Por Vanessa Oliver

Com 25 anos no mercado e presença em quase todo o Brasil, a Itaguary é uma empresa sólida e pronta para o futuro com soluções logísticas que se destacam, devido ao seu elevado índice de performance de entregas, oferecendo serviço de porta a porta e, transportando desde pequenos volumes, até grandes tonelagens. Com seu nome forte, de um rio largo e caudaloso que corta o oeste da Bahia, terra dos avós e do grande idealizador da transportadora e pai de Neemias França Ferreira e Suzane França Ferreira, o Algemiro Ferreira da Silva, a Itaguary foi o pontapé para o recomeço da vida de um pai que encontrou nos filhos o apoio que precisava.

Para começar, foi idealizado um plano de negócios focado em pontos que tocavam em diferenciais competitivos e inovações, qualidade com a fé no futuro, e a vontade de trabalhar bastante desta família. “A gente sempre espera que o início de um negócio seja um pouco mais tranquilo do que as pessoas contam, mas não é. Tivemos muitos dias sem movimento, sofremos tentativa de dumping, dificuldades financeiras importantes, o mercado se abria devagar. Recebíamos as cargas mais difíceis, os transportes que concorrentes não queriam ou não conseguiam fazer. Mas a passos lentos estamos aqui”, comenta Suzane Ferreira, com cargo na empresa. Um divisor de águas aconteceu no momento em que o maior cliente teve uma mudança radical interna e suspendeu os transportes e, consequentemente, o pagamento de suas transações com a Itaguary. Pela primeira vez, a família passou noites em claro, pensando nas estratégias para contornar o problema, que era muito grave. Neste momento, eles começaram a analisar melhor o cenário em que estava inserida a empresa e conseguiram dar a volta por cima, cercando e conquistando cada vez mais uma cartela de clientes respeitáveis. Essa mesma queda aconteceu mais uma vez, mas a Itagary já atinge o mercado de indústria, varejo e o mercado farmacêutico, ramo que exige muitas certificações que poucas empresas possuem.

MUDANÇAS E NOVOS DESAFIOS

Hoje, com uma empresa adulta, Suzane enxerga que muito do que os trouxe até aqui, não os levará adiante. A rapidez das mudanças, as tecnologias disruptivas, a forma de fazer negócios mudou muito em mais de duas décadas. É preciso buscar sempre melhoria contínua, desenvolver capital humano para que as pessoas sejam a diferença por trás dos processos e das estratégias de inovação. No começo da empresa, a internet não tinha tal proporção na vida das pessoas. Na verdade, ela quase não existia, hoje não se imagina o mundo sem ela. “Nossos sistemas são muito eficientes, ágeis, seguros, disponibilizamos informações rápidas e confiáveis em um toque, acessíveis em qualquer lugar, a qualquer hora, assim como relatórios gerenciais que ajudam na tomada de decisão de nossos clientes. Entregamos a eles o que de melhor podemos dar: tempo para se dedicarem ao que só eles podem fazer, deixando toda a logística de seus transportes conosco. Isso é valor”, resume Suzane.  

Trabalhar em uma empresa familiar é outro desafio, mas Suzane afirma que, ao separar emoções e colocar cada vínculo em seu devido lugar e importância, mover-se de acordo com a prioridade de cada momento e lugar, é um caminho a ser seguido. “Desde o início nos tratamos formalmente na empresa e nos comportarmos profissionalmente, independentemente da relação familiar. Temos uma confiança mútua plena, lidamos com as capacitações, competências e pontos de melhorias de cada um, tratamos cada área sem deixar que isso interfira no vínculo afetivo maior de família ou que tire o foco do objetivo empresarial”, explica. Vivemos em um mundo real e não no ideal. Somos muito diferentes no jeito, temperamento e características pessoais. Entretanto temos grande convergência na visão de negócios, expectativas de futuro e de como pretendemos chegar lá. Sim, temos divergências que nos fazem debater longamente, mas invariavelmente contornamos as diferenças e focamos no que é primordial. Volta e meia Isso nos exige abrir mão de posicionamento pessoal em prol da visão comum. Faz parte. Raiva aqui, raiva ali vez ou outra, não apaga o privilégio de caminhar junto com eles, completa Suzana, que então tinha uma proposta para fora do país. Porém, o desafio de iniciar um empreendimento familiar, a oportunidade de apoio e suporte pessoal nesse redirecionamento profissional ao próprio pai, a possibilidade de fazer nascer uma empresa do zero e acompanhar sua evolução e os desafios, falaram mais alto. “A adrenalina de fazer acontecer, a realização pessoal de resolver problemas e reverter eventuais situações difíceis sempre foram grandes motivações. Os relacionamentos profissionais e de amizade com os clientes se solidificaram de tal forma que já se passaram 25 anos e não saí,” falou. Questionada sobre o passado, Suzana afirma que mudaria algumas coisas sim, porque toda história é construída com acertos e erros, não há como ter todas as respostas. Ela explica que algumas decisões poderiam ter sido, talvez, melhor estudadas, implementadas a um custo menor, talvez isto reduzisse a curva de aprendizagem. Sobre o futuro, comenta que enxerga na Itaguary uma empresa forte, diversificada e antenada com o momento e o mercado. “Vivemos todos em contínua construção, cada dia um pouco mais, um pouco melhor. Avançamos muito, mas tem muito mais por vir. Aprendemos e implantamos, refazemos o processo e evoluímos. Temos profunda gratidão pelo passado, e profunda confiança no futuro que virá”, finalizou.