Restauratrice à frente do Nez Bistrô, clássico franco-italiano do bairro de Casa Forte, Mônica Tenório articulou, em parceria com a sommelière Rafaella Barros, da Zahil, o chef Claudemir Barros e o restaurante Laus, esse na Serra Negra, em Bezerros, a realização de evento gastronômico único e exclusivo. O jantar-experiência será para, apenas, 50 pessoas e acontecerá no Laus, dia 6 de agosto, sábado, das 16h às 22h.

SOBRE MENU

A proposta do cardápio é trabalhar os ingredientes nordestinos com técnicas oriundas de consagradas tradições gastronômicas. A proximidade dos insumos garante o frescor, o sabor e o apoio à cadeia produtiva da região. Vamos às opções – os comentários são do chef Claudemir Barros.

TUDO COMEÇA COM O DIVERTE BOCAS:

– Caldinho mocofava

“A fava é um ingrediente tão nosso e tão presente nas feiras, que não poderia faltar ao evento… Até porque, muitas dessas favas são plantadas por pequenos produtores da região ou regiões vizinhas”.

– Tartar de sol com tapioca suflada e maionese de abacate e páprica

 “Apesar de flertar com a técnica francesa do corte, nada mais nordestino que a carne de sol, a tapioca e o abacate. Ingredientes tão simbólicos e tão presentes em nossa memória afetiva”.

EM SEGUIDA, A ENTRADA:

– Brulée de coalho com pesto de coentro e pão

“O queijo coalho está inserido no café da manhã e nas mais diversas preparações dentro de uma casa nordestina. Muitas famílias produzem o coalho”.

São duas as pedidas de prato principal:

– Pescado recheado com camarão na palha de banana acompanhado de farofa de amendoim e vatapá de jerimum e molho de coco

“Preparação emblemática do meu trabalho e inspirada nas técnicas indígenas: uso a folha de bananeira e asso no fogo à lenha”.  

– Suíno confit, roti de beterraba, arroz sertanejo, caldo com vegetais e ervas

 “Carne inserida em nossa cultura alimentar, apesar de, ainda, haver um certo preconceito – hoje, na maioria dos casos, injustificado”.

FINALIZANDO, A SOBREMESA:

Caju e castanha em todos os sentidos e texturas

“Nada mais brasileiramente nordestino que o caju, então, o trago em várias texturas e versões: sólido, líquido e gasoso”.

Quanto? R$230,00 por pessoa. Mais informações e reservas: 98129.1314.

MAIS SOBRE O NEZ BISTRÔ

Inaugurado em dezembro de 2007, o Nez Bistrô está localizado em um sobrado do século 17, tombado pelo patrimônio histórico, que funcionou como senzala do engenho pertencente à Ana Paes, na antiga campina de Casa Forte. Tem capacidade para atender 75 pessoas, conta com dois espaços: o térreo, onde funciona o salão do restaurante e o primeiro andar. Nas paredes, obras de arte de Romero Andrade Lima e Os Vacilantes, além de uma bela coleção de espelhos antigos, adquiridos em antiquários.

MAIS SOBRE O LAUS

Mais que restaurante, o Laus é a maneira de compartilhar uma visão muito pessoal da Serra Negra, que começou a tomar forma a partir 2003. 15 anos passados, as porteiras se abriram, não para um grande empreendimento, mas para uma casa pequena. Lá, as receitas são familiares, há felinos e a equipe é formada por vizinhos e clientes que se tornam bons amigos. A paisagem é deslumbrante e, sem dúvida, um tempero extra, mais que isso: é o pulo do gato. 

MAIS SOBRE CLAUDEMIR BARROS

Garoto de Jordão Baixo, subúrbio do Recife, o chef Claudemir Barros está há 29 anos na estrada da gastronomia. Já tem, inclusive, um livro pra chamar de seu: Sonhos e sabores. Claudemir é apaixonado pelo povo e a sua cozinha reflete isso.  

“Ele é um simbolizador de ingredientes que faz da sua comida uma interação que vai além do gosto, e marcada pela sua vocação autoral”, diz o Raul Lody, que assina o prefácio da obra.

MAIS SOBRE A ZAHIL Fundada em 1986 pelos irmãos Antoine Zahil e Serge Zehil, a importadora passou a se dedicar exclusivamente a importação de vinhos a partir de 1999. Os vinhos produzidos por cerca de 70 produtores, em 12 países, são importados e distribuídos em todo Brasil – e estão presentes nas cartas de mais de 1000 restaurantes espalhados por todo território nacional.

Mônica Tenório