oão Pedro, ou melhor dizendo, V2 como é mais conhecido, não tinha como não ter a música como sua base para uma carreira de sucesso e realização pessoal. Desde pequeno já era viciado em música. “Eu ia pra escola, na hora de almoço, no corredor, eu não tirava o fone. Passava o dia escutando e estudando música, tocando violão ou então na internet fuçando, buscando música eletrônica”, comenta ele. Filho de pai DJ e mãe produtora de eventos, o resultado não poderia ser outro. V2 começa o ano como uma das maiores promessas do e-music para esse verão. Apesar da pouca idade, em 2020 fará 19 anos, ele não se cansa de pesquisar novas formas de colocar seu som, mergulhar em busca do novo e de como atrair cada vez mais a atenção do público em suas apresentações. Tendo Freddie Mercury seu ídolo maior no rock, V2 não se prende só à música eletrônica e procura fazer um som que tenha sua vibe e sua sensibilidade com quem acompanha seu trabalho. Isso tudo tem resultado em grandes projetos para esse novo ano que trará sem dúvida o hit do verão para suas picapes. “Eu não sei como seria minha vida se eu não fosse músico, se eu não tivesse isso”, conclui ele.

João de onde surgiu o V2? O nome surgiu quando eu estava viajando com meu pai, e eu sou péssimo com nomes, sempre falo isso nas minhas redes sociais inclusive, que até pra escolher nome de música eu sou ruim. Então meu pai já foi DJ, o nome dele é Bruno Vieira e ele usava “Bruno V”, então ele sugeriu usar o V2 e eu gostei da ideia.

Como a música e as picapes surgiram na sua vida como profissão? A música ao longo do tempo eu descobri que ela sempre teve na minha vida, mesmo quando eu não percebia. Como qualquer outra criança (principalmente a brasileira), quis ser jogador de futebol e várias outras coisas. Só que eu notei que em um período da minha vida, eu nunca parei de fazer coisas como tocar violão ou bateria, guitarra. Hoje em dia é a vez do piano. A música nunca saiu da minha vida, por mais que eu mudasse de ideia sobre o que ser quando crescer. E, aos 11 anos, eu descobri a música eletrônica. Foi quando comecei a estudar sobre os DJ´s e aprendi a tocar.

Qual sua identidade? O que procura trazer para o público? A minha identidade? Acredito que quando você pergunta isso para um artista, você quer saber o que o som dele expressa. No meu caso, quando escuto música, é um refúgio, um alívio, é uma sensação indescritível. E é isso que eu quero passar para as pessoas. A mesma sensação de good feelings que eu sinto. Eu quero passar boas emoções com a minha música para o público. É isso!

Para você, que características tem um bom DJ atualmente? Um bom DJ sentir o feeling da pista. Isso é um talento que se tem. É saber ler a pista quando está tocando. Você olhar para o público e entender qual música eles querem naquele momento. Então você vai tocando e envolvendo o público no seu som. Isso é ser um bom DJ. Fazer a pista dançar.

Que influências você trouxe para sua carreira de DJ? Influências? Putz. Eu procuro em qualquer área, gênero, em qualquer situação possível que eu possa trazer boas influências pra minha carreira, para mim como artista. Mas basicamente desde menino eu tive muita influência dos outros artistas do eletrônico, do rock’ n roll, do rap e do hip hop também.

E quais suas referência e ídolos nessa área? Eu tenho diversos ídolos na minha vida como Freddie Mercury e Elton John da área do rock. Do eletrônico tenho Avicci, David Gueta, o próprio Vintage que hoje é um grande nome do brasil, super respeitado. Se eu fosse fazer uma lista, acho que não acabaria nunca. Admiro artistas do mundo pop também como Justin Bieber que toca sete instrumentos e canta muito bem.

Hoje em dia com a internet a coisa se espalha rapidamente. Como usa isso à seu favor? Hoje na internet tudo se espalha muito rápido. E cabe a você usar isso da melhor forma. E isso tudo vem com um planejamento. E pra você cumprir seu planejamento bem feito, você precisa ter outras pessoas ali, outros olhos, outros ouvidos e mentes pensando junto com você. Já dizia Michael Jordan “você pode vencer um jogo sozinho, mas um time vence campeonatos”.

Como você lida com redes sociais? Que story no Instagram você não perde por nada? Eu sou um cara até tranquilo de rede social. Eu posto bastante porque faz parte do meu trabalho. E eu acho até divertido, vê a galera interagindo, curtindo e comentando nas minhas fotos, como todo moleque da minha idade. E o que não perco? Ah, eu acho muito engraçado stories de humor, ou aqueles que a galera usa filtros, brincam com o after. Essas coisas.

Que base você traz por trás para ficar sempre antenado e conseguir pegar as melhores oportunidades? Justamente o que falei sobre as pessoas que estão comigo no dia a dia. As pessoas que se importam comigo, que me dão toque, dicas… Até minha própria equipe mesmo. Meus pais que, graças a Deus, me apoiam. Então quem realmente se importa comigo, me dá toques e me ajudam a não perder as grandes oportunidades que a vida me mostra.

Como você se atualiza das tendências mundiais de e-music? Eu não consigo me desatualizar. É muito divertido me atualizar, escutar sons novos. Eu não tiro o fone desde que eu nasci. Eu não tiro o fone de ouvido literalmente. Eu ia pra escola, na hora de almoço, no corredor, eu não tirava o fone. Passava o dia escutando e estudando música, tocando violão ou então na internet fuçando, buscando música eletrônica. Eu não sei como seria minha vida se eu não fosse músico, se eu não tivesse isso. Então isso volta para o que já comentei aqui, o feeling, quando você sente o que o povo quer, você vai ficar atualizado.

Percebemos que você é um cara vaidoso, cuida da imagem do corpo. Do que você não abre mão e até onde vai a vaidade? Cuidar da imagem eu cuido. Acho importante. E do corpo também. Agora uma coisa que não abro mão, é usar calça rasgada. É isso.

Conte-nos suas três maiores inspirações.  Três maiores inspirações. A primeira sem dúvida, chama-se jesus cristo. Eu sou um cara cristão, tenho muita fé em deus e creio que nada seria possível na minha vida sem ele. Nada é possível na minha vida sem Jesus. Mas isso é apenas a minha crença e cada um crer no que quer. Respeito isso. Minha segunda maior inspiração, aí já se encaixariam as inspirações artísticas que respondi em outra pergunta. Grandes artistas, coisas sobre eles, a maneira como eles agiam, a maneira como eles viviam suas vidas artísticas e pessoais, me tornaram fã deles. Então um cara que eu queria ser parecido, ou então evoluir e aprender com a história de outra pessoa, que é o caso do Freddie Mercury, por exemplo, que pra mim, é a maior voz que o rock já viu. Ele era um grande artista e ele sabia o seu lugar.

Agradecimentos Colcci, Dolce & Gabbana e Ricardo Almeida