Desde quando foi anunciada ano passado a volta do supercarro Spyker C8 Preliator, o mercado automobilístico aguarda ansioso por sua chegada. A previsão é de lançamento de três novos modelos, a partir de 2021. O regresso só foi possível através de uma parceria com os russos da BR Engineering e SMP Racing, ligados ao mercado de carros, cujo dono é o oligarca russo Boris Rotenberg, e com a firma de design e de marketing Milan Morady, que pertence a Michail Pessis, um sócio de Rotenberg.

A marca holandesa promete para já uma gama formada por dois supercarros, o C8 Preliator (na imagem o concept de 2017), que será a primeira aposta, o B6 Venator (cujo protótipo foi apresentado em 2013), e um SUV híbrido de alto desempenho, o D8 Peking-to-Paris (baseado no D12 concept). O C8 Preliator será um supercarro para concorrer com a Aston Martin com motor V8 5.0 naturalmente aspirado de origem Koenigsegg. O concept anunciava 0-100 km/h em 3,7 segundos e uma velocidade máxima de 323 km/h.

“Não pode haver dúvidas de que a Spyker passou por alguns anos muito difíceis desde o fim da Saab Automobile AB, em 2011”, disse a Spyker em comunicado. “Com esta nova parceria, aqueles dias definitivamente acabaram e a Spyker vai tornar-se num importante player no segmento de supercarros.”

A Spyker confirmou ainda que terá um departamento de pós-venda e uma nova fábrica na Alemanha. E aprevisão é que para este ano, seja inaugurado um concessionário no Mónaco, e depois vários no resto do mundo.

Vale lembrar que a Spyker (que até hoje produziu apenas 265 carros desde a sua criação em 1999) debateu-se com dificuldades financeiras, que levariam à bancarrota, depois de ter comprado a Saab à GM em 2010. Em 2015 ainda voltou à atividade, mas mantiveram-se os problemas de liquidez para investir no desenvolvimento de novos produtos.