Ator de papéis de muita ação, grandes heróis e um galanteador de primeira, Marcos Pasquim chegou aos 50 cheio de boas histórias pra contar e fôlego para muito mais. Prova disso é que ele encarou o motocross com garra para seu novo personagem para o cinema. Sua paixão por velocidade e carros casou perfeitamente com seu novo longa que vem cheio de adrenalina. Fora isso, Pasquim se prepara para voltar aos palcos no próximo ano e está aberto a novos desafios na TV. Falando em TV, agora no início de dezembro vamos poder matar saudades de um de seus personagens icônicos em novela, o descamisado Esteban de “Kubanakan” que volta ao ar pela Globoplay. Nessa segunda capa com Pasquim, batemos um papo sobre trabalho, boa forma e claro, os novos projetos. Acelera Pasquim!

Fomos todos pegos de surpresa com a volta de “Kubanakan” que retorna no streaming agora no início de dezembro. Você pelo jeito curtiu muito a ideia. Que lembranças guarda desse trabalho? Claro, fiquei muito animado quando soube que Kubanacan iria para o GloboPlay. Fiquei super feliz com a notícia. Com toda certeza foi a maior novela que eu já fiz, deu muito trabalho em fazê-la mas ao mesmo tempo foi muito divertida. Tenho muitas lembranças legais, foi um prazer fazer a preparação e ter tido oportunidade de contracenar com muita gente. Ter a Regina Duarte como minha mãe foi fantástico, poder trabalhar com Nair Belo, Adriana Esteves, Dani Winits, enfim, foi fantástico fazer essa novela.

O Estaban sem dúvida foi um de seus papéis mais marcantes. Diria que foi um divisor de águas? Sim, o Esteban foi um dos personagens mais marcantes da minha carreira, com toda certeza. E eu acho que o divisor de águas foi “O quinto dos Infernos”. Kubanacan foi logo depois, foi onde eu pude demonstrar uma versatilidade, porque fiz quatro a cinco personagens de vários tipos.  Isso foi bastante gratificante.

Sempre estar sem camisa nos papéis criou algum estereótipo que com o tempo começou a incomodar ou atrapalhar a carreira? Não, na realidade isso é uma tônica do autor Carlos Lombardi. Normalmente ele faz as novelas dele em lugares que são quentes, e os personagens estão com pouca roupa. E eu como fiz o protagonista, claramente, apareço um pouco mais. Mas não me incomoda e acredito que não atrapalhou na minha carreira. Acho que foi só um ponto mais marcante, tanto pra mim, como pro autor e a novela.

“Kubanakan” já tem 17 anos. Acha que a nova geração vai comprar a ideia também ou ficará no saudosismo de quem curtiu a novela na época? Eu acho que está nova geração vai curtir muito a novela. Porque, acima de tudo, ela é muito engraçada e uma novela com muita comédia de situação. Acho que as pessoas que assistiram, vão gostar de rever e os mais novos vão gostar também, pois a novela tem várias situações bastante engraçadas em todos os capítulos.

Aos 51 anos você já declarou que ainda dá para tirar a camisa em algum papel. Como mantém o físico e a saúde hoje em dia? Eu me mantenho como sempre fiz. Me exercitando, alimentando e dormindo bem. Então, hoje, com 51, continuando a fazer tudo isso, creio que reflita na minha aparência.

O que aprendeu com seu corpo ao longo do tempo? Algum limite ou superação? O que eu aprendi com toda certeza, é que nosso corpo tem limites. O tempo vai passando, a gente não tem mais tanto fôlego e a resistência que temos com trinta e poucos anos. Então é isso que a gente aprende, mas eu acho que eu ainda aguento mais uns vinte anos (risos). Talvez nem tanto de quando eu tinha trinta anos, mas eu acho que a superação é essa, está na cabeça, a gente sempre quer se superar.

Esse período de isolamento social te proporcionou que tipo de aprendizado? A pandemia me ensinou a valorizar mais a presença da família e dos meus amigos. Eu fiquei bastante tempo longe da minha mãe, irmã e dos meus amigos. Então quando tudo isso passar, eu vou procurar passar mais tempo com meus amigos e minha família. Sempre que eu tiver oportunidade, eu vou tentar me aproximar mais. Minha mãe e irmã moram em São Paulo, mas vou tentar me aproximar mais de todos. Eu aprendi a dar mais valor a presença das pessoas.

Do que mais sentiu falta? Eu senti falta da presença da minha família e dos meus amigos que são as pessoas que eu amo. Mesmo a gente se falando por videochamadas, não é a mesma coisa que ter as pessoas que você ama na tua casa ou você na deles.

Soubemos que você está gravando um filme que vem bem no estilo de muita ação e adrenalina. Pode nos adiantar algo? Sim, eu estou fazendo o filme “Tração”, nos moldes de “Velozes e Furiosos” só que em duas rodas. Eu faço o chefe de uma equipe que participa de campeonatos de motocross. Porém, atualmente as gravações estão bem lentas, pelo fato de muitos lugares ainda não estarem abertos. Necessitamos também dos campeonatos de motocross, pois gravamos muitas cenas nelas e nem todos voltaram ainda. O filme vai ter bastante ação, emoção e muito entretenimento. Tenho certeza que as pessoas vão adorar o filme.

Teve que aprender motocross ou isso já fazia parte da sua vida? Curte velocidade? Eu ando de moto desde os 9 anos de idade, sempre gostei de pilotar moto. Mas, motocross eu nunca tinha feito, na verdade eu só fazia trilha, essas coisas, saltar de moto eu não sei. Então para mim está sendo bacana, mas mesmo a gente tendo feito preparação para tudo, eu não vou me arriscar nas cenas de salto, essas vão ser feitas por um dublê. Mas eu estou gostado bastante da experiência, as motos são excelentes e está sendo bastante divertido filmar este tipo de cena.

Você posou para essas fotos num belo Mustang (me corrija se estiver errado). É apaixonado por carros clássicos? Sim, eu adoro carros clássicos.  Na verdade eu adoro carro. Assisto todos os programas de carros que passam na TV, adoro mexer em carro também. Gosto muito de mexer nos meus. Eu acho o Mustang um carro incrível, e esse que eu tirei foto em particular, eu acho lindo. Se eu puder em algum momento comprar um carro desses e reformar de um jeito legal, eu adoraria. 

Com a pandemia você teve que suspender a estreia da peça “O Chefe”. Como está a preparação para a retomada do projeto? Sim, tivemos que parar com os ensaios em março, iríamos estrear em maio. Estamos pretendendo voltar com os ensaios da peça em fevereiro e estrear em abril. Provavelmente, iremos fazer a peça em São Paulo até o resto do ano, esta é a nossa intenção.

No que ele te desafia? O que me desafia é que esta é a minha terceira produção que faço, além de atuar. Fazer teatro no Brasil é um desafio, acho que o desafio é esse.

Falando em projetos, saudades da correria de gravações de novela? Algo em vista? Sim, eu sempre gostei da correria, do ritmo de gravação das novelas. Agora estou fazendo cinema que é mais lento o ritmo. Por ter feito muitas novelas posso dizer que sinto falta. Sinto falta da correria. Chega um momento em uma novela, provavelmente lá pelo sétimo mês, que você fala: “Aí meu deus! Não aguento mais gravar”. Mas, quando acaba você sente uma saudade e vem a vontade de fazer tudo novo. É uma delícia! Por agora não tenho nenhum projeto em vista para TV. Inclusive estou esperando convites (risos).

Podemos dizer que a praia e o mar é pra onde você vai para recarregar as energias? Não, na verdade quando eu quero recarregar as energias, prefiro montanha. Eu adoro um chalé, hotel, uma lareira, um bom vinho. Eu sou mais da montanha do que do mar. É lá que recarrego as minhas baterias

E para conquistar pasquim, basta… Não, é muito difícil. Basta ter bom humor, um bom papo, não se levar muito a sério (risos). Acho que isso que me conquista.

Foto Guto Costa

Styling Samantha Szczerb

Grooming Tito Vidal

Agradecimentos Eduardo Guinle e Vert