Os veículos híbridos têm conquistado cada vez mais espaço no mercado mundial. Porém, como todo produto, a indústria está sempre em busca de aprimoramento e inovação. Hoje em dia, um dos pontos mais considerados para estes avanços é a sustentabilidade. Os carros híbridos comercializados hoje em dia funcionam com uso de bateria e combustão a álcool ou gasolina, o que gera emissão de CO2 na atmosfera.

Atualmente, há inúmeras montadoras, instituições de ensino e de pesquisa realizando testes e buscando novas fontes de energias renováveis para substituir o uso da combustão nos veículos automotivos. Uma destas novas tecnologias é a célula de hidrogênio, o elemento químico mais abundante em nosso planeta.

AÇÃO E REAÇÃO

Uma equipa de cientistas da Universidade Brown, em Rhode Island, nos EUA, desenvolveu um novo catalisador que poderia tornar os veículos movidos a célula de combustível de hidrogénio mais económicos. Esta nova tecnologia é baseada em nano-partículas constituídas por uma liga de platina e cobalto, o novo catalisador não é apenas mais económico que a platina pura, mas também é mais eficiente e duradouro.

As células de combustível de hidrogénio prometem veículos que, com a infraestrutura adequada, combinam a ecologia dos carros elétricos com a autonomia e a liberdade dos combustíveis fósseis convencionais.

No entanto, para que as células de combustível funcionem, elas precisam de um catalisador para facilitar a reação crítica de redução de oxigénio. As células de combustível contêm uma membrana de troca de protões (PEM) com hidrogénio num lado e ar contendo oxigénio noutro. Os eletrões são removidos dos átomos de hidrogénio e absorvidos pelos átomos de oxigénio na chamada reação de redução de oxigénio para gerar eletricidade.

CÉLULA A COMBUSTÍVEL HIDROGÊNIO

A célula a combustível possui baixo impacto ambiental, sem vibrações, sem ruídos, sem combustão e, ainda, sem emissão de material particulado. O hidrogênio é o que proporciona correntes de mais interesse, por isso é o mais comum. No entanto, há outros combustíveis que são estudados.

O subproduto da conversão de hidrogênio em eletricidade são água e calor, o que é ótimo para o meio ambiente. Porém, o problema pode ser justamente na obtenção de hidrogênio. Uma das fontes mais poluentes de hidrogênio é o gás natural, que pode levar à emissão de gases do efeito estufa. Mesmo assim, os primeiros veículos movidos a célula a combustível hidrogênio podem reduzir suas emissões em mais de 30%.

De acordo com Paulo Sergio, Prof. Orientador da Equipe B’energy Racing Facens, antes as tecnologias ligadas ao hidrogênio tinham custo elevado e eram usadas somente em foguetes ou em usinas geradoras de eletricidade. Contudo, devido ao avanço tecnológico, o custo destas tecnologias tem reduzido, tornando o hidrogênio uma fonte de energia mais competitiva, o que tem despertado interesse no setor automotivo.

O FUTURO DOS CARROS

Lado a lado, o carro elétrico a bateria e o carro elétrico célula a combustível hidrogênio são livres de emissões se usarem fontes consideradas limpas. Porém, os movidos a bateria podem usar uma infraestrutura para recarregar, mas devem ficar conectados por um período de tempo maior. Diante dessa necessidade, o mercado começa a buscar soluções viáveis. A Nissan, por exemplo, possui um carro-conceito no Brasil que tem uma célula a combustível, o SOFC (sigla para Solid Oxide Fuel Cell ou Célula de Combustível de Óxido Sólido, traduzindo). O diferencial é que ela não é alimentada com o hidrogênio, mas sim com etanol, o que o Brasil tem de sobra. Um processador é responsável por extrair o hidrogênio do etanol. A discursão e os avanços não param por aqui. Dos carros movidos a gasolina até os movidos à célula a combustível é uma longa trajetória que envolve cultura, hábitos, economia e meio-ambiente.

Nissan revela veículo elétrico movido a célula de combustível de bioetanol, com autonomia superior a 600 km