Movida por desafios desde quando se descobriu como artista, Sophia Abrahão nunca mais parou. Fosse atuando, cantando ou apresentando. Ela já fez de tudo um pouco na TV, de mocinhas à apresentadora, da dança à música. E agora Sophia se prepara para mais um grande desafio na sua carreira, participar de uma série filmada fora do Brasil. Sem dúvida nossa estrela vai tirar de letra e nós estaremos aqui para acompanhar e vibrar com ela. E no meio disso tudo, seus cachorros, seu clube do livro, e claro, seu parceiro de longas datas, Sérgio Malheiros. Como não amar Sophia.

Sophia que espaço a música e a atuação tem na sua vida hoje em dia? Aos 16 anos ingressei minha carreira artística atuando. A música entrou em seguida na minha vida quando estreei no projeto musical “Rebeldes”. Desde então, venho conciliando essas duas paixões. Já minha vertente de apresentação se consolidou a partir do meu ingresso no comando do Vídeo Show e nunca mais parei de exercer meu lado comunicadora, como faço hoje em dia no meu canal do YouTube. A retomada desse veículo de comunicação está possibilitando cada vez mais a minha proximidade com meus fãs e com quem acompanha meu trabalho. Em relação a atuação, nunca parei de me envolver em projetos que me desafiassem. Acabei de rodar um filme em Brasília como protagonista e vou estrelar uma série gravada no México.

Tanto a música quanto o trabalho como atriz aconteceram no mesmo instante com Rebeldes? Aliás, a banda da novela ganhou a vida real e a música falou mais alto naquele momento. Como foi isso para você? Foi pega de surpresa? Comecei a atuar em Malhação em 2007. Em seguida estreei na série Bicicleta e Melancia, no Multishow. Logo depois, subi pela primeira vez nos palcos com a peça “Confissões de Adolescente”. Então, a atuação entrou bem antes na minha vida artística do que a música. Quando demos o start no projeto “Rebeldes”, sabíamos que a banda sairia da ficção e se tornaria real. O que não podíamos esperar era o fenômeno que o projeto se tornou. Fizemos shows pelo Brasil inteiro e angariamos uma quantidade imensa de fãs. E estes, me acompanham e me apoiam muito até hoje.

A força de Rebeldes foi tão forte que até hoje as pessoas reconhecem vocês pelo nome do grupo. O que isso significa e significou para você? Rebeldes foi um divisor de águas na minha carreira e eu sou muito grata por ter feito parte. Tenho orgulho de toda a minha trajetória. Foi um momento da minha vida que morro de saudade. Foi o meu primeiro contato com fãs. Então, eu só posso agradecer e lembrar com muito carinho. É claro que tiveram muitos desafios também, pois começamos a nos dividir entre cargas intensas de shows pelo Brasil e gravações da novela. Foi uma fase incrível que lembrarei para sempre com muito amor.

Ainda sobre esse início de carreira, na sequência você estreou em horário nobre na Globo com a novela Amor à Vida. Como foi isso para você? Eu fiquei muito animada quando recebi a notícia. A personagem Natasha foi um grande presente para a minha carreira, pois me desenvolvi como atriz e aprendi muito com vários atores experientes. Dali em diante só colhi bons frutos. Na época eu estava com o cabelo bem escuro e a personagem precisava ter o cabelo ruivo, o que foi uma oportunidade de me reinventar como atriz. Para desenvolver a personagem, o visual fez bastante diferença, já que combinava muito com toda a personalidade que eu precisei imprimir para dar vida ao papel. Depositaram muita confiança em mim pois era um papel que mexeria bastante com a trama da novela. Foi meu retorno a Globo e eu abracei com todas as forças essa oportunidade.

Somando mais um talento a tudo isso, entre 2017 e 2019 você foi uma das apresentadoras o programa Vídeo Show. Momento tenso no início, críticas, mas no final deu tudo certo. Como foi encarar esse novo desafio? Apresentar o Vídeo Show foi uma das experiências mais gostosas da minha vida. Foi um desafio diário e um aprendizado constante. O Vídeo Show me abriu portas como profissional e eu tive um carinho do público que jamais vou esquecer. Como apresentadora você tem muita liberdade para improvisar e ser você mesma. Foi muito realizador saber que fiz parte da trajetória do programa. Eu fiquei por dois anos trabalhando em um projeto que marcou a história do entretenimento, e isso me trouxe grandes recordações. Foi um privilégio enorme.

E falando em desafio, você encarou por duas vezes o Dança dos Famosos. Que peso isso teve na sua vida e carreira? A dança ainda faz parte da soa vida, da sua rotina? Dançar é quase uma terapia. Participar do Dança dos Famosos me incentivou a cuidar ainda mais do meu bem-estar. Com a arte da dança as pessoas conseguem colocar para fora sentimentos que muitas vezes estão reprimidos. É claro que eu sou muito competitiva e fiquei pensando no que poderia aprimorar. Mas dei o meu melhor nas oportunidades. Dancei e me diverti muito. Nessa última vez, em 2021, foi ainda mais divertido, porque era uma edição especial para homenagear o Faustão. Foram escolhidas pessoas que marcaram a história do quadro no programa, e eu fiquei muito lisonjeada por estar no elenco. Foi muito desafiador, mas conseguimos entregar danças emocionantes.

Sua novela mais recente foi Salve-se Quem Puder em meio a pandemia. Como foi voltar a gravar em meio a tantos protocolos? Fiquei muito feliz com o convite da novela! Quando o autor Daniel Ortiz me ligou, fiquei surpresa, já que estávamos em um período de pausa no mercado. Mas encarei com enorme felicidade, principalmente porque já havia trabalhado com ele na novela Alto Astral. Foi bem diferente no início. Ensaiar de máscara foi bem desafiador. Outro fato novo era que cabelo e make eram feitos por nós. Mas nos unimos e tivemos um grande suporte para cuidar da saúde de todos. Foi tudo bem distinto em função dos protocolos, mas conseguimos nos adaptar. A Júlia foi um presente. Nunca tinha estado em núcleo de humor em uma trama. Ainda não tinha tido a oportunidade de executar um texto com tantas nuances cômicas. Além de um grande aprendizado, a personagem me divertiu e me preencheu muitíssimo.

Você é daquelas que adora um novo desafio? Qual o maior até hoje? Durante toda a minha trajetória fui movida por desafios. Comecei como modelo, em seguida iniciei minha carreira de atriz, logo agreguei a música na minha vida e depois abri uma vertente como apresentadora. Nunca parei de me reinventar. Nunca tive medo de experimentar o novo e encarar o desconhecido. Acho que cada fase foi desafiadora de alguma maneira. Não saberia elencar o momento mais instigante da minha trajetória. Todas as mudanças de direção me exigiram muito. Mas tenho em mente uma frase que me marcou bastante: “quando a sorte bate em minha porta, me encontra trabalhando”. Cometi sem dúvidas alguns erros pelo percurso, mas nunca deixei de me empenhar por inteiro quando uma nova oportunidade surgia.

Soubemos que você estará na série “Amores que Enganam”, uma coprodução entre Brasil, México e Estados Unidos, com participação da produtora Casablanca. Como andam os preparativos e o que pode nos adiantar? Essa série vai ser uma grande experiência para mim, principalmente porque será rodada fora do país, em Guadalajara, no México. Minha personagem é a Amanda, uma menina romântica e sonhadora que está prestes a se casar. Estou muito grata e muito animada para mergulhar na personagem. Apesar de já ter interpretado algumas mocinhas na minha carreira, acredito que a Amanda seja a mais doce de todas. Ela realmente acredita no amor e chega a ser até um pouco ingênua.

O que te inspira? Meus fãs, sem dúvida! Eles são minha força motriz para todos os passos que dou em minha carreira. A nossa relação sempre foi construída com muita verdade e respeito. Tenho por eles uma gratidão enorme e sei que posso contar com seu apoio incondicional em todos os passos que dou. Eles me motivam e me impulsionam a ser além de uma profissional, uma pessoa melhor.

Em 2014 você e Sérgio Malheiros se conheceram e nunca mais se largaram. Qual o sucesso dessa relação? Onde mora o equilíbrio? Sergio é o meu parceiro de vida, de sonhos, de força. Posso contar com ele e sei que a recíproca é verdadeira. Construímos nossa relação com base no dialogo e respeito. Nenhum casal é perfeito, mas estamos constantemente empenhados na nossa evolução. Outro ponto importante, é que respeitamos nossa individualidade e nossos momentos, penso que isso é um fator essencial e que nos fortalece cada vez mais.

O que homens e mulheres precisam aprender uns com os outros? A se respeitarem. Acredito que a diferença não deveria nos afastar, e sim nos ensinar sobre acolhimento e empatia. Tento sempre construir pontes de diálogo e acredito que essa seja a minha maneira de tentar colaborar para a construção de uma sociedade mais equânime. Sei que mudanças de padrões ainda estão longe de se tornarem uma realidade em sua totalidade. Mas, tenho muita esperança nas futuras gerações e na maneira com que meninos e meninas serão educados.

Você que possui um Clube dos Livros com internautas tem lido o que? Sim! O Clube do Livro é um dos projetos que mais me orgulho! Ele existe há três anos e é um dos maiores do país. A iniciativa não tem fins lucrativos e é uma proposta de colaboração para a educação entre os jovens. O Brasil é um país que pouco consome a literatura. Vejo isso como uma falha grave e de alguma maneira estou me empenhando na mudança desse cenário. Já impactamos milhares de pessoas e recebo relatos constantes de como a leitura teve o poder transformador na vida dos inscritos do Clube.

O que indicaria aos leitores da MENSCH? Dentre todas as obras que lemos, poderia indicar várias. Mas separei três títulos aqui para vocês: “Fique Comigo” – da talentosíssima e premiada autora nigeriana Ayobami Adebayo, “Três Mulheres” – escrito pela autora norte americana Lisa Taddeo e que foi baseado em histórias reais de abusos psicológicos e físicos, e por fim, “Ninguém pode saber” da autora de vários best sellers, Karen Slaughter. Esse último, inclusive, acabou de ser adaptado em formato de série para a Netflix! Outra dica, pois a trama é eletrizante e surpreendente!

Chegando a hora de relaxar o que faz sua cabeça? Minha casa, minhas cachorras, minha gatinha e o Sergio. Acho que criamos um ambiente seguro aqui no nosso lar, onde posso me desconectar do mundo e focar no meu bem estar e na minha tranquilidade. Sou também muito fã de séries, filmes, e claro, de literatura em geral!

E para conquistar Sophia basta… Educação. Prezo muito por isso. Tenho o máximo de cuidado com a maneira que me expresso e me endereço às pessoas. Por isso, acabo criando muita expectativa com minhas relações interpessoais. Quando percebo que o respeito é unilateral, fico bem triste. Mas acredito que essa seja a maneira mais condizente com a minha personalidade de me relacionar com as pessoas.

Fotos Galdino

Styling Yuri Horsth

Make Rafael Senna

Assessoria Melina Tavares Comunicação