A Bugatti vem construindo alguns dos maiores automóveis do mundo há mais de um século, intermitentemente, com as últimas duas décadas representando uma evolução contínua do Veyron, que possivelmente maximizou o gênero do supercarro e inaugurou a era do hipercarro quando estreou em 2005. As coisas evoluíram muito desde então e, no ano passado, o sucessor Quíron quebrou a barreira dos 480 quilômetros por hora. Se houver alguma crítica que possa ser feita à Bugatti, além da opulência obscena de sua crescente linha, os vários modelos tendem a serem bem pesados. Mas agora, Bugatti revelou o hipercarro Bolide elegante, que foi projetado por Nils Sajonz de 27 anos, ex-estagiário da empresa, que acaba de ser promovido a Chefe de Projetos Especiais da empresa francesa.

Quem olha assim não parece que Sajonz teve que gastar muito tempo fazendo testes antes de fazer algum “trabalho de verdade”, porque antes desse projeto com o Bolide, o jovem designer já havia caprichado bastante no seu currículo, tendo dedo dele em outros projetos como na Divo, La Voiture Noire one-off e no Centodieci. Mesmo fora do horário de trabalho, Sajonz parece viver e respirar a Bugatti. Para se ter ideia sua conclusão de tese universitária foi sobre um “estudo de design da Bugatti para corrida autônoma”. Além do mais, o Bolide definitivamente não será a última edição especial do Bugatti em que ele trabalhará desde que foi recentemente promovido a Chefe de Projetos Especiais da Bugatti Design. Ao contrário do GT, o Bolide foi desenvolvido de acordo com regras do mundo real, segundo as regulações da Federação Internacional do Automobilismo (FIA).

“Trabalhar para projetar o Bugatti Bolide foi uma experiência fenomenal”, disse Sajonz. “O Bolide é uma manifestação de expressão da nossa equipe de design. Reconhecemos que um hiperesportivo focado na pista representa o melhor próximo passo para a Bugatti, e o Bolide incorpora um excelente exemplo de nossos princípios de design. É extremo, é radical e é contemporâneo, tudo o que a Bugatti representa. Bugatti nunca para e estamos sempre em busca dos próximos objetivos estimulantes.”

“A Bugatti é uma das marcas com a história mais rica na indústria automotiva, e eu analisei 110 anos de corridas, desenvolvimento de carros e carroçarias. Eu me inspirei nos carros vencedores da Le Mans e no Type 35, um dos carros de mais sucesso em motorsport com mais de 2.000l vitórias. A maior inspiração veio da nossa própria história, do nosso legado em corridas e soluções aéreas. Também analisamos os avanços tecnológicos em corridas, Fórmula 1 e os protótipos da Le Mans e como poderíamos implementar tudo isso em nosso carro”, declarou Sajonz à revista Forbes. O hiperesportivo tem 4,76 m de comprimento e “apenas” 1,3 tonelada, o Bolide é a ideia da Bugatti de um carro de corrida leve – um Bugatti GT3 RS, se é que isso existe. Se não é pouco na balança, graças ao motor W16 8.0 de 1.850 cv – a relação peso/potência é de 0,67 kg/cv – e 118,6 kgfm, consegue superar os 500 km/h para a velocidade máxima. A empresa diz que oferece desempenho “semelhante ao de um carro de Fórmula 1” e atingirá uma velocidade máxima “bem acima” de 310 mph. Os engenheiros da marca conseguiram criar um modelo que acelera de 0 a 500 km/h em 20,1 s. Mais que isso, o novo Bolide precisaria de apenas 3m07,1 s para completar uma volta em La Serthe, Le Mans, ou 5m23,1s no circuito de Nordschleife.