Vivendo um momento especial onde tem se dividido no trabalho de ator e agora de empreendedor, Bruno Guedes, de 27 anos, só tem motivos para se orgulhar seja na vida profissional e na vida pessoal. Casado com a influencer Jade Seba, pai do pequeno Zion, Bruno já planeja novos passos para projetos de sucesso como a Honu House e a Pronto Vitaminas. Carismático, tem conquistado seu espaço também nas redes sociais e tirado proveito do que elas trazem de bom. E prova desse carisma é que ele também é sucesso no mundo virtual. E aqui nessa entrevista exclusiva para a MENSCH nos conta um pouco dessa sua vida agitada.

Bruno, atuar e empreender em outras áreas. Como tem se dividido entre esses dois focos? Então, trabalhando com televisão, nós vivemos de momentos, logo, existem instantes que de fato estamos no ofício, e em outros momentos estamos estudando e pesquisando sobre o mercado. Atualmente, estou vivendo um momento muito mais de pesquisa e estudo, enquanto espero novas oportunidades. Entendendo que esse era o momento que eu poderia me dedicar a outros projetos pessoais. Desde quando comecei a trabalhar com televisão, entendi que seria dessa forma. É difícil conseguir administrar tudo junto e misturado, mas quando rola um tempo disponível entre um trabalho e outro, é o momento ideal para colocar os meus projetos em dia. E é isso que eu tenho feito enquanto grandes oportunidades não batem na minha porta.

De Lucas, em Malhação (Rede Globo) até Noé em Gênesis(Rede Record). Alguns bons anos atuando e personagens incríveis. Como avalia sua trajetória como ator até aqui? Passaram-se bons anos, muitas coisas aconteceram na minha vida. Pude amadurecer muito no âmbito profissional e pessoal. Além da tremenda felicidade em ser pai, a paternidade também foi um grande fator de desenvolvimento para o Bruno ator. Foi bom esse amadurecimento, pois conseguimos trazer um pouco da nossa vivência para os nossos trabalhos. Eu paro para pensar nos meus trabalhos antigos com a visão de mundo que eu tenho hoje, se eu pudesse voltar atrás, teria feito algumas cenas diferentes, teria jogado intenções diferentes na atuação. Então, é legal ver essas mudanças comigo mesmo. Num olhar interno, eu consigo me descrever, fazendo uma fina leitura do que eu me tornei. Por isso, quando eu vejo algumas cenas antigas, eu analiso: caraca, aqui! Poxa, faltou experiência. Se eu tivesse, aquela cena teria uma força maior. 

Penso que no nosso ofício temos que ser humildes o suficiente para entender que nós estamos em constante aprendizado. Não nascemos atores. Digo, nascemos com a vocação para ser, mas isso vai sendo moldado de acordo com as nossas experiências. O processo é uma transformação. Resumindo: parto do princípio que ontem eu sabia menos do que eu sei hoje, e que hoje eu sei menos do que vou saber amanhã. 

O que te move e te provoca a cada novo personagem? Cara, um personagem não move apenas o meu trabalho, mas a minha vida inteira. Os desafios diários de um personagem são a minha motivação. Eu gosto muito de me desafiar. Acho que é isso que me mantém vivo. Parece clichê falar isso, mas comigo, é um combustível, é a minha gasolina. Desde muito novo, meu pai me ensinou a ser assim, sempre tentando superar meus limites. Isso se deve ao fato de eu ter vindo de uma família ligada ao esporte. Então desde muito cedo eu sempre fui atleta. Nadei no Flamengo durante anos da minha vida. Meu pai colocava na minha cabeça que eu precisava ter disciplina, sendo preciso me entregar por inteiro naquele objetivo que eu tinha, naquilo que eu me propunha a fazer, e, obviamente, me desafiar a superar meus limites. Quando eu entrei nesse universo de teatro, de teledramaturgia, eu pude ver que é necessária muita disciplina, pois precisamos nos entregar e superar diariamente. O que me move eu acho que são os desafios da vida e do meu trabalho.

E, obviamente, boas histórias. Contar uma história que eu já vivo é bom, mas contar uma história que é algo completamente diferente da minha rotina, é melhor ainda. É uma responsabilidade que não me permite cair numa zona de conforto.

A visibilidade que a TV traz termina sendo uma bela vitrine para outros projetos. Como tirar o melhor dessa exposição? É muito doido falar disso, porque hoje em dia, a gente já entendeu que as redes sociais são um veículo de comunicação em que nós recebemos e criamos informações, com isso, conseguimos captar uma audiência. Porém, quando eu comecei, ainda não vivíamos este cenário. Então, desde muito cedo, quando eu comecei a trabalhar com televisão, eu já via as redes sociais como algo que no futuro seria um grande diferencial. E quando eu falo de diferencial, é isso, é você aproveitar a exposição e alcance que uma televisão te dá, que um grande trabalho te fornece, para você captar uma audiência e conseguir trazer eles mais para perto. E as redes sociais acabam sendo a extensão do meu trabalho. Onde as pessoas deixam de te ver como personagem e passam a te ver como o Bruno Guedes.

A pessoa que sabe usar isso de uma forma positiva, consegue ter um grande retorno, para mim, só engrandece a relação com fãs e admiradores que me acompanham nas novelas. Falando por mim, entendi que esse método comunicacional era algo positivo para eu poder pegar essa audiência, sendo captada durante esses anos de trabalho, ao longo de quatro novelas durante seis anos, para canalizar tudo dentro de um único lugar onde eu pudesse mostrar minha vida e agrega marcas que gostariam de partilhar seu produto com o meu lifestyle. Depois de um tempo, começamos a ver que a gente também poderia empreender, assim como as marcas empreendem e pagam pela nossa divulgação. Poxa, por que não fazermos todo esse processo? Então, esse é o momento que eu estou vivendo.

De ator a empreendedor. Quando e como descobriu essa sua veia empreendedora? Sempre fui um cara muito criativo. Sempre gostei de criar coisas que fossem úteis para as pessoas. Se eu pudesse me definir, eu diria que seria a versão do futuro do professor Bugiganga. (risos) Eu gosto muito de criar. Sou muito criativo. Minha cabeça não para, fica borbulhando de ideias o tempo todo. Me faltava a coragem de colocar algumas ideias em prática. Óbvio que eu também acho necessário que além de ideias, o bom empreendedor precisa ter visão e um estudo constante, para poder se unir a criatividade. 

Consumo muitos filmes, séries, desenhos e livros, que acabam aguçando a minha criatividade. As ideias ficam martelando a minha cabeça vinte e quatro horas. (risos) Então, hoje a gente está com dois grandes projetos, em que uma é a Honu House, nossa casa de praia. E o outro, trata-se de uma marca de suplementação. Só que além desses grandes projetos, eu tenho muitas ideias, inclusive, para a televisão, na área da dramaturgia. Também já escrevi muitas coisas que ainda estão engavetadas, mas que eu espero poder um dia contar as histórias que eu crio. Sinto que minha veia empreendedora vem da minha cabeça inquieta e criativa. 

Nos momentos difíceis é que descobrimos saídas brilhantes para novos projetos na vida. A pandemia serviu para isso na sua vida? Como lidou com isso? Acredito que quando passamos por momentos difíceis, precisamos ter jogo de cintura para buscar novas alternativas e a pandemia nada mais foi do que isso, né? Tirar a gente da zona de conforto e comigo não foi diferente. Estava com uma reserva boa no início da pandemia e essa reserva ela foi se diluindo com o passar dos meses. Minha mãe ficou desempregada e eu acabei ajudando bastante, quando ela me ligou falando que não estava mais trabalhando, eu falei “mãe vou fazer uma surpresa pra você, olha sua conta”, depositar uma quantia suficiente para ela descansar, ela trabalhou durante 40, sinto que devia isso a ela, foi um prazer poder colaborar para uma nova fase na vida dela. Minha mãe pôde durante a pandemia colocar alguns projetos em prática e buscar o novo. Acredito que quando nos arriscamos, nosso olhar amplia e a vida mostra que somos capazes de viver muito mais do que estávamos acostumados.

Ser casado com uma mulher que sabe muito bem como funcionam as redes sociais foi um estímulo para se dedicar a esse universo digital também? O quanto Jade te influencia e estimula? Acho que os dois estimulam um ao outro, né? Antes de conhecer a Jade, eu já enxergava as redes sociais como algo que estava em uma constante construção midiática. Quando eu decidi que iria trabalhar com televisão, eu vendo o cenário que a gente vivia há quase quinze anos, entendi que as redes sociais seriam o melhor lugar para me expor ao meu público e futuros contratantes. Como dito em outra pergunta, eu sempre vi as redes sociais como algo que pudesse me impulsionar e ser uma grande vitrine. Hoje isso parece ser muito óbvio, mas há quinze anos, quando as pessoas quase não postavam fotos, eu usava as redes sociais para poder expor o meu dia a dia, mostrar para as pessoas o que eu fazia, o que eu gostava de comer, onde eu gostava, o que eu gostava de frequentar, as praias que eu gostava de ir e as viagens que eu fazia. Então, acho que ter esse insight lá atrás me ajudou muito.

A Jade viveu e vive essa realidade junto comigo, estimulando um ao outro. Porém, eu tenho a minha visão de mundo, e ela também tem a dela, então como a gente já trabalha com isso há muito tempo, com certeza ela me influencia e eu influencio ela. Mais do que isso, a gente se ajuda, né? Porque para produzir conteúdo, muitas das vezes a gente depende do outro. E em muitos momentos a gente não tem um fotógrafo perto da gente, um videomaker. Então, eu acabo fazendo o conteúdo dela e ela faz o meu conteúdo. Então, o que eu posso dizer é que oitenta por cento do meu conteúdo, quem faz é ela, e oitenta por cento do conteúdo dela, quem faz sou eu. Então, tudo que vocês veem no Instagram da Jade, é muito da minha visão de fotografia e tudo mais. E no meu Instagram, é a visão dela.

O estilo de vida de vocês terminou gerando um negócio que é o Honu House. Como surgiu a ideia e como tem sido a aceitação? Desde que nasci eu falava que eu queria ter uma casa de praia. Sempre gostei muito de viajar. E eu venho de famílias em que meus dois avós que tinham fazenda. Então eu sempre tive um contato muito grande com a natureza, sempre gostei muito de praia, então isso pra mim era algo que eu queria para mim. Não como um business, mas para mim. E aí a “Honu” veio de um momento difícil pra pandemia onde eu e a Jade íamos comprar nosso apartamento e tudo mais. Não sabíamos o que ia acontecer com a vida de todo mundo, quanto tempo a gente ia trabalhar e tudo mais! 

Então a gente resolveu dar um passo pra trás e não se descapitalizar para um apartamento, que seria um passivo, onde a gente estaria de fato pagando para viver e em vez disso  comprar um imóvel que seria um ativo, onde o ele trabalharia pra gente e aí esse foi o insight que eu tive a gente pesquisando bastante eu falei cara a gente tem uma casa de praia pra gente curtir nos dias alternativos, mas para que a gente pudesse alugar e fazer dinheiro disso. E aí a gente estava com essa ideia e tudo mais veio uma grande oportunidade nas nossas mãos e eu falo que cara empreender é um pouco do que você tem visão de mundo, das suas ideias, um pouco obviamente de sorte e também de oportunidade. Então, tem que estar tudo junto e misturado ali para que a coisa dê certo, né. E foi isso que aconteceu. 

Tudo casou no mesmo momento. E a gente conseguiu realizar. Hoje em dia a gente tem aquela casa como nosso cantinho de criação de conteúdo a gente tem a nossa casa como um ativo que nos gera renda hoje em dia a casa ela trabalha pra gente é engraçado falar isso porque é um imóvel e teoricamente não sai para trabalhar, mas ele trabalha pra gente então hoje não colocamos nenhum centavo na casa, pelo contrário a casa que nos gera muito dinheiro. Aproveitamos as redes sociais para amplificar a comunicação para que a gente pudesse captar novos clientes, então cara hoje o nosso tráfego de clientes é quase que 100% das redes sociais. 

Soubemos que durante a pandemia você ganhou cerca de 15 kg e correu atrás do prejuízo com ajuda profissional para cuidar do corpo e da alimentação. Como foi esse processo até chegar no seu ideal? Muito doido falar de saúde, falar de peso é porque as pessoas têm muito essa referência de que se você tá com um peso X e fecha na teoria o peso ideal você tem saúde, e muitas vezes não é isso, né? É que eu acho que a gente já cresce com esse estereótipo, né? Com esse estigma. Acho que muitas das pessoas já escutaram uma frase clássica que é dar mais comida pra ele, porque ele tá muito magrinho, como se de fato você deixasse a criança gordinha, ela fosse de saúde. Muitas das vezes pode ser que sim, pode ser que não. Mas isso não é um parâmetro, mas enfim, comigo eu estava quase beirando aos 100 quilos, quando eu cheguei nos noventa quilos, foi um peso que eu nunca tive na minha vida. E ali aquilo me ligou um alerta que eu falei assim, cara, eu preciso de ajuda. E aí busquei uma equipe pra me ajudar a voltar ao peso ideal e que isso fosse dentro de uma estratégia que preservasse obviamente a minha saúde e que me desse vontade de fazer aquilo né? 

Eu sempre gostei muito de esportes, mas a pandemia muito brava pra mim e o mais difícil não foi nem a pandemia foi o pós-pandemia que eu não me adaptei em malhar sem quer dizer de malhar com máscara então cara não conseguia malhar eu ficava sem ar eu tenho um pouco de falta de respiração de pouco não é não chega a ser uma asma, mas minha respiração ela não é cem por cento, então cara ficar pra mim com máscara era a pior coisa do mundo, então naquele momento eu falei assim cara eu não vou ficar me sacrificando aqui porque eu não consigo render. E aí quando tudo flexibilizou as vacinas veio vieram a gente conseguiu tomar primeiro segunda e terceira dose aí de fato eu voltei e aí com a ajuda de profissionais, com a endocrinologista a Heloísa Rocha e com a equipe dela de nutricionista eu pude criar uma estratégia que pudesse me ajudar a voltar meu peso ideal e aí foi de fato uma grande batalha, um grande desafio diário de chegar esse objetivo. E eu fiquei quase oito meses pra conseguir voltar. Poderia ter feito de formas mais rápidas com hormônios e tudo mais, mas eu preferi fazer da forma mais natural possível. Isso obviamente que custou tempo, mas foi necessário para eu puder voltar a tomar gosto por taxa ter ritmo, voltar a querer praticar os esportes que hoje em dia eu voltei a surfar, voltei a jogar bola, voltei a praticar é minha academia, puxar ferro, voltei a nadar então enfim cara o esporte ele faz parte da minha rotina, mas cara a gente não podia fazer nada pra quem não está acostumado isso mexe muito no psicológico. Então foi muito difícil, mas eu tive uma equipe muito boa por trás que me ajudou e me ajuda até hoje a chegar nos meus objetivos pros meus trabalhos. Tem trabalho que às vezes a gente precisa estar um pouquinho mais magro, um personagem um pouquinho mais magro, o outro é um pouquinho mais gordo e tudo mais. Então essa equipe que está comigo em todos os momentos.

Hoje em dia do que não abre mão e qual sua rotina de cuidados? Cara, o que eu não abro mão da minha dieta. (risos) A Jade até briga comigo, porque eu vivo de dieta e hoje em dia eu aprendi a ter prazer nisso. A gente às vezes sai pra algum restaurante da família inteira e eu levo meu potinho de marmita e peço para o pessoal esquentar pra mim. Ela: “pô, você está no restaurante, todo mundo comendo, e você de dieta?”. 

E sou oito ou oitenta. Então hoje em dia, não abro mão da minha dieta e não abro mão da dos meus exercícios, não abro mão do meu descanso, e eu acho que o fato de ter me tornado pai muito cedo, me impulsionou para outras metas na minha vida, sabe? Porque antigamente, mais novo, eu estaria numa sexta, ou num sábado em uma balada até às seis da manhã. Hoje em dia eu prefiro uma praia ou uma academia. Acordar cedo para passar o tempo com o Zion e curtir o dia com ele. Não abro mão da minha saúde, do meu bem-estar, do meu psicológico e da minha família.

Isso terminou gerando um outro negócio que é a Pronto Vitaminas. Qual o foco e como anda esse novo negócio? Cara eu comecei a postar nas redes sociais essa minha rotina, até pra tentar entender se era só eu que estava vivendo tudo isso. Esse drama todo chegou com muito peso. Estávamos vendo isso e muita gente disse que vive até hoje, mesmo antes da pandemia, esse dilema e drama de saúde, de balança e enfim. E ali eu vi que era uma grande oportunidade de poder ajudar as pessoas de forma simples e natural. E como eu disse ali em cima acham que você ter um peso ideal é sinônimo de saúde, mas muitas vezes não. Então a primeira coisa que a minha endocrinologista fez foi me passar uma bateria de exames, eu tirei mais de cinquenta tubos de sangue, e fiz um checkup completo. Com isso, você vê que estava cheio de carência de vitaminas, a gente tem hoje em dia uma alimentação muito precária. Rotina corrida que todo mundo tem, acaba comendo muito Fast Food, enfim, tomando coisas que não são naturais, e seu corpo uma hora vai mostrar que não está cem por cento. Então acho que as vitaminas são, senão o maior aliado para sua saúde, ela está lá entre um dos maiores aliados. 

Conversando, tentei entender como eu poderia ajudar as pessoas, como poderia trazer um produto que pudesse ser necessário pras pessoas. Com isso chegamos nesse denominador comum das vitaminas, e quando eu falo com a gente, sou eu e minha equipe de sócios, onde também possuem a mesma visão de mundo. Com cada um trazendo um pouquinho do que queria pra dentro do projeto, conseguimos colocar a nossa cara para criarmos  uma linguagem que fosse simples pras pessoas entenderem que começamos a pesquisar e ver que hoje em dia as vitaminas do mercado elas têm uma linguagem muito arcaica. 

Tipo, meus pais já estão acostumados a tomar a mesma vitamina há muito tempo e parece que essas empresas, que já trabalham há muito tempo no mercado, não continuam se comunicando para trazer os jovens para perto, sabendo entender a importância da vitamina. Então vendo esse buraco que existia dentro desse mercado, nos agarramos nisso para poder trazer uma comunicação jovial para que as pessoas possam investir no hoje. Porque não adianta você querer investir na sua saúde quando você tiver 50 ou 60 anos. A saúde é algo intangível. De fato tem que investir pra viver o hoje, pra você ter qualidade de vida, para ter energia e conseguir sobreviver a sua rotina corrida que temos do dia a dia. Isso ajuda a aumentar a imunidade, energia, qualidade de sono e apetite. Além disso, as vitaminas são esse grande aliado. 

Em resumo ela é um blend de vitaminas, onde com uma equipe grande de nutrólogos, endocrinologistas, chegamos numa fórmula que fosse algo em que as pessoas já estivessem acostumadas a comer. E nossa maior comunicação é isso. É que temos que investir no hoje. Pois é, melhor termos uma qualidade de vida, a vida inteira, do que depois ficarmos correndo atrás do prejuízo, né?

Com o fortalecimento do streaming e canais no YouTube novas possibilidades se abriram para quem trabalha com audiovisual. Como tem percebido isso no seu trabalho? Cara, essa é uma grande oportunidade pras pessoas que estão entrando no mercado de fazerem o que eu fiz: se mostrarem, aparecerem, mostrarem talento, mostrarem o seu ofício, mostrarem de fato o que você tem para apresentar. Então, no âmbito da televisão, você pode criar um canal no YouTube e começar a postar monólogos, textos, cenas que ficaram muito famosas no mundo da televisão brasileira. Nós somos uma biblioteca aberta. Hoje em dia, com o celular na mão, temos uma máquina muito poderosa que pode impulsionar nosso trabalho. Às vezes você precisa criar a oportunidade e fazer por onde. As redes sociais estão aí para isso, e o YouTube é um dos maiores veículos que você tem para conseguir se conectar com uma audiência e com isso vender um serviço. Hoje em dia eu não penso em criar um canal para falar de algo, mas o YouTube está nos meus planos, principalmente no meu lado empresarial, onde poderemos apresentar nossos produtos entre um vídeo e outro. É bom para o empresário e é bom para o consumidor. Tem muita coisa de valor ali dentro, lá conseguimos falar com várias tribos diferentes.

Com cada vez menos contratos fixos, os atores têm mais liberdade de escolha. Mas ao mesmo tempo traz uma certa insegurança. Como você enxerga isso? Quando eu comecei a trabalhar com televisão, pude vivenciar fatores mais experientes e um pouco das frustrações e erros deles. E em muitas das vezes muitos dos erros vinham de contratos longos onde as pessoas ficavam na zona de conforto de saber que nos meses seguintes teríamos esse mesmo valor e vivíamos atrás de um salário. E o que eu busco não é viver atrás de um salário, é viver de um empreendimento e de ideias. Viver de fato vendendo serviços e eu acho que é nesse ponto que temos a liberdade para podermos viver a vida. Quando vivemos atrás de um salário, vivemos para pegarmos aquele valor e pagarmos nossas coisas. Já quando criamos negócios, temos uma liberdade imensa de criar, de recriar, de criar coisas novas e de fato ter propósito de ajudar as pessoas e de prestar serviço pras pessoas. Então, acho que muitas pessoas só aprendem com os próprios erros, mas eu sempre tive essa sagacidade de aprender com os erros dos outros. Então eu sempre gostei muito de conversar, de entender a história das pessoas, de entender a história de sucesso, a história de frustração e dali conseguir tirar um pouquinho daquilo pra trazer pra nossa realidade, né? Eu como uma pessoa jovem prefiro aprender com quem já sabe. Então é isso. E nada melhor do que aprender com quem já sabe e com quem acertou, com quem errou dentro do meu mesmo universo que é da televisão. Acho que esse novo formato onde os atores não têm contrato fixo ajuda muito para as pessoas poderem criar e saírem da zona de conforto.

Qual o estilo de vida de Bruno Guedes hoje em dia? O que procura? Eu acho que é o mesmo, desde sempre eu nunca vivi pensando em procurar um trabalho. Eu sempre vivi em busca de ser remunerado pelas coisas que eu gosto de fazer. Hoje em dia não mudou a minha ideia de que o meu maior sonho é poder viver só da minha arte e poder viver só do que eu mais gosto de fazer, que é atuar e contar boas histórias. Acredito que nós que vivemos no Brasil sabemos que é muito difícil viver disso, então acabamos tendo que nos reinventar. E eu descobri uma nova paixão que é empreender. Então é isso. Não busco um trabalho. Busco poder viver desses sonhos e fazer o que eu gosto. E quando trabalhávamos com o que gostamos, acabamos não trabalhando e sim nos divertindo. Acho que é o meu propósito de vida desde sempre. Não sei por quanto tempo eu vou durar, se eu vou até os noventa, até os cem, até os trinta e cinco. Então, eu quero poder aproveitar da melhor forma possível. Quero poder trabalhar e ao mesmo tempo ter tempo pra poder curtir a vida, curtir meu filho, curtir minha família e oferecer uma boa vida pra eles. Então é isso. Acho que temos que viver esse momento que temos agora. Nós somos jovens e cheios de energia. O mais intenso possível para que a gente tenha um conforto maior quando ficarmos um pouco mais velho, né? Meu estilo de vida é muito ligado à natureza, eu sempre gostei muito de praia, sempre gostei muito desse relax. O meu avô foi até os noventa e seis anos. Meus dois avós. Um foi até os noventa e quatro e o outro até os noventa e seis. Então assim, eles sempre fugiram muito da cidade, indo muito pro mato. Então eu acho que o sucesso da vida é você poder relaxar, você poder ter o menos de estresse possível, poder estar conectado com a natureza e se alimentar bem. Então é isso, acho que a gente consegue um meio termo. Eu não busco ser rico e milionário, pelo contrário, só quero poder ter uma vida boa, não faço muita questão. Então isso é algo que eu não vendo a troco de banana.

E na hora de relaxar, um bom/boa… E para relaxar uma boa viagem, acho que é uma boa pedida. Juntar a família toda e ir para Búzios. Hoje em dia essa é a nossa fuga dessa rotina corrida e na tentativa de dar uma desestressada e uma desconectada. Búzios está em contato com a natureza, a praia, o verde e é um negócio que me encanta muito. E acho que depois do meu filho, pude dar um pouco mais de valor para minha família. Hoje em dia eu entendo um pouco mais os meus pais que brigavam tanto comigo quando eu era mais jovem. Sabemos e que é um carinho incondicional e depois que eu fui pai,  pude me conectar mais com meus pais. Quero poder aproveitar o maior tempo possível com eles.

Projetos futuros, o que vem por aí? Projetos futuros que vem por aí. Estamos na expectativa de uma novela nesse segundo semestre. Essa é a grande expectativa desse ano, principalmente este ano que já foi muito bom pra gente. Conseguimos idealizar dois grandes projetos. Também queremos trocar de apartamento, então  tem alguns projetos pessoais em paralelo aos profissionais. Este ano pudemos, de fato, voltar a trabalhar com um pouco mais de intensidade, né? Essa engrenagem toda está voltando a chegar a um ritmo bom após tanta pausa. Minha felicidade é poder fazer minha família feliz, ver meus amigos felizes e poder contar boas histórias. Que venham os novos projetos aí pra esse segundo semestre.

Fotos Márcio Farias

Styling Samantha Szczerb 

Agradecimentos Surreal Rio

Bruno usou Doct Jeans, Edu Bogosian, Ellus, Skipper, Hermes Inocencio