Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, em parceria com a startup Omens, com 999 internautas de diversas regiões do país, revelou que a pandemia impactou nos hábitos sexuais e, consequentemente, na libido dos brasileiros. 45% dos entrevistados tiveram uma redução no número de relações sexuais, 41% diminuíram o número de parceiros sexuais, e 24% reduziram a quantidade com que pensam em sexo.

Agora, em que podemos enxergar uma luz no fim do túnel após as restrições vividas nos últimos anos, um novo agravante pode piorar o desejo sexual: o clima. Estudos explicam como a libido flutua ao longo do ano. No verão, por exemplo, o calor faz aumentá-la e, com isso, temos mais vontade de manter relações, enquanto o frio e a diminuição das horas de luz no inverno, geralmente, costumam reduzi-la.

VARIAÇÃO HORMONAL

Um artigo publicado pela revista científica J. Clin. Endocrinol avaliou a escala de variação intraindividual do hormônio testicular em 27 voluntários do sexo masculino, durante o período de 17 meses, medindo os hormônios reprodutivos FSH, Hormônio Luteinizante (LH), testosterona, estradiol e SHBG. Uma variação sazonal foi observada nos níveis de LH e testosterona em homens. A mesma estaria relacionada à temperatura média do ar durante o mês anterior à coleta de sangue. Foram observados durante junho e julho, com níveis mínimos presentes durante o inverno.

A temperatura do ar, mais do que a exposição à luz, parece ser uma possível variável climática que explica a variação sazonal dos níveis de LH, como pontua o urologista Eduardo Leze. “No frio, os homens apresentam a diminuição na produção do hormônio luteinizante, que dá o sinal para os testículos produzirem testosterona, além da redução da própria testosterona no inverno”, afirma o Doutor em Fisiopatologia e Ciências Cirúrgicas pela UERJ, cujo trabalho foi premiado pela Academia Nacional de Medicina.

Vale ressaltar que as temperaturas baixas deixam as pessoas mais sedentárias e com menos disposição para a prática de qualquer atividade física, inclusive o sexo. Outro ponto é o consumo de alimentos mais pesados e calóricos, o que também influencia no desempenho, por isso a diminuição da libido nos dias frios.

Pensando nos meses em que estão por vir, onde o clima de outono e inverno tomará conta do cenário do país, Leze dá dicas de como reverter esse quadro. Confira:

MANTENHA-SE EM MOVIMENTO

Espantar a preguiça e manter o corpo em movimento, até mesmo com exercícios dentro de casa, será de grande ajuda para a sua saúde e também para ter aquele “gás extra” na hora do sexo. Mantenha-se em movimento. Mesmo que não seja na mesma intensidade, é importante. A atividade física regular provoca o corpo para aumentar os níveis de testosterona.

REFORCE A VITAMINA C

Quem costuma sofrer com resfriados e alergias durante o inverno também pode se sentir desanimado para realizar o ato sexual. As famosas “ites” (rinite e sinusite) podem ocasionar dores de cabeça, febre, coriza, perda de apetite, entre outros sintomas nada convidativos para o momento íntimo. Para evitar este “inconveniente”, a dica é reforçar a imunidade e manter uma boa alimentação, rica em verduras e legumes, além de frutas com vitamina C, que são altamente recomendadas.

NÃO EXCEDA NO AÇÚCAR E CARBOIDRATOS

Esses alimentos naturalmente provocam diminuição da testosterona, pelo aumento da insulina.

EXPOSIÇÃO AO SOL A vitamina D pode ajudar a manter o corpo saudável e com a libido em dia. Se o frio não permitir, suplemente com vitamina D em cápsulas, mas não esqueça que o uso deve ser orientado pelo seu médico.