De sorriso largo e astral nas alturas, Nando Rodrigues está de volta! De volta a nossa capa e em mais um trabalho, dessa vez fazendo o que mais gosta, rir! Ele acaba de participar do “Vai Que Cola” e o resultado não poderia ser mais positivo, assim como ele. Em paralelo a essa vida corrida de gravações, idas ao Pantanal para recarregar as energias e dedicação à sua produtora que foca em soluções sustentáveis. Sempre pronto a aprender, Nando segue como eterno aprendiz na vida, colhendo experiências e as transformando em novas ações que façam a diferença para ele e para os outros.

Nando, muito bom ter você de volta à MENSCH. Nosso último papo foi em 2018, quando você estava participando da Dança dos Famosos. De lá pra cá muita coisa aconteceu, inclusive uma pandemia. O que você destaca nesses últimos 3 anos e que experiências o marcaram até aqui como ator?  Bom, de lá pra cá, muita coisa aconteceu. Fiz mais duas novelas, participei de um reality do qual tive o prazer de sair vencedor e agora estou no Vai que Cola, mergulhando pela primeira vez no universo da comédia. Então, sem dúvidas, só tenho o que agradecer, pois em meio a tantas “adversidades” que esse momento de pandemia nos trouxe, consegui continuar trabalhando.

Indo mais para trás, um de seus trabalhos que deu muito o que falar foi o Virgílio de Em Família (2014), que lhe rendeu até o prêmio de Ator Revelação. Como foi passar por isso? Em que isso te tocou? Sem dúvidas, tenho por esse personagem um carinho especial e diferente dos demais. O Virgílio foi um marco na minha carreira e foi a partir dessa novela que os convites começaram a acontecer. Receber o prêmio de ator revelação pela composição do personagem, foi especial e eu guardo esse momento com muito carinho.

No cinema, uma de suas participações mais recentes no cinema foi na produção francesa Going to Brazil (2017). Um desafio novo que te trouxe uma experiência no cinema internacional. O que destacaria nesse projeto? Que desafios te trouxe? Fazer cinema sempre foi o meu grande objetivo, e beber dessa água no cinema internacional, foi ainda mais prazeroso. Além de ter sido  meu primeiro longa-metragem internacional, ainda existia o desafio do idioma que eu enfrentei desde o primeiro momento, durante os testes. Mas passada a tensão inicial, foi uma grande experiência. Não vejo a hora de viver isso no cinema nacional!

Qual o maior exercício para o ator e onde se sente mais desafiado? Na minha opinião, o maior desafio é a autossuperação, pois ela é necessária quase que diariamente na profissão do artista, de uma maneira geral. Acredito que persistência e perseverança são duas palavras boas para um ator. Parafraseando o teatro mágico “A fé que você deposita em você e só…”

E recentemente você passou por dois personagens bem distintos e de épocas bem diferentes, o Radamés, em Gênesi, e o Kevinho em Vai Que Cola. Drama e humor. Como foi trocar de personagem, de perfis tão distintos? Eu me considero um ator de composição. Gosto de pensar nas características e no jeito de andar, na musicalidade do personagem, além de uma série de outras coisas! Então, acho uma delícia essa transição, é combustível pra mim. Sinto como se eu estivesse me alimentando todas as vezes em que estou explorando um novo universo, de cada personagem.

Como você lida com a vaidade de ator? Como não tropeçar nela? Eu não me considero um cara vaidoso, quem me conhece sabe que não sou assim. Mas gosto de me arrumar, passar perfume, me considero feliz e realizado profissionalmente, mas isso não me deixa vaidoso. Apenas feliz! A vaidade é feia, não acho legal!

Com a situação normalizando por conta da pandemia, qual destino certo? Pra onde gostaria de viajar (ou pra onde está planejando ir)? O destino certo é a felicidade, fico triste de não ver o sorriso das pessoas – de não ir a shows, teatro… Agora que as coisas estão começando a voltar ao “normal” eu percebo que eu só quero isso mesmo – todo mundo voltando a sorrir e andando despreocupado pelas ruas! O resto é consequência.

O que faz sua cabeça na hora de relaxar? Natureza, família e amigos. Ir para o Pantanal pescar, lá me sinto em casa!

Uma das suas características é o sorriso largo e o alto astral. O que te tira do sério? Obrigado pelo elogio, eu adoro quando falam do meu sorriso. Sem dúvida, umas das coisas que me tiram do sério é a desigualdade social em que vivemos. Não consigo acreditar que nos dias de hoje, ainda existam pessoas que morram de fome. Dói pensar. Mas uma característica que me deixa extremamente irritado é a falta de caráter. Aprendi, desde pequeno, que a única coisa que nós temos de verdade é o nosso nome.

Além de ator, que outras atividades fazem parte da sua vida hoje em dia? Faço algumas outras coisas: Tenho uma produtora que atende várias demandas, mas é, principalmente, focada na parte de soluções sustentáveis, que fica em Florianópolis. Eventualmente, produzo peças e oficinas culturais em algumas cidades! E estou montando duas Guesthouses, uma na Chapada dos Veadeiros, em Goiás e outra na Taiba, no Ceará! Mas, sem dúvida alguma, minha grande paixão é atuar.

De suas raízes de Campo Grande, o que você levou para o Rio de Janeiro? O que esse Nando de hoje tem de mais carioca? Levei tudo, não perdi nada do meu Sul-mato-grossense. Adoro minhas raízes e inclusive meu sotaque continua muito forte. A cada trabalho, preciso me esforçar pra não deixar ele aparecer muito (risos). E o que eu tenho de carioca, acho que o amor pelo Rio de Janeiro! Sou apaixonado por essa cidade.

Você acabou de completar 37 anos. O que a maturidade tem te trazido de bom? Nossa! São tantas coisas, né. Mas eu acredito estar vivendo a melhor fase da minha vida! E em todos os âmbitos. A maturidade é um lugar de conquista, me sinto evoluindo a cada dia!!!

Quem é o Nando Rodrigues hoje e como se vê daqui pra frente? Um cara de bem com a vida, que corre atrás do seu sem atrasar o de ninguém. Aprendi que, se você cuida do seu jardim, as borboletas vêm até você. Então, procuro ser o melhor que eu posso a cada dia. Tem dias que você acerta mais do que erra, e outros, não. Mas faz parte não é mesmo, o que importa é querer ser melhor.

Algum plano ou projeto pra esse ano ainda, ou início do próximo, que possa nos contar? Como vocês sabem, não depende muito do ator querer trabalhar dentro do ofício. Sigo me reinventando e tentando novas possibilidades todos os dias. Tenho amor por minha profissão, e acordo e durmo pensando em novos projetos! Espero que seja breve, mas por agora fico na torcida para que a 9ª temporada do Vai que Cola seja bem aceita pelo público, e que esse trabalho reverbere em um próximo.

Fotos Adri Lima (@adrilimaa)

Edição de Moda Ale Duprat (@aledupratoficial)

Produção de Moda Kadu Nunnes (@kadununnes07)

Agradecimentos locação Guest House /Casanova (@casanovaresidence)

Nando veste: Look marrom Armadillo (@armadillorio), Look Azul terno Raffer (@rafferoficial), relógio Boss para @vivaraonline, Anéis @laramader_joias para @joyaipanema; Look preto Versace (@versace), relógio Boss (@boss); Look saia preta Calvin Klein Brasil (@calvinkleinbrasil), saia calda Vanessa Almeida Atelier (@vanessaalmeidaatelier)