Uma pesquisa feita pela Social Miner, empresa que une dados de consumo, tecnologia e humanização para ajudar sites a otimizarem seus resultados, em parceria com o Opinion Box, mostra que 57,6% pretendem celebrar o Dia dos Pais, e 21,5% ainda estão na dúvida sobre comemorar ou não. “Uma curiosidade é que, dentre os respondentes das classes A e B 66,5% pretendem celebrar a cada, contra apenas 55,8% dos respondentes das classes C, D e E”. São números altos que, para a Social Miner não refletem só a flexibilização do isolamento, mas sim o grande engajamento que foi possível notar desde o Dia das Mães e o Dia dos Namorados.

Entre os respondentes, apenas, 35,9% moram com os pais, e 64,1% não. Devido ao coronavírus, e em alguns casos pela dificuldade de acesso, 23,7% devem fazer uma chamada de vídeo no dia 9 de agosto, 20,7% estão dispostos a visitar os pais – número mais elevado que no Dia das Mães, quando apenas 13,4% pretendiam vê-las pessoalmente -, e entre aqueles que não pretendem celebrar a data, 8,8% ainda não querem arriscar um encontro com a família, mesmo com a flexibilização do isolamento.

Quando o assunto é intenção de compra, as expectativas para essa importante data comercial são as melhores possíveis, especialmente para os e-commerces. 47,8% dos consumidores engajados com a data disseram que vão adquirir presentes através de canais digitais – sendo 30,1% em e-commerces, e 17,7% nas redes sociais da marca (Instagram, Facebook e, especialmente, Whatsapp). Porém, 32,6% afirmaram que podem desistir da compra se os prazos de entrega forem ruins. A falta de ofertas, tanto em relação ao frete quanto aos produtos, também está entre os motivos de desengajamento.

Para termos uma ideia de como houve um aumento da relevância desses quesitos – boas taxa e prazos de entrega – na hora da compra de Dia dos Pais, analisemos o comparativo abaixo que mostra que em 2019, 6,8% se atentaram a taxas e 4,3% prazos de entrega, enquanto neste ano, 24% levarão em conta o valor do frete e 18,5% o tempo de entrega:

As facilidades e mais opções de pagamento, e as boas políticas de troca também são decisivos para que as pessoas efetuem suas compras. Mas, como pudemos observar no gráfico, o preço continua sendo o fator mais importante para o consumidor, ainda mais neste ano no qual 40,9% do público vai considerar o valor dos produtos, contra 14,7% no ano passado. Neste ano, o valor investido por 59,7% dos consumidores de ficar entre R﹩50 e R﹩200.

48,2% dos potenciais compradores busca por ofertas nos próprios sites das lojas, 39,6% via sites de busca (como Google e Bing), 29,8% através de comparadores de preços, e 27,8% dos casos pelas redes sociais. Vale destacarmos também os aplicativos como canal de pesquisa em ascensão. No guia de consumo pós-covid19 eles já sinalizavam ser fonte de busca de ofertas para 38,7% dos consumidores. Agora, no dia dos pais, os apps devem representar 34,6%, como podemos ver abaixo:

Entre os itens que devem estar entre os mais procurados pelos consumidores estão, moda e acessórios (46,9%), e eletrônicos e informática (28,6%):

É importante os comerciantes ficarem atentos a esses comportamento de consumo que mostramos, porque os consumidores já estão de olho nas ofertas, 47,3% deles já estão à procura de ofertas, e 52,7% devem iniciar as pesquisas em breve: