Ela ficou conhecida por personagens marcantes como a Olívia de “Velho Chico”, ou mais recentemente a Isabel de “Éramos Seis”. Duas personagens bem distintas de mundos, e épocas, bem distintas mas que Giullia Buscacio tirou de letra. Assim como tem feito na sua participação no “Dança dos Famosos”, do “Domingão do Faustão”. Acostumada a um bom desafio e aberta a novidades, Giullia é natural da Ilha da Madeira, já morou na Coreia do Sul e sabe como ninguém a adaptar aos novos cenários. Assim como em novos ritmos que o “Dança” tem proporcionado. Da nossa primeira capa, em maio de 2019 quando participava de “O Sétimo Guardião”, pra cá temos uma nova Giullia que você vai conhecer aqui nesta nova matéria.

Giullia, quer dizer que sua vida agora é a dança. Como surgiu o convite para participar do ‘Dança dos Famosos” e como encarou o desafio? Nunca imaginei que de fato estaria no Dança. Sempre acompanhei o quadro e achava que era algo muito distante pra mim, mas estive com alguns amigos que participaram e vi o brilho nos olhos de quem viveu intensamente a experiência. Aquilo me motivou a sair da zona de conforto e me aventurar nessa jornada. Desde então tem sido encantador!

Que avaliação faz do seu jeito para dança? Algum ritmo mais, digamos, fácil ou difícil? Pra mim tem sido muito desafiador pelo fato de nunca ter tido contato com a dança profissional, nem com a rotina de um dançarino. Sei que meu corpo também sente a novidade e algumas dores sempre aparecem. É tudo muito novo pra assimilar. Todos os ritmos, até aqueles com que tenho mais familiaridade com o som, se tornam difíceis.

Você sempre teve praticamente o mesmo corpo. Como mantém isso? Acredito que vem muito do meu histórico familiar. Meu pai é atleta e sempre tivemos uma alimentação saudável em casa. Isso me educou a fazer boas escolhas e acredito que a genética também contribui bastante.

Sua última novela foi “Éramos Seis”. Saudades do ritmo louco de gravação ou dançar tem sido até relaxante por outro lado na sua carreira? Sinto que a dança e a atuação têm uma familiaridade muito grande, mas pra mim a dança ainda é um lugar desconhecido. Por isso, às vezes dou de cara com sentimentos nunca antes vividos. E lidar com eles tem sido muito novo e construtivo ao mesmo tempo. Acho que as duas artes são lindas e prazerosas, basta se entregar de coração.

Falando na novela, seu papel (Isabel) era bem moderninha para a época. Como avalia a personagem e que novos desafios ela te trouxe? Fazer parte do elenco de um remake como ‘Éramos Seis’ foi uma baita escola pra mim como atriz. Poder contracenar com um elenco tão talentoso, trocar e aprender com eles…fico feliz só de lembrar. A Isabel foi uma personagem distante de mim em vários aspectos, inclusive em relação à época em que se passava a história. Tudo isso exigiu um estudo do tempo muito gostoso.  

Soubemos que seu nome foi até citado nas apostas de elenco para o remake de “Pantanal”. Acha que seria um belo desafio? Existe algo concreto? Fiquei muito feliz com o carinho do público e por acreditarem dessa maneira no meu trabalho. Em relação à trama, acredito que o personagem escolhe o ator. Mas fico contente com a volta da novela e acho que está mais do que na hora de voltarmos nossa atenção ao verdadeiro protagonista da história, o Pantanal que tanto vem sofrendo.

Você parece ter um perfil mais calmo, mais de cidade menor do que que capital, mais de interior que litoral. É isso mesmo ou impressão nossa por conta das personagens? Me vejo como uma menina que cresceu no mundo. Devido ao trabalho do meu pai, desde muito nova sempre estive migrando de um lugar para outro. Acredito que sou uma pessoa calma sim, mas não me considero de um lugar específico, sou uma mistura de muitos lugares e culturas.

Na hora de relaxar, o que faz sua cabeça? Antes da pandemia, ir à praia era uma terapia, estar em contato com o mar era o que me fazia bem. Mas gosto também de estar com um bom livro ou assistindo a um bom filme, ao lado da família. Isso tudo me preenche. 

Nesse momento de pandemia, o que aprendeu? Como passou o tempo? A pandemia me levou a lugares internos que jamais imaginaria. Descobri uma Giullia que sempre esteve aqui, mas às vezes, na correria do dia a dia, não conseguimos ter esse autoconhecimento tão intenso como estou tendo durante esse período da quarentena.

Qual seu pecado preferido? Por que? A gula, pois eu gosto de experimentar coisas novas, principalmente quando se trata de comida (risos).

Um final de semana perfeito seria como e onde? Um final de semana perfeito seria ao lado da minha família em qualquer lugar de praia. Temos esse gosto em comum, todos são apaixonados pelo mar e por esse contato com a natureza. 

Algum plano para depois da “Dança”? O que vem por aí? Espero trazer aos meus fãs e ao público que me acompanha novos personagens, cada vez mais fora da minha zona de conforto, sempre repletos de amor. Coisas boas estão por vir. 

Fotos Sérgio Baia

Beleza Mariana Oliveira e Lucas Nacif

Styling Paulo Zelenka