MULHER EM FOCO: ADRI LIMA, MOVIDA PELA ARTE

Atriz e fotografa Adri Lima, nasceu em São Paulo. A artista foi criada em Recife e começou a estudar teatro no Nordeste em 2010, onde iniciou sua formação teatral até mudar-se para o Rio de Janeiro, na busca por novos desafios. Em 2013, se formou na Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Pena e de lá para cá, vem conquistando seu espaço na arte. Em seu currículo estão novelas na Globo, como a recente, Além da Ilusão, e Record, como  Apocalipse. Adri ressalta que nem sempre a trajetória foi fácil, mas afirma estar se realizando por estar, aos poucos, conquistando seu espaço “O caminho é árduo, mas me sinto muito grata com meus pequenos, porém grandiosos passos. Me sinto representando meu nordeste e estou muito feliz por isso”. Apesar de ter nascido na terra da garoa, Adri se considera Pernambucana de alma, onde tem sua base não só de artista, como familiar.

Paralelamente à carreira de atriz, ela descobriu na fotografia algo além de um hobby, que também se tornou sua profissão. Foi após ouvir de amigos próximos que tinha um olhar especial em suas fotos, que Adri passou a se dedicar profissionalmente à área. Em 2023, faz seis anos que ela também se dedica a registrar momentos, em seu projeto Meu Olhar. Com seu olhar único, tornou-se referência em fotografar atores, “Acho que pelo fato de eu ser atriz também, isso ajuda na direção artística de cada ensaio.” Hoje já passaram por suas lentes grandes artistas como Beth Goulart, Allan Souza Lima, Fernanda Montenegro, Alexandra Richter, Nando Rodrigues, Day Mesquita, Paloma Bernardi, Anna Lima, Laryssa Ayres, Rhaisa Batista, Larissa Maciel entre outros. 

Adri, como a arte entrou na sua vida? Acho que desde sempre… Ainda no colégio, quando vi o teatro e a dança  pela primeira vez, foi um amor imediato, me encontrei e ali descobri que era minha fuga. Eu venho de uma família com uma dura realidade, de estrema pobreza no nordeste era na arte que eu sonhava, que eu me via longe, que imaginava que era possível. Era ela que me salvava de tudo o que eu passava, todos os dias. Hoje em dia, compreendo muito profundamente isso. A arte literalmente salvou minha vida.

Sofreu algum preconceito na sua trajetória? O que é mais difícil de enfrentar na carreira de atriz? Quando cheguei no Rio há quase 13 anos atrás, o único preconceito que sofri foi com meu sotaque, o que hoje tem algum respeito e admiração na área, mas já fui muito criticada por conta dele. Era como se quisessem que eu tirasse minha identidade para caber ali. Passei por muita coisa nesse começo como por ex: Agente, me mandando estudar mais para aprender a falar direito, (- Ator não pode ter esse tipo de sotaque, tem quer ser neutro, ou eixo SP e RIO… (- até que ela é bonita, mas não está qualificada para minha agência.) 3 anos depois desse encontro eu passei a ser do casting dele… Não perdi meu sotaque no dia a dia, pois essa é a minha essência, mas claro que como atriz, estou aberta a buscar sotaques neutros, ou específicos de cada região, dependendo do que a personagem pedir. E vou amar aprender e experimentar sotaques diferentes para personagens diferentes. 
É uma carreira muito difícil, requer muita dedicação, estudo e muito amor pelo ofício. A maior dificuldade são as oportunidades que estão  cada dia mais difíceis e concorridas. Mas sigo, firme e forte.

Falando nisso, recentemente você participou da novela Além da Ilusão. Como foi e como é trabalhar para uma obra na TV aberta? Uma honra, muita alegria, sempre sonhei em fazer uma novela de época e foi muito especial. Fora isso, ainda pude gravar com ídolos, como Alexandra Richcter, Paulo Beth, Gabi amarantos, Marisa Orth, entre outros maravilhosos.

E no streaming você participou de duas grandes produções: “Maldivas”, da Netflix e “Dom”, da Amazon Prime. Como foi participar desses projetos? Algo em especial? Um aprendizado único. Em Dom tive o privilegio de ter sido dirigida pelo saudoso Breno Silveira, uma cena eletrizante com muitos profissionais envolvidos. Em Maldivas, contracenei com a Bruna Marquezine que é uma generosidade em pessoa. Ambos trabalhos foram um presente do universo.

Hoje em dia as TVs estão fechando contrato por obra. Cada vez mais os longos contratos estão escassos. Como você enxerga isso? É o novo chegando e isso faz parte, não acho um problema sermos contratos por obra. Porém, acho importantíssimo, termos nossos diretos reconhecidos, e remunerados.

Outro lado seu é a paixão pela fotografia. Como surgiu? Sempre tive a fotografia como um Hobby, mas decidi ouvir amigas mais próximos, e também atrizes, que eu tinha um olhar diferente. A minha melhor amiga (Day Mesquita) tem muita influência nisso, ela foi e primeira atriz a acreditar e apostar na minha fotografia, e assim seguimos juntas até hoje fazendo grandes trabalhos. A fotografia é um dom que sou grata todos os dias a Deus, cada dia fico mais feliz e realizada quando entrego um trabalho. Acho mágico, potente, incrível. Como sou grata poder viver de arte.

O nome igual ao da modelo famosa já gerou muita situação engraçada? Alguma saia justa? Sabe que não?! (risos) Sou mais confundida com Andrea Horta e Paola Oliveira, acredite se quiser. (risos) Já passei por histórias engraçadíssimas. Mas meu nome, nunca foi uma questão com relação à Adriana Lima, mas foi por isso, que um diretor me batizou de Adri Lima. (risos)

Quais os desejos para 2024? Muita saúde em primeiro lugar e muita arte para sobreviver!