Bruno Ferrari está de volta às novelas na pele do empresário Rafael, um homem cheio de manias, em “Salve-se Quem Puder”. Talentoso e versátil, o ator, que completou 21 anos de carreira, não para. Inquieto por natureza, como ele mesmo se define, sabe dividir bem o seu tempo entre a TV e o papel de pai do filho Antonio, fruto do seu casamento com a atriz Paloma Duarte. Hoje, aos 37 anos, também tem descoberto o prazer de trabalhar em séries de TV. Recentemente, Bruno participou de “Impuros” (Fox) e “Matches” (Warner). Nesse segundo papo que tivemos com o ator, ainda descobrimos que ele também gosta de obras e acompanha política pela internet. Bem, para saber mais, só lendo a entrevista completa.

Bruno, parece que seu personagem Rafael em “Salve-se Quem Puder” era o prenúncio do que vinha por aí com sua mania de limpeza. Como é isso pra você na vida real? Me faz pensar no descaso com que o governo trata as pessoas. É nessas horas que a gente percebe o que falta. A necessidade de saneamento básico adequado, a ciência, o SUS e tantas outras coisas que são sucateadas no nosso país em prol dos bancos e das famílias biliardárias do país.


Tem se divertido com ele? Como foi o processo de criação desse personagem? Sim, muito. Tivemos algumas leituras de mesa para nos alinharmos e entendermos o que a direção queria. E ainda temos a nossa preparadora Rosela. Mas, independentemente disso, o processo é diário. Novela é uma obra aberta e, a cada capítulo, você entende melhor o personagem.

A novela parece ser pura diversão para quem está na frente das câmeras. O que você mais gosta nisso tudo? Sim, e é! O que eu mais gosto é poder encontrar as antigas parcerias e fazer novas. Adoro isso no meu trabalho!

Você já fez 21 anos de carreira. Que momentos especiais você destacaria ao longo desse tempo? Fica difícil destacar, mas acredito que “Cidadão Brasileiro” e “Liberdade, Liberdade” foram dois momentos especiais pra mim.

Existe alguém com quem você nunca trabalhou e que gostaria de ainda poder trabalhar? Sinceramente, não sei responder essa pergunta. Tem tantos atores, diretores e autores incríveis… Tanta gente interessante, que você vê e esbarra todo dia, que fica muito difícil dizer só um ou dois nomes. São muitos!

Qual maior desafio você já passou por conta da profissão? E o que seria uma superação para você? Tenho muito respeito pela minha profissão. Quando vejo algo que me comove ou me faz rir, entendo porque a escolhi. Me sinto sempre desafiado, sempre acho que poderia mais. Acredito que o mais difícil da profissão é não ter algo concreto, um ponto final. Isso me angustia e me desafia.

Depois de “Tempo de Amar” você chegou a participar de seriados como “Impuros” (Fox) e “Matches” (Warner). Como foram essas participações? Gosta de seriados? Foram ótimas. “Impuros” é uma série que está tendo uma repercussão muito grande. As séries estão se tornado uma tendência do mercado. O Brasil tem produzido com muita qualidade. Quero me aproximar cada vez mais desse formato.

Com as gravações da novela suspensas, como você irá ocupar o seu tempo na quarentena? Eu gosto de fazer obras. Sempre invento alguma coisa pra fazer em casa. No momento, eu mesmo estou terminado de fazer umas placas de cimento no jardim.


Falando nisso, nas horas vagas o que gosta ler, ver e ouvir? Tenho ouvido mais música no carro, ou seja, não muito. Mas adoro música. Também estou lendo a biografia do Nelson Mandela e recomendo. Adoro filmes de todos os gêneros.

Em nosso entrevista de 2017 você tinha acabado de ser pai. Hoje, três anos depois, como é a sua rotina? Por conta do meu filho, virei um pessoa diurna. Acordo cedo com prazer! Eu e Paloma estabelecemos uma rotina para o Tonio e nos revezamos para mantê-la. Já a nossa, não existe por conta do trabalho.

Ser pai é o seu maior papel? Que tipo de pai você descobriu que é? Não sei, só quem está em volta pode fazer esse julgamento, mas descobri que tenho mais amor dentro de mim do que imaginava.

Você e Paloma passam a ideia de ser um casal tranquilo e parceiro. Como manter isso? Quais as dificuldades mais comuns em um casamento? Não diria tranquilos, mas parceiros. Até porque, somos inquietos por natureza. Acredito que o maior problema entre os casais é não falar, guardar e reprimir os sentimentos. Nós falamos tudo, tudo que pensamos e sentimos, mesma que doa na hora.

Como vocês se dividem nas atividades de casa? Essa cumplicidade traz esse equilíbrio? Nos dividimos bem. E sim, traz muito equilíbrio.

E quando tem um tempo só pra você, o que te distrai? É mais do dia ou da noite? Hoje, sou mais do dia. Me distraio, por incrível que pareça, assistindo vídeos sobre política na internet. Assisto muito o Ciro, um dos poucos que me faz entender melhor a política.

Qual seu maior pecado? Ultimamente, tem sido chocolate.

Pra relaxar… Paloma