Fotógrafo por inspiração e apaixonado por motos, Ike Levy tem conseguido experimentar o melhor do lifestyle atual de forma leve. Um super pai de uma menina e um menino, um marido apaixonado pela esposa Luciana (Mello, cantora) e um cara que sabe extrair o melhor da vida. Se tem um cara que é a nossa cara, ele é Ike Levy. Se tem viagens, moda masculina, alta gastronomia e bem-estar, lá está Ike. Como ele nos falou durante o papo no podcast MENSCH, ele era “um jovem velho, que agora se descobriu um velho jovem”. E até parece que esse jovem rapaz de 45 anos é velho. Ele está apenas começando a descobrir o bom da vida. E vamos lá junto com Levy!

Ike, você é a personificação do nosso lema, ou seja “o melhor da vida para o homem atual” (risos). Como esse lifestyle começou a fazer parte da sua vida e como se tornou trabalho? São anos e anos de terapia trabalhando as questões da vida. Perdi meu pai bem cedo, eu tinha 10 anos e ele, apenas 33. Então tive que amadurecer logo e talvez esse seja o motivo dos meus cabelos brancos. (risos) Como eu transito entre a vida pessoal e profissional com naturalidade, acredito que isso faz com que as pessoas se conectem, se identifiquem. Assim, as marcas sempre pedem pra eu fazer do meu jeito. E eu adoro!

Indo para o início, tudo começou pela fotografia ou a paixão por motos? Coincidência ou não, acho que os dois assuntos surgiram na mesma época. Meu pai foi piloto de carros, mas meus olhos já observavam a moto dele na garagem. Quando eu tinha uns cinco ou seis anos, ganhei minha primeira câmera fotográfica do Papai Noel. Aquilo abriu uma janela pra minha criatividade. Eu nunca mais larguei a câmera, fui só trocando os modelos. Claro que naquela época, eu não podia imaginar que aqueles assuntos fossem virar a minha profissão. 

Vestir bem, comer bem, viver bem. Qual o segredo para curtir de verdade essas coisas? Uma vez fiz uma consultoria de imagem, e aquela experiência foi bem interessante. Doei mais da metade do meu guarda-roupa e venho repondo com peças que me valorizam bem mais. Agora faço compras conscientes e certeiras. Vou citar o título do livro do querido Carlos Ferreirinha (O paladar não retrocede). Isso retrata muito bem o que faço. E não significa pagar caro em restaurantes estrelados. Adoro pastel na feira, descobrir os melhores hambúrgueres, pizzas e tomar café da manhã na padaria. Nas viagens em família, sempre procuramos os melhores sorvetes por onde passamos. Já virou tradição.

Você diria que não importa a base financeira que se tenha, o importante é ter bom gosto? O bom gosto e o que realmente define o estilo (seja ele qual for)? Venho formando o meu gosto com o tempo. Acho que um exercício interessante é observar as pessoas e imaginar quais peças você usaria numa boa. Tem que ter verdade. Se tiver conforto então… A brincadeira fica mais legal. E isso realmente não tem a ver com grana. Da pra ter um super estilo gastando pouco.  Tem que ser autêntico.

Você é um cara elegante, viajado e culto (até pelas experiências da vida). Que pilares você foram formando o Ike Levy de hoje? Poxa, muito obrigado! Sempre fui fotógrafo e ficava por trás das câmeras.  Quando fiz 40 anos, passei a falar de lifestyle e tive que ir pra frente delas. Não me sentia confortável. Então fiz um curso chamado: Comunicação Real com o meu irmãozão Fred Lessa. Naqueles encontros o Fred me ensinou que antes da gente se comunicar bem, precisamos aprender a ouvir. Preste atenção na sua vida pessoal e profissional.  As pessoas não ouvem umas às outras, ficam esperando a sua vez de falar. Então venho praticando essa e outras dicas importantes. Viajar sem dúvida abre muito a cabeça. E música. Sou viciado em música. Sem falar na paternidade, que na verdade está em primeiro lugar nas prioridades da minha vida.  

Aliás, pra você o que é ter estilo? Como definiria o seu? Ter estilo é se permitir errar e acertar até entender o que funciona pra você. Eu brinco que quando eu era jovem, me vestia como velho. Agora que estou mais velho, me visto como jovem. Adoro usar camiseta, calça jeans e tênis. Como a moto é o meu meio de transporte oficial no dia a dia, não consigo produzir muito os looks. Então uso o capacete, a mochila, o relógio, as botas e jaquetas pra dar um Up no estilo. E quando surge uma ocasião mais formal, recomendo um terno bem cortado. Se for sob medida então, faz toda a diferença.

O que define um gentleman dos dias de hoje? Educação, respeito e bom senso.

Casado e pais de dois filhos, como é administrar as funções de pai em meio a tantas atividades? Esse é também um desafio do homem atual. Brinco que a minha vida parece uma gincana. A Nina está com 13 anos e o Tony 8. Luciana e eu nos viramos. Eu levo pra escola. Adoro esse momento do dia. Temos uma agenda no telefone onde um vê os compromissos do outro e assim vamos cumprindo a rotina. Ainda bem que contamos com a minha mãe e sogra quando precisamos ir juntos pra algum trabalho, compromisso social ou… Um cineminha. Mas é muito gratificante acompanhar os filhos de perto. Inclusive temos um instagram da família: @fotografilhos

Quais os critérios para definir um bom hotel, restaurante ou serviço? Em primeiro lugar, treinamento da equipe. Tem que ter sorriso na recepção. Depois vem a qualidade dos produtos, a decoração e os detalhes. No caso dos hotéis prezo pela boa roupa de cama, a pressão do chuveiro e o café da manhã. Uma vez fiz uma matéria em um cruzeiro de Roma pra Barcelona. Na primeira noite pedi um balde de gelo. Expliquei que tinha feito uma cirurgia no joelho e precisava fazer bolsa de gelo. Na segunda noite, liguei e a pessoa que atendeu disse: Enquanto o senhor jantava, já providenciamos o gelo. O balde está cheio. Uau! E estava mesmo.

O quanto à fotografia ainda toma seu tempo hoje em dia? Menos do que os testes de motos e dicas de lifestyle. Mas sempre sou chamado pra trabalhos e pretendo produzir outras exposições. Tenho me divertido com fotos feitas com o celular e penso em lançar um curso com altas dicas.

E a paixão por motos, quando surgiu? Alguma marca específica? Uma vez, fui flagrado pelo meu pai na garagem. Ele me viu sentado em sua Honda CB 450 dourada, fazendo o som do motor com a boca e me imaginando em uma estrada. No dia seguinte a moto não estava mais em casa.  Ele achava perigoso e não queria que eu tomasse gosto. Tarde demais… Hoje gero conteúdo para as principais marcas de alta cilindrada.  Fui pra lançamentos na Europa e Estados Unidos, onde viajei com as motos e publiquei matérias em revistas. Em 2017 fui o primeiro Triumph Official Rider, como eles chamam os parceiros da marca. E em 2021 fui Piloto Oficial da Harley-Davidson do Brasil. Hoje, tenho o I’M Free com o meu sócio Fabio Maca, um clube de amigos inspiradores, que levamos para experiências surpresas com suas motos.  No mais recente, nos encontramos as 3hs da manhã e fomos ver o sol nascer na praia.  São momentos de descontração onde os negócios acontecem de forma orgânica.

Você parece ser um cara vaidoso. O que não pode faltar e qual o limite para você? Me cuido, mas sou prático. Uso bons produtos. Sempre que posso, faço a barba na barbearia e uso o mesmo perfume desde os 15 anos de idade.

Quais os próximos destinos? Tem muitos lugares que ainda não conheço. Quero ir ao Japão e rodar o mundo. Voltar pra Tanzânia com os filhos que ainda não tinham nascido quando fui com a Lu. E conhecer mais o Brasil. Se for de moto, melhor…

Valeu pelo espaço!

Abração, do Ike.

Se gostou da entrevista, tem mais papo bom com Ike Levy no nosso podcast! Confira: