Não é segredo para ninguém o quanto a pandemia acelerou tendências e transformou comportamentos, inclusive no vestir. Ambientes corporativos que, até então, eram marcados por trajes sociais sérios, como terno e gravata, estão cada vez mais flexíveis e abertos ao novo.

“O longo tempo de home-office ressignificou a forma como as pessoas se vestem para trabalhar. As empresas e escritórios entenderam esses movimentos e estão mais receptivos à ideia de que a capacidade profissional não está, necessariamente, atrelada à roupa”, analisa o diretor de marketing e estilo da Urbô, Matheus Menezes.

Casacos, calças confortáveis e camisetas básicas se tornaram as peças queridinhas de diversos profissionais, como o advogado Arthur Thomazi, sócio do CCT Advogados. Pelo menos, duas vezes por semana, ele deixa de lado a seriedade dos ternos e vai trabalhar com peças mais confortáveis.

“A liberdade de poder trabalhar com a roupa que quero, reflete na dinâmica do nosso escritório, que tem como marca registrada uma advocacia jovem, moderna e ágil, rompendo com o tradicionalismo e a velha advocacia. Além do conforto, posso chegar tranquilamente em outros ambientes pós-trabalho, sem a formalidade que indica o terno e gravata”, pontua.

Thomazi (foto ao lado) reforça ainda que o uso de roupas mais casuais não interfere na qualidade do relacionamento e confiança de seus clientes. “Claro que em algumas situações o uso de roupas mais sociais ainda é imprescindível. Mas para a convivência diária com os clientes e colaboradores, não percebo mudança de comportamento. Inclusive, muitas vezes, eles se sentem até mais confortáveis por eu estar usando algo semelhante a eles. Isso cria uma aproximação e quebra a barreira que o terno e gravata criam”, avalia.

DICAS PARA RENOVAR A “ROUPA DE TRABALHAR”

Na década de 1990, o termo casual friday foi popularizado. Ele diz respeito ao dia da semana em que as roupas mais formais no ambiente de trabalho são trocadas por peças mais confortáveis e despojadas. Mas com o evoluir das décadas e a reinvenção das formas de trabalho, o movimento foi ampliado para, praticamente, toda a semana. As empresas de tecnologia, em especial as startups e os bancos digitais, contribuíram para essa mudança.

Se a sua empresa permite o uso de looks mais casuais, mas ainda pede um pouquinho de seriedade, confira as dicas de Matheus Menezes para adaptar a roupa de trabalhar:

·         “Casacos e jaquetas são excelentes para serem usados como terceira peça. Além de complementar o look, elas dão um ar propositalmente despojado”.

·         “Escolha, preferencialmente, roupas em cores neutras. Além de fácil combinação, elas se adaptam facilmente a todo ambiente”

·         “A boa e velha camiseta básica de algodão é excelente. Opte por peças com tecido  de toque macio como algodão pima e egypt. São tecidos que facilitam a transpiração e também confortáveis”. ·         

. “Se quiser usar jeans, opte por aqueles com pouca lavagem e em tonalidades mais escuras. Eles são fáceis de combinar com ternos e, até mesmo, outra peça jeans”.