Alto astral e simpatia definem bem nosso homem da capa. Felipe Roque está de volta à MENSCH cheio de empolgação com a retomada de seus projetos para este ano. Dentre eles o Rei de Ur, Ibbi-Sim, na novela “Gênesis” que em breve ele começa a gravar. Esse quase engenheiro civil descobriu através do teatro que seu coração batia mais forte. Entre humor e drama Felipe segue se desafiando como ator. E nas horas vagas, sol e sal para recarregar as baterias desse cara de bem com a vida e sangue bom.

Felipe, como está a expectativa para começar a gravar como Ibbi Sin, seu próximo papel na TV em “Gênesis”? Estou louco para começar!Estamos nos preparando desde o ano passado, final de 2019. E a preparação está sendo maravilhosa e não posso deixar de agradecer ao nosso diretor geral Edgard Miranda, ao autor Emilio Boechat, ao cuidado e carinho da minha preparadora Fernanda Guimarães, a minha fono Rose Gonçalves e a toda equipe de dublagem responsável pelas aulas de biga, cavalo, espada e luta. 

Esse é seu segundo papel em novela bíblica, o primeiro foi Caius em “Jesus” (ambos da Record) não é isso? Como é participar de histórias bíblicas? Eu adorei fazer parte da novela Jesus, e estou amando fazer parte do elenco de “Gênesis”. Um grande privilégio poder ajudar a dar vida para o livro mais antigo e mais replicado da humanidade.

Indo para outro lado, você também tem uma veia cômica. Suas participações em programas como “Vai Que Cola”, “Tô de Graça” e no filme “Os Farofeiros” são ótimas provas disso. Como foi participar desses projetos e lidar com humor? Eu venho do teatro, e todas as peças que eu fiz profissionalmente eram comédias, eu amo estar nesse ambiente leve e descontraído de comédia. Acho que esses personagens no cinema são frutos dessa semente no teatro.

Como ator você deve ser versátil indo do drama ao humor numa boa. Mas qual gênero você se sente mais confortável (até agora)? Se eu pudesse escolher eu gostaria de sempre estar alternando, entre personagens mais cômicos e os mais dramáticos.

E quando você escolhe assistir algo, seja na TV, cinema ou teatro, o que prefere? Eu amo teatro. Mas atualmente, o que mais eu tenho consumido são as séries, em diversas plataformas digitais.

Você é muito crítico consigo mesmo? Eu não me contento em estar na minha zona de conforto e sempre dou o melhor de mim, acho que isso é um SIM. (risos)

Quando se sente mais desafiado? Qual seu maior desafio até agora? Cada personagem novo é um desafio maravilhoso, um novo mundo que a gente mergulha. Meu maior desafio até hoje, está sendo meu próximo personagem, o Rei de Ur, Ibbi-Sim. Rei da Suméria, mais ou menos 2050 A.C.

Você parece ser um cara de bem com a vida, boa praça. É isso mesmo? Eu sou, faço questão de espalhar amor e empatia.

O que curte para relaxar e recarregar as baterias? Sal e Sol. 

E como foi o período de isolamento social? Como lidou com isso e como ocupou o tempo? Foi um período muito difícil, principalmente no primeiro momento. Conforme fomos entendendo e aceitando tudo que estava acontecendo no mundo acho que foi bom, foi um ótimo momento para sair de uma rotina corrida para olhar para dentro de si. Eu acabei me conhecendo melhor e até me realinhando com meus sonhos e objetivos de vida.

Que outra atividade você faria para se realizar profissionalmente se não fosse ator? Qual o “plano B”? Eu fiz engenharia civil na UFRJ até o oitavo período. Depois fiz vestibular novamente e levei todas as matéria pro CEFET RJ em engenharia de produção, mas acabei largando o período quando comecei a fazer o making of do filme “Infância”, do Domingos Oliveira, e não voltei mais quando percebi que eu aprenderia muito mais sobre o que me interessava através desse gigante do cinema brasileiro. Fizemos alguns curtas e assinei o “BR716”, vencedor de 4 Quiquitos e muito premiado, como diretor de fotografia junto com meu sócio Lucca Pougy. Então respondendo, engenheiro e/ou fotografo.

Qual sua ligação e valor de família e amigos? Se considera um cara sortudo neste aspecto? Muito, eu tenho uma família que me apoia incondicionalmente. Meus pais começaram a namorar no aniversário de 15 anos do meu pai e sempre fizeram de tudo pra eu ser feliz. Meus avós, tios e primos são uma benção na minha vida. Agradeço todo dia. E os amigos são a família que a gente escolhe, e os meus são muito especiais.

Quem são seus ídolos? Eu amo e admiro diversos artistas. Pessoas que me inspiram e me acrescentam com sua obra. Mas sou contra qualquer tipo de fanatismo. Tenho cuidado com a idolatria.

Se fosse escolher um pecado que é o seu fraco, qual seria? Gula, adoro comer besteiras!

Em matéria de estilo qual o seu? Que peça de roupa não pode faltar no seu guarda-roupa? Calca jeans e blusa lisa. Preta, branca e cinza.

Quais os planos para essa reta final de ano? (trabalho e vida pessoal) Trabalhar bastante, terminar de gravar “Gênesis” e mergulhar de cabeça nos próximos projetos!

Fotos Guilherme Lima

Styling Samantha Szczerb

Agradecimentos: Amil Confecções, King & Joe, By Segheto e Hermes Inocencio