Já imaginou encontrar uma pessoa igual a você por aí? Um sósia! Pois saiba que isso é muito mais comum do que possa parecer. O fotógrafo canadense François Brunelle conseguiu reunir mais de 250 pessoas absolutamente estranhas, sem qualquer laço sanguíneo, com uma semelhança muito grande, às vezes, dando a impressão de que são gêmeos, mas na verdade são apenas sósias. Aliás, essa é a regra básica do projeto: registrar duas pessoas muito parecidas, mas que não tenham qualquer parentesco entre si. De tão curioso, o projeto de Brunelle acabou ganhando visibilidade mundial e em breve um livro e uma exposição.

Nascido em Sherbrooke, Canadá, descobriu a fotografia através dos trabalhos de André de Dienes e Richard Avedon, dois fotógrafos que olham o mundo com grande sinceridade e autenticidade. Ele escreveu um livro intitulado The 7 Essential Tools for the Creative Photographer publicado pela Éditions du Trait.

Fascinado com o rosto humano desde 1968, ele começou a fazer os retratos bem antes de pensar em lançar a série. “Minhas primeiras fotos foram simplesmente de pessoas próximas que eu conhecia e que eram parecidas. Então, quando a mídia divulgou meu projeto, mais pessoas se apresentaram para participar dos ensaios”, contou Brunelle. Daí em 1999 deu início a seu projeto batizado de “I’m not a look-alike!” (“Eu não sou parecido!”, em tradução literal), com cerca de 100 retratos já feitos – a meta é chegar a 200.

Brunelle tem um site (francoisbrunelle.com) em que os interessados em ser retratados podem enviar um e-mail com os dados pessoais e o contato da pessoa com quem é parecida. Os assistentes de François se encarregarão de fazer o contato com ambos e organizar o encontro para que o retrato seja feito. A participação não é remunerada – os fotografados recebem uma foto impressa, apenas. O objetivo é que, quando o número desejado de retratos for atingido (200), François faça um livro.

As fotos são sempre feitas em P&B para evitar distrações referentes ao cenário, às roupas ou à cor de pele e cabelo das pessoas fotografadas. Depois que concluir esse projeto (sem data para terminar), que inclui um livro e uma exposição prevista para rodar por vários países, François quer fotografar crianças de várias partes do mundo. Os detalhes ainda não estão bem definidos, pois por enquanto é bem mais pra frente.