Cria da TV, Lívia Andrade desde muito nova, aos 13 anos, já lidava com câmeras, holofotes e julgamentos. Até porque mulher bonita e gostosa era vagaba ou burra. Participando de programas de TV de gosto duvidoso como ajudante de palco, Lívia foi se virando (e suportando) como podia. Fazendo do limão uma limonada para ao longo da sua trajetória mostrar do que é capaz. E seu momento chegou. Os tais 15 minutos de fama da bela duraram, e duram até hoje. Para se ter ideia, Lívia já trabalhou em novelas, apresentou programa de rádio e já comandou seu próprio programa de TV (a vida dá voltas!). Hoje reina absoluta nas redes sociais onde lida com contratos com grandes marcas, mostra um pouco da sua rotina e claro, de vez em quando vai lá pro julgamento popular da internet. Mas Lívia tira de letra, passa por cima de tudo isso e segue sua jornada de sucesso. Não é à toa que possui quase 10 milhões de seguidores, acaba de lançar sua própria marca de roupas e se prepara para novos desafios. Ninguém segura esse mulherão! 

Lívia, desde sua 1a aparição na TV, isso no programa Fantasia em 1997, até hoje muita coisa aconteceu. O que destacaria como mais importante e divisor de águas na sua carreira até aqui? Acho que foi no “Jogo dos Pontinhos”, no programa Silvio Santos, onde tive mais espaço e destaque na televisão, por ser um programa aos domingos em horário nobre ao lado do maior comunicador do Brasil. Isso mudou tudo!!!

Conta um pouco de como foi esse início na TV, do quadro no Jogo dos Pontinhos (SBT), passando por Carrosel e Fantasia. Algum preconceito por ser bonita? Comecei trabalhar na TV aos 13 anos no programa “Fantasia” também no SBT. Lembro que na escola eu era motivo de chacota, mas o que sempre me importou era ganhar e guardar meu dinheiro. Sempre procurei estudar e me preparar para aproveitar as oportunidades no meio artístico. E elas vieram. No SBT, eu fiz de tudo um pouco, novelas, programas humorísticos como A Praça é Nossa, gravei temas para as novelas, apresentei programas, etc… Foi um longo caminho. Sofri por ser mulher, sofri por ser independente, sofri por não participar de panelinhas. Preconceito não seria a palavra correta pra definir isso. Todo mundo sofre por alguma coisa, a vida não é fácil e as pessoas não ajudam. Quando comecei, a mulher bonita não tinha espaço para papeis engraçados por exemplo, tinha que fazer sempre o papel da “bonita” da “gostosa”, essa era a vaga. Encarei isso como um começo, uma oportunidade para mostrar que tinha competência para realizar muito mais.

Trabalhar em programas populares na TV de certa forma te deixou mais atenta em como lidar com o público hoje em dia com as redes sociais? Com certeza sim. Lido com julgamentos desde os meus 12 anos quando já trabalhava como modelo. Fui crescendo e aprendendo que o mundo é cruel e que eu precisava proteger a minha intimidade e as pessoas que amo. Que eu tinha quase que uma obrigação de saber lidar com essa situação porque no final do mês eu recebia o meu salário, então eu tinha o ônus e o bônus. Mas pessoas que convivem comigo não, então aprendi que minha vida pessoal deveria ser preservada. As coisas pioraram muito de um tempo pra cá, deixou de ser uma simples opinião ou uma crítica, hoje determinados tipos de assédio e abordagens são considerados crimes.

Você é uma mulher multimídia, da TV à rádio e internet. Comunicação é com você mesma. É isso? Como se vê no meio disso tudo? Acho que é o forte do meu signo, sou geminiana (risos). Gosto de fazer várias coisas ao mesmo tempo; junto com a TV eu apresentava programa de rádio, também fiz teatro, não só para me comunicar com as pessoas mas também para investir o máximo de dinheiro possível e também para tentar uma oportunidade melhor de trabalho. Eu cresci ouvindo as pessoas me dizendo que a carreira na TV era curta, principalmente pra mulher. Então tratei de assumir o máximo de compromisso de trabalho possível. Foi tipo aproveitando enquanto é tempo. 

Além de que você ao longo do tempo se mostrou uma mulher versátil e antenada nas oportunidades. O que mais te encanta nisso tudo e o que ainda falta conquistar? Pobre não tem opção, precisa ser versátil, tem que ser pau pra toda obra, tem que ser criativo. A única opção é se virar. Então, eu sempre aproveitei as oportunidades de trabalho para que aos 30 anos eu conseguisse ter minha estabilidade, essa era minha meta. Hoje, a meta é ser feliz, hoje eu posso escolher os meus trabalhos, o que eu quero e o que eu não quero fazer. Posso seguir um ritmo mais tranquilo.

Hoje em dia você tem quase 10 milhões de seguidores no instagram. A que se deve esse sucesso? Qual o ônus e o bônus disso tudo? Isso é fruto de um longo trabalho na mídia, anos entrando na casa das pessoas. As redes sociais nos aproximou ainda mais. Sempre fui muito verdadeira e muito direta, sem frescuras, acho que as pessoas gostam de pessoas de autenticas. 

E como é lidar com o tribunal da internet e seus milhões de juízes? Às vezes dá vontade de mandar tudo pro inferno? Pra não dizer outro lugar. (risos) Cada vez mais difícil. Mas aí eu penso, minha mãe me ensinou a não pegar nada de estranhos, então porque eu vou pegar a opinião de estranhos??? Tento trabalhar o meu psicológico todos os dias para não permitir que pessoas que não conhecem a minha vida e minha história me atrapalhem na minha rotina. Os juízes deveriam ter a mesma disposição pra resolver os casos de suas próprias vidas onde tem conhecimento de causa. Hoje o povo tem preguiça de pensar e de pesquisar sobre a veracidade das notícias, dá muito trabalho.

Recentemente você foi envolvida em uma polêmica nas redes. Já está calejada em como lidar com isso? Qual o melhor caminho? Sim, mas dessa vez foi um ataque orquestrado, bem planejado. Virou comércio, as pessoas pagam em dinheiro ou trocam por produtos, é complicado. Você lê uma mentira em várias redes sociais ao mesmo tempo, nem perde tempo pensando se é ou não verdade. Então quer dizer que se estão postando é porque é verdade né? Triste realidade das redes sociais. O engajamento é a nova droga do século, as pessoas experimentam a sensação, ficam viciadas, depois querem mais e mais, fazendo o que for preciso para conseguir. Criam situações, inventam histórias, choram, expõe tudo e mais um pouco. Quanto mais você entrega o conteúdo, os sedentos alienados são alimentados por isso exigindo cada vez mais que você entregue o que eles querem. Vira um ciclo vicioso cheio de sentimentos ruins. Porque o bom, o normal, o bonito, ninguém tá tão interessado, pois não dá engajamento. É importante saber como funciona, identificar esses padrões e fazer um limpa. Viva mais a vida real e menos a vida virtual, é importante se policiar, ver o quanto fica preso e o quanto isso te faz sofrer, tente equilibrar ou vai pirar. 

Como você separa o que é público do que é privado? O que é trabalho por exemplo pra mim sempre foi público, minha vida em casa é privada.

Lívia, quem lembra de você da época da Playboy e hoje em dia percebe que você só ficou ainda mais linda. Como pode isso? O que faz pra se manter tão bem? Sempre tive uma vida saudável, tenho um médico excelente que acompanha minha saúde, Dr. Gabriel Almeida, e uma excelente dermatologista Dr. Katia Volpe. O menos é mais, prefiro sempre coisas naturais que dão efeito à longo prazo. Mas o que faz bem mesmo, é você deitar e dormir em paz, isso rejuvenesce. 

Um detalhe importante, quem acompanha você nas redes sociais vê que você não aderiu ao estilo bombada e muito musculosa. Seu corpo é lindo e com um aspecto bem natural. Como você enxerga isso? Qual o limite da vaidade? Cada um veio pra terra com um corpo, cada um faz o que quer com ele, beleza é algo muito relativo. Desde de que não prejudique a saúde, se é pra ser feliz e trazer bem estar tudo é válido. 

Recentemente você saiu da TV para alçar novos voos, como por exemplo lançar sua própria marca de roupas. Como foi esse processo de criação e como andam os projetos para sua marca? Tenho um amigo há mais de 10 anos que trabalha com isso, era algo que a gente sempre falava mas eu não tinha tempo pra nada. Gosto de roupas versáteis, acho que a mulher moderna e independente faz mil coisas ao mesmo tempo. Uma roupa confortável, que você consegue usar em várias ocasiões só trocando os acessórios. A mulher de hoje em dia tá sempre correndo cheia de compromissos fora e dentro de casa. Então pensei em conforto, praticidade e beleza. 

E nos conta como foi participar do programa do Porchat? Muita história boa pra contar? Vishiiiii… foi quase uma terapia. Eu não contava isso pra ninguém pois morria de vergonha, resolvi contar pra todo mundo de uma vez. Foi muito tenso mas libertador (risos).

Na hora de relaxar o que faz sua cabeça? Onde recarrega as baterias? A natureza, pé no chão, areia, mar e amar. 

Por fim, o que vem por aí? Quais os próximos passos? Nunca fui de falar antes de hora e nem de fazer muitos planos. Eu continuo aproveitando as oportunidades que vão chegando e deixo a vida me levar. Nunca deu errado assim.

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