Ela já cantava e causava antes mesmo do grande público ficar conhecendo ela por conta do BBB 20. Flayslane, mais conhecida como Flay, nasceu em Nova Floresta, Paraíba, há 26 anos, é cantora e compositora. Já batalha por seu lugar ao sol desde muito nova quando aos 13 anos resolveu correr atrás dos seus sonhos e com garra conciliou estudos e música com maestria. Entre shows de forró onde se apresentava com sua banda pelo Brasil e sua confecção de biquínis, a jovem Flay viu sua vida ficar ainda mais agitada depois que saiu do confinamento do BBB ano passado em plena pandemia. Flay soube muito bem aproveitar sua exposição no reality e fortalecer ainda mais sua carreira. Prova disso foi que essa semana ela lançou sua primeira música solo. Ou seja, ninguém segura essa paraibana arretada! Enquanto isso se encante com nossa musa de capa que está o pipoco.  

Antes de tudo, conta pra gente como foram os preparativos para sua primeira música solo? Um frio na barriga. Como se tivesse começando minha carreira neste momento. É meu primeiro single solo depois de ter saído do BBB, tô muito feliz de dar esse passo é muito ansiosa 

E essa sua parceria com Marcia Felipe, como começou e o que te trouxe de desafios e descobertas? Já a conhecia mesmo antes de entrar no BBB, mulher guerreira, que tem seu espaço no Brasil e representa muito bem suas origens! Nos encontramos algumas vezes e daí surgiu a vontade de trabalharmos juntas, não sabíamos se seria em uma música minha ou dela, recebi o convite de estar no DVD dela e amei, mas não descarto a possibilidade de ter algo com ela em um projeto meu! 

O grande público só ficou conhecendo sua trajetória na música graças ao BBB. Ter participado do programa mesmo sem ganhar o prêmio já foi um grande prêmio não é? Claro! Eu sempre soube que não ganharia (risos), mas estava disposta a trabalhar aqui fora e fazer minha carreira acontecer. Ainda estou no caminho, é muito trabalho e dedicação a cada dia que passa, mas o maior presente foi ter participado dessa edição, independentemente de ter ganhado ou não, já foi uma vitória estar nela

Sair de um programa com essa visibilidade que ele proporciona deve assustar de início. Como foi esse primeiro momento? A gente lá dentro não tinha noção de nada aqui fora, no primeiro momento assustei sim, com os números, os temas que foram levantados aqui fora e os recordes que tivemos nessa edição, sai e me deparar com uma pandemia foi o mais assustador, não entendia o que era, o que estava acontecendo, me disseram pra usar máscara e só, com o tempo fui entendendo melhor a gravidade da situação 

Sua carreira musical deve ter tomado outra proporção após o BBB. Como administrar isso? Hoje vivo pra trabalhar, amo meu trabalho, quero que o Brasil conheça cada dia mais a minha arte, seja pela minha música, composições, direções de clipe ou no que visto, tudo leva meu toque 

Atualmente se fala muito em cancelamento do público aqui fora. Na sua época sentiu algo desse tipo? Algo a incomodou na época? Na minha época não existia tão forte. Quando estávamos dentro do BBB não sabíamos o que era isso, ficamos sabendo depois, que saímos 

Você costuma se definir como um nordestina, extrovertida e intensa. De onde veio isso? Ou já nasceu assim? Eu sempre fui assim, tá na minha essência e origem. Somos assim e eu amo minha forma de ser, meu sotaque, minha cultura, meu povo, tudo, não mudaria nada. 

Falando nisso, você deve ter sido uma criança bem sapeca. Verdade? Eu comecei a cantar profissionalmente aos 13 anos, então foi uma infância entre estudar e trabalhar. Minha mãe sempre me disse a importância de estudar, mesmo querendo ser cantora ela em momento algum deixou eu abandonar os estudos, e nem era algo que eu queria, mas era uma vida dividida em cantar e estudar. 

Como foi sair do confinamento da casa do BBB e ficar trancada em casa por conta da quarentena? Um susto! Como eu disse, quando sai não sabia da gravidade, não acompanhei as notícias e a pandemia, até sair e me deparar com ela. Me disseram pra usar máscara e só, eu achei que era isso, com os dias fui entendendo melhor e tomando os cuidados necessários, más é muito desesperador. Eu como anônima que entrei no programa pobre e sai pobre, pensei: o que farei pra viver? Pra trabalhar? Pra manter minha família? Acho que todos nós brasileiros nos perguntamos isso, foi bem difícil. 

E como é ser mãe de criança pequena no meio dessa vida agitada? Eu amo ser mãe. Passagens de trabalhos são compradas bate e volta pra eu sempre estar com ele, quando posso levo ele na escola e busco, é complicado pela agenda e trabalho, mas faço o que posso, gosta de estar com ele, brincar, comer juntos

Sabemos que atualmente você está namorando, quando está solteira é de demonstrar interesse e ir à luta, ou prefere jogar a isca e fica na espera vendo no que dá? Todas as opções, depende da situação, do boy… ao mesmo tempo que sou bem objetiva também sou um pouco cautelosa pra flertar, mas dependendo de como flua eu dou uma demonstrada no interesse e deixo ele desenvolver.

O que uma pessoa precisa ter / ser para atrair sua atenção? O que não te atrai de forma alguma? O boy perfeito é gato, gentil, engraçado, comunicativo, prestativo e trata as pessoas bem. Não me atrai arrogância, ou melhor “Não gosto de ignorância não viu” (risos).

Ser uma mulher bonita, segura de si e ainda bem resolvida sexualmente assusta os homens ainda? Com certeza, sinto na pele, a maioria dos homens faz o que quer mas quando uma mulher faz eles acham que ela não é digna de ser respeitada por isso, e mesmo assim ainda é o perfil de mulher que mais os atrai, o machismo e a incoerência dos homens ainda está bem aceso na nossa sociedade. 

Como lida com a vaidade? Qual o limite e do que não abre mão? Eu me cuido, faço o que quero, o limite é até onde se sentir bem e confortável e não virar uma obsessão, enquanto for saudável é bem-vindo, não abro mão de uma boa drenagem HAHHAHA. 

Qual pecado favorito? A gula sem dúvidas (risos).

Neste ensaio você está num estilo mais, digamos, comportado. Essa é uma das várias facetas da Flay? Eu sou encantada pelo estilo molecona mas também pelo mulherão, clássica mas também moderninha, bitch e também boss woman, cantora e despojada e afinal eu sou de tudo isso um pouco, gosto de impressionar as pessoas, odeio ser previsível.

Para encerrar… o que ainda vem por aí este ano? Muita música, muito clipe, muita arte! Começo o ano com a minha primeira música solo, que estava programada pra sair em uns seis meses, então não posso prometer que o eu diga hoje, acontecerá amanhã (risos) mudo de ideia fácil e gosto de me surpreender, me colocar à prova, sair da zona de conforto. Temos um planejamento a longo prazo mas muitas coisas podem acontecer, mas tenham certeza de: muita música virá! 

Fotos Johnny Moraes

Stylist Murilo Rangel

Estúdio Leftel Studio

Assessoria Ari Prensa