Quando o paraense Ricardo Chahini, mais conhecido como Ricardinho, descobriu o Freestyle ele não tinha a mínima noção até onde isso o levaria. “…fui descobrindo o que eu realmente amava e foi ai que aos 10 anos de idade eu descobri o Freestyle”, comentou ele ao longo da nossa entrevista. Bicampeão mundial de futebol freestyle 2017 e 2019, segundo campeão brasileiro do Super Ball em Praga, República Checa e hoje é considerado um dos atletas mais promissores da atualidade pela Federação Brasileira de Futebol Freestyle.

Ricardinho, quando e onde começou essa sua sintonia com a bola? Eu sempre amei futebol, desde criança era de cara o que eu mais amava. Minha avó e minha mãe falam que qualquer brinquedo que me davam eu chutava como se fosse bola, então eu acho que fui crescendo e fui descobrindo o que eu realmente amava e foi ai que aos 10 anos de idade eu descobri o Freestyle! 

Você é bom de futebol também ou só é craque no Freestyle? (risos) Eu jogo bem futebol sim, mas não procuro me destacar jogando porque tenho medo! Sempre que tento fazer uma graça jogando futebol em campo os adversários ficam bravos! Então por medo de me machucar eu procuro me livrar da bola o mais rápido possível se eu estiver longe do gol! (risos). 

Como você chegou a ser conhecido, como o campeão brasileiro da modalidade freestyle (estilo livre)? Em 2014 eu conquistei o meu primeiro brasileiro. Eu tinha meus 16 anos! Comecei a competir com 13 🙂 

E como você começou a se especializar em freestyle? Eu treinava sozinho em casa, olhando vídeos na Internet e tentando aprender as manobras. 

Do Pará para o mundo. Você já viajou por vários países participando de competições de freestyle. Qual (ou quais) viagem foi mais emocionante? As minhas viagens são todas emocionantes! Tive oportunidade de ir em todos os lugares que sonhava em ir e então cada uma delas tem um valor especial pra mim. Mas eu tenho um carinho especial por 3 delas! Foram Qatar, Tokyo e a última que fiz agora com 4 amigos pra Dubai. Essa viagem com eles foi incrível!

Você hoje em dia é bicampeão mundial. É isso ou estamos desatualizados? Esperava chegar a tudo isso? Sim, sou Bicampeão mundial! Ganhei o mundial de 2017 & 2019 (o último que teve antes da pandemia). 

O que faz o freestyle ser atraente, divertido e mais desafiador? Pra mim o que faz o Freestyle ser atraente é a criatividade que temos que ter pra fazer as manobras e também fazer com que o difícil pareça ser fácil. Isso é o que há de mais atraente e desafiador no nosso esporte! 

Depois que skate e surf entraram para as Olimpíadas, só falta agora freestyle. Seria um sonho realizado heim?! Eu espero estar competindo pra viver isso ainda! Com certeza esse vai ser um dos maiores sonhos não só pra mim, mas pra todos os atletas do Futebol Freestyle. 

Falando em viagem, depois de uma longa pausa por conta da pandemia, você embarcou para Dubai essa última semana com seus amigos, como foi essa experiência? Uma das melhores experiências que tive na vida! Meus amigos fizeram essa viagem ser incrível! Eu fiz tudo o que eu queria fazer em Dubai e aproveitar aquela cidade com esses 3 caras foi demais! Como a gente sempre dizia na viagem “zeramos a vida!” Repetimos isso umas mil vezes nessa viagem! (risos) 

Hoje em dia com os títulos vieram os patrocínios. Como foi no início essa batalha atrás de quem patrocinasse seu sonho e acreditasse no seu desempenho? Faria algo diferente? Foi desafiador! Eu sempre acredito que uma carreira não se faz só de um talento, tem que ter inteligência também! E eu acho que fiz certo, tive estratégias pra atingir o que queria e quando conquistei eu tive a certeza de que conseguir porque tive estratégias. Principalmente porque eu venho de uma cidade em que não dá muita oportunidade pra artistas/atleta como eu. Mas mesmo assim, eu não deixei de acreditar que eu conseguiria viver do que amo! Fiz o que eu acreditava que iria dar certo e hoje vivo o que eu queria a 6 anos atrás, graças à Deus! Sou muito grato pelos meus patrocinadores Goal studio (marca de grif koreana) e Estadium.bet (casa de apostas esportivas). Eles fazem meus sonhos serem realidades! Gratidão por estarem comigo! 

Como é sua rotina de treinos? Como cuida do corpo? Eu tento treinar 3x na semana Freestyle e 3x academia. Eu gosto de ficar em um bom shape nas duas áreas! O Freestyle por ser um esporte de alto rendimento acaba me deixando bem magro quando treino em um ritmo de competição (risos) e eu não gosto de ficar magro! Quem me acompanha sabe que gosto de academia e gosto de me alimentar bem, estar em um shape legal. Me sinto bem cuidando do corpo, as vezes é difícil seguir focado 100% mas dou o meu melhor pra estar sempre em boa forma! 

E na hora de relaxar, o que curte fazer? Eu gosto de ficar sozinho, tocando violão, cantando, ouvindo música bem alta, tomar banho quente de 2hs ouvindo um R&B no banheiro! (risos)

Qual seu maior pecado? Não resiste a que? Viiish, é sério essa pergunta? (Risos) eu me prometi que não ia mentir nas minhas respostas de entrevistas, então eu me recuso a mentir! Meu pecado é…Vou deixar essa pra próxima! Não quero mentir e também não sei se vai ser uma boa falar o que eu não resisto! (risos).

Você é um cara vaidoso? É ligado em roupa e cuidados com o corpo? Eu me cuido, vou ter que dizer que sim! Não sou largado, não gosto de quem é largado e não se cuida! Mas não sou aquele vaidoso ao extremo, eu apenas me cuido! 

Quais os próximos passos, ou acrobacias? Eu venho me esforçando pra criar umas manobras novas pra 2022, quero subir no palco com pelo menos umas 5 ou 6 variações novas no mundial do ano que vem!

Fotos Marcelo Auge (@augem)

Conceito Rodrigo Dias (@rodrifdias)

Produção de moda Celso Ieiri (@celsoieiri) Beleza Lelooeta (@lelooeta)

Ricardinho veste: Look 1: suéter Osklen; Look 2: calça Holister, tênis Adidas; Look 3: boné e camiseta Goal Studio; Look 4 (preto): calça Goal Studio, tênis 4freestyle e camiseta Chahini; Look 5 (branco): camiseta Zara, calça Ricardo Almeida; Look 6 (preto): calça Holister, tênis Adidas e camiseta Goal Studio.