Se você acha dureza ficar confinado em um reality show com um grupo de pessoas competindo por um prêmio, imagine participar de dois!? O modelo e administrador de empresas André Martinelli encarou esse desafio. Só que com fortes emoções. Nosso homem da capa participou recentemente do programa No Limite e mostrou que é bom de briga. Não chegou a ser o vencedor mas se mostrou um cara focado, determinado e acima de tudo muito humano. Reservado na vida pessoal, André é um lorde no meio desse mundo louco das redes sociais e sabe como ninguém sobreviver a tudo isso. Não é à toa que volta à MENSCH oito anos depois da primeira capa (e do BBB). Somos fãs!

André, como foi pra você se ver confinado novamente em um reality show oito anos depois de ter participado do BBB? Quando fui confinado parecia que estava passando um filme na minha cabeça. Tinha esquecido a sensação do confinamento. Quando você chega ali que cai a ficha que está dentro do reality.

Alguma lição ou estratégia do BBB para aplicar em No Limite? Ah com certeza. Muitos dos aprendizados do BBB eu acabei vivendo novamente no programa No Limite, só que ainda mais intenso. Um dos principais é prezar por uma boa convivência para que fique mais fácil lidar com toda pressão do jogo.

Nos dias de No Limite o que foi mais pesado? Chegou no quase no seu limite pessoal? O mais difícil pra mim foi aguentar noites de tempestades, muita chuva, vento, trovão. Tiveram dois dias bem pesados. Passei a noite em claro, todo molhado, com frio e tentando dormir. Foi puxado, conheci o significado de resiliência ao pé da letra. Porque no outro dia tínhamos que vencer prova ainda.

Que momento glorioso destaca e que momento gostaria de ter a oportunidade de fazer diferente? Acredito que o momento glorioso sem dúvidas foi a última imunidade que eu conquistei nas provas individuais. Se eu não conquistasse iria sair, e ainda ganhei um recado da minha família.

Que lições ficaram dessa experiência No Limite? Que não existe momento perfeito na vida para conquistar o que sonhamos e o que queremos. Temos mesmo é que ir pra cima da melhor forma, no ambiente que a gente tiver. Nunca vai estar perfeito pra vencer na vida.

Quando voltou pra realidade o que mais desejava fazer? O que fez mais falta nesse período? Tomar banho e comer tudo que queria. Criei uma lista de pratos que ia comer após.

Ao longo do programa percebemos que vocês perderam muito peso e ficaram com a pele esturricada de sol. Como foram os cuidados no pós-No Limite? Sim perdi, 8 kg. Logo que acabou o programa comi muito. Tudo que tinha direito. Mas deu 2 semana já tinha voltado a dieta normal pra performática nos treinos. 

Você é um cara que sempre trabalhou com moda, sempre bem cuidado… Se considera um cara vaidoso? Do que não abre mão? Me considero sim, querendo ou não somos o nosso cartão de visita. Comecei-me cuidar muito da pele. É o nosso órgão em contato com o externo. De defesa também. E não fico mais sem o filtro solar e creme para o rosto.

E como é a rotina de treinos e alimentação? Como anda o metabolismo hoje em dia aos 33 anos? Tenho uma rotina de treino bem ativa. Treino pelo menos 6 vezes na semana, e nesses dias pode ser que treine duas vezes ao dia. Vai muito bem, sou um cara bem regrado.

Qual seu estilo na hora de se vestir e que peça não pode faltar no seu guarda-roupa? O que não pode faltar a jaqueta de couro. Clássica.

A visibilidade que um reality traz é muito grande e se a pessoa souber aproveitar garante ótimos negócios que muitas vezes superam o prêmio. Como não se perder no deslumbre da fama e focar em estratégias de negócios? Pé no chão, e se atentar as estratégias criadas pela sua equipe e segui-las com disciplina. Importante estar alinhado a algum objetivo profissional 

Você já representou (e representa) muitas marcas famosas. Como faz a seleção do que vale ou não fechar um contrato? Sim, graças a um bom trabalho desenvolvido não tenho o que reclamar. Muitas das marcas que eu sonhava em trabalhar. A gente deve acreditar na empresa também, no produto ou serviço. 

Sucesso nas redes sociais. Já sofreu com altos e baixos ou sabe bem contornar tudo isso? No meu primeiro reality não tinha toda essa repercussão não internet. O mercado se transformou, e tive que acompanhar a era do presencial pro digital. 

Na hora de relaxar, um vôlei de praia com os amigos? O que mais faz sua cabeça? Gosto muito de jogar futevôlei, pra mim é um momento de lazer. Curto ter esporte como hobby. Mas também gosto de reunir os amigos a família, fazer aquele churrasco ou um almoço especial. Os momentos de lazer são super importantes. 

A primeira vez que você apareceu aqui na MENSCH foi em julho de 2013, de lá pra cá muita coisa aconteceu. Como avalia sua trajetória até aqui e o que destacaria ao longo desses anos? Faz muito tempo mesmo, e sou grato a toda equipe da revista MENSCH. Sempre fizemos trabalhos incríveis juntos. O principal que destacaria é essa transição do digital que veio com tudo, e o meu posicionamento a respeito dos trabalhos e imagem. Sempre levei tudo bem a sério. Sem perder a humanidade e simplicidade nas minhas conexões.

Como se definiria hoje em dia, aos 33 anos e 2 realitys nas costas (risos)? Me definiria um administrador de empresas realizado, empreendendo a própria carreira. Trabalhando com esporte também que é uma área que eu gosto muito. Tenho sonhos para realizar mas estou muito contente com essa jornada.

Fotos / Styling @marciofariasfoto

Assist. de fotografia @castrobrunno

Beleza @daiannemartins