A disfunção erétil (DE) é definida como a incapacidade de iniciar ou manter uma ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória e pode ser considerada um dos maiores receios do homem em relação a sua saúde. Por ser uma doença multifatorial, pode ocorrer em todas as idades, mas torna-se mais comum após os 30 anos.

Segundo pesquisas da Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de metade dos homens com mais de 40 anos apresentam queixas relacionadas à ereção. Estudos norte-americanos mostram uma prevalência de disfunção erétil pelo menos leve em torno de 40% aos 40 anos e de quase 70% aos 70 anos. Os números são parecidos no mundo todo, o que comprova que o problema é mais frequente do que se imagina.

Segundo o Dr. Pedro Andrade, entusiasta da medicina funcional e fundador da Clínica Pedro Andrade, referência em medicina e nutrição de precisão, existem diversos tipos de classificação para a disfunção erétil, com diferentes causas, sendo as principais relacionadas à saúde física e emocional. “Uma das principais diferenças da disfunção erétil psicogênica (emocional) e orgânica (física) é que, no primeiro caso, a dificuldade simplesmente desaparece em certas situações. Por isso, a primeira questão que o médico vai avaliar, é se há queixa sobre as ereções não sexuais, como as masturbatórias ou as ereções noturnas e matinais, que ocorrem normalmente. Se nessas situações estiver tudo bem, é provável que a ansiedade esteja por trás do problema.”

FÍSICO E PSICOLÓGICO

Mais comum a partir dos 30 anos, a disfunção erétil orgânica, envolve uma causa física, que pode estar relacionada a problemas cardiovasculares, metabólicos, neurológicos, hormonais, cirurgias ou uso de certos medicamentos ou substâncias.

Quando não há qualquer problema físico que explique a dificuldade, o que é mais frequente em jovens é o caso da disfunção erétil psicogênica. “O principal responsável por esse tipo de disfunção erétil é a ansiedade e o medo de falhar”, afirma o especialista. Neste caso, o fator psicológico tem uma consequência física: Os picos de adrenalina levam à contração das estruturas que deveriam estar relaxadas para a válvula que mantém a ereção funcionar.

BOA ALIMENTAÇÃO E ATIVIDADE FÍSICA

De acordo com o Dr. Pedro, alguns hábitos saudáveis simples podem ajudar na prevenção e tratamento da doença. “Perder peso, comer melhor, abolir o sedentarismo, ter boas noites de sono, deixar o cigarro de lado e diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas são questões simples e que não falham para a prevenção e o tratamento desse problema. Além disso, uma boa estratégia é incluir na dieta alimentos que estimulam a libido de forma natural. Como o cacau e o salmão que melhoram o fluxo sanguíneo na região genital. O abacate também é uma boa escolha, pois são fontes de gorduras boas, fundamentais para a produção hormonal em homens e mulheres.” Ainda de acordo com o especialista, a atividade física pode ser também uma forte aliada para esta questão, já que aumenta naturalmente os níveis hormonais e a produção de neurotransmissores, como a dopamina, que melhoram o desejo sexual. “Ter um estilo de vida saudável, com uma rotina de exercícios e alimentação balanceada, pode ajudar tanto nas causas psicológicas quanto nas causas físicas”, conclui.