Afinidade com o mundo animal e o desejo de fazer algo maior pela causa ambiental fizeram o pernambucano André Maia ir a fundo em seu curso de Biologia e, posteriormente, conseguir o título de Gestor Ambiental. Hoje, André é um grande incentivador da mudança de comportamento das novas gerações, quando ele costuma visitar escolas e universidades, ensinando um pouco sobre vida animal, ecossistema e preservação ambiental. “Quando comecei na biologia eu já gostava de animais. Porém, não tinha noção da “grandiosidade” do tráfico de animais silvestres. Esse é o 3° mercado clandestino mais lucrativo do mundo, perdendo apenas do tráfico de drogas (1° lugar) e em seguida do tráfico de armas (2° lugar)”, comenta André. Foi a partir disso que ele começou seu trabalho para combater o tráfico de animais silvestres. Hoje em dia, André e sua equipe trabalham a educação ambiental com crianças e adolescentes com a finalidade de reverter, a longo prazo, a situação do tráfico de animais silvestres. Para ele a ideia principal é plantar sementes nessa nova geração, como o jovem João Vitor (abaixo) de 12 anos, para quem sabe, no futuro, os novos adultos que passaram por essas experiências, e seus próprios filhos, sejam cidadãos ecologicamente mais conscientes. 

AÇÃO NAS ESCOLAS

“Eu acredito muito num ditado que sempre falo em minhas palestras – “o que não conheço, eu temo. O que eu temo, eu mato”. Por isso, é preciso conhecer para preservar! Então, se você consegue mostrar para os alunos a importância de cada animal para o ecossistema, você estará ajudando de forma significativa nossa fauna e nossa flora, principalmente hoje em dia quando estamos passando por vários impactos ambientais antrópicos. Como por exemplo: fogo na Amazônia, fogo no pantanal, petróleo no litoral brasileiro, principalmente o nordestino.”

RESGATE DE ANIMAIS

“O resgate de animais silvestres é um trabalho voluntário (social). Um dia precisei que algum órgão ambiental ou polícia ambiental viesse na minha casa resgatar uma coruja. Ai descobri que são pouquíssimo órgãos que fazem esse trâmite. Além de ser pouco, a demanda de animais que necessitam de resgate é altíssima. Então, foi na CPRH e consegui fechar uma parceria entre este órgão e o trilogiabio. Com isso, surgiu nosso trabalho social no resgate de animais silvestres. Resgatamos em média 10 animais por semana”.

SANTUÁRIOS

Mesmo com o adiamento dos santuários, a CPRH nos confiou de forma depositária (fiel depositário), alguns animais oriundos do tráfico de animais silvestres. Para 2021 estamos querendo montar um santuário de animais mutilados. Pois no CETAS (centro de triagem de animais silvestres) da CPRH, não praticam a eutanásia de animais mutilados. A CPRH que nos confiou de forma depositária (fiel depositário) alguns animais oriundos do tráfico de animais silvestres. Ex: 2 tucanos, 1 água chilena e 2 araras canide. Que mesmo sem conseguir voar, vivem em recintos grandes que permitem as atividades similares ao que acontece na natureza.

Então, existe uma super população de animais mutilados ou inaptos a serem soltos. Por isso, a ideia de um santuário de animais mutilados e inaptos, para que as escolas possam visitar e assim conseguirmos atuar de forma profilatica no combate ao tráfico e maus tratos contra animais silvestres.

Como as pessoas podem ajudar ou combater os maus tratos? Sempre denunciando na ouvidoria da CPRH fone: 81. 3182.8800 oi pelo e-mail: ouvidoria@ouvidouria.pe.gov.br