ai eu ligo e estou com o Visky, e desliga e não estou mais. Não é assim. É todo um envolvimento.

Hoje, depois da missão cumprida, hora de relaxar. Como vai a viagem pela Europa? Então, a viagem está deliciosa. Continuei aqui, assistindo aos últimos capítulos, sentindo os ecos de VS2, o barulho que foi, sentindo o carinho do público pelas ruas em Portugal, na Itália. Ainda acontece que as pessoas me encontram, me param, falam que adoraram meu trabalho, que adoram o Visky… Nas redes sociais eu sinto o abraço, o calor, uma interação gigantesca com as pessoas e isso me dá muito prazer, me dá muita felicidade. E a viagem pela Europa está aqui com muitas restrições por causa da pandemia que a gente está vivendo, muito cuidado. Morei na Itália quando era criança, então voltar pra cá, me traz uma sensação muito familiar. De falar a língua, viver essa cultura, de comer essa comida deliciosa. Então, está sendo muito legal. Estou dando essa respirada para voltar para o Brasil e com os trabalhos todos a mil por hora, como eu gosto, né?!

Depois desse furacão, o que vem por ai? Quais os planos para 2022? E depois dessa furação, tem duas estreias, né? Vou estrear na Netflix – dois filmes que eu fiz antes de fazer o Visky, antes da pandemia, que é o Intervenção, onde eu faço Caio, que é um soldado que trabalha nas PPs e que também é um youtuber que mostra o trabalho dele nas redes sociais. É um trabalho muito bacana que eu também coproduzi. É o primeiro filme que eu coproduzi e também atuei. E Em menos de dez dias, eu estou estreando outro filme, que é o Virando a Mesa. Depois, vocês podem olhar a data. Sei que no dia 27 estreia Intervenção e no dia 10/02, estreia Virando a Mesa, eu não tenho certeza. E em “Virando a Mesa” eu sou protagonista, primeiro protagonista no cinema. Então é um grande prazer, uma grande felicidade. Eu estou muito curioso pra ver o que as pessoas vão achar, o que elas vão pensar né, depois de me ver como Visky, me ver como dois policiais, porque tanto o Caio quanto o Jonas, os dois são policiais. Então, quero ver o que as pessoas vão achar. Porque nessa plataforma que eu ainda não tinha trabalhado que é a Netflix, leva para o muito nossa carinha, nosso trabalho. Eu estou feliz de estrear nela, também. E também tem o Leves Reflexivas, que também é um projeto musical meu e do Renato Luciano, de músicas autorais, que eu fiz durante a pandemia, naquele momento de maior reclusão, quando a gente teve que ficar parado em casa. Tive web encontros com Renato Luciano, fiz várias músicas e lançamos o nosso EP que está em todas as plataformas digitais. Convido todo mundo a ouvir e interagir. E agora, a gente vai lançar, em janeiro, a parte Reflexivas, que também são músicas autorais nossas com uma pegada, mais dançante, mais quente e eu estou bem feliz com esse momento musical. Era um sonho que eu tinha há muito tempo. A primeira vez que eu subi num palco foi para cantar. Então eu sentia que ainda tinha uma história com a música pra resolver, e estou aqui, resolvendo. Amarradão e felizão. E estou louco para conseguir começar a fazer shows, e tal. Pra ter os palcos de novo, né? Lugar de ator é no palco né? Tô com saudades de um palco, tanto cantando ou atuando. É isso.

Um beijo para vocês MENSCH. Adoro vocês! Parabéns pelo trabalho que vocês têm feito. É isso aí, obrigado pela capa! Até a próxima!

Fotos Márcio Farias

Styling Paulo Zelenca

Make Caio Costa

Assessoria Marrom Glacê