Felipe Prior foi um dos grandes personagens de uma edição história do Big Brother Brasil 20, na Rede Globo. É formado em arquitetura, louco por futebol (em especial o Corinthias) e fã de pizza, mas como um bom negócio que é para ele. Com jeito brincalhão e alegre, se inscreveu para participar do BBB de forma despretensiosa aos 28 anos de idade, e deu super certo! Saiu da casa com sua vida revirada e inúmeros novos caminhos a seguir. E se tornou um influenciador digital com milhões de seguidores no Facebook, Instagram e canal oficial no YouTube. E claro, veio parar na nossa capa para contar um pouco de tudo isso e sobre quem é o Prior de hoje em dia.  

Futebol, arquitetura, pizza e BBB. Tudo isso faz parte da sua vida e um pouco da sua trajetória até aqui. O que cada um desses assuntos representa para você? Ah, cara, eu sou uma mistura disso tudo, que representa alguns dos momentos mais importantes da minha vida. O futebol, é uma paixão, que não tem nem explicação. É um hooby, uma parada que me renova. Eu, como a maioria dos garotos, acho, cheguei a sobrar ser jogador quando era moleque, mas a vida me levou para outros caminhos e a arquitetura e meu lado empreendendor também falou alto, e me fez me apaixonar também. Só que não tem como tirar o futebol de mim. Eu amo o meu Corinthians! Me amarro em jogar um futebol com a galera, reunir a rapaziada para assistir um bom jogo. Eu gosto! E paralelo com tudo isso tem o BBB, que queira não queira, mudou a minha vida e foi uma experiência que eu nunca vou esquecer. 

Então vamos lá falar de BBB…, afinal, não tem como fugir desse assunto contigo… Passado mais de um ano, como avalia friamente sua trajetória dentro da casa? O que faria de diferente? Eu não entrei na casa com um jogo pronto, daquele tipo vou fazer, isso e aquilo. Entrei muito com a minha verdade, e acho que é até por isso que as pessoas até hoje falam que eu tinha que voltar. Aprendi muita coisa, e com certeza faria tudo diferente agora. Para começar, eu sou um cara muito competitivo, então eu entraria para ganhar, muito mais bem preparado, porque na minha edição demorei um tempo para me adaptar.

E que ponto houve um amadurecimento pessoal com essa experiência louca? A edição do Big Brother que eu participei, teve todo um movimento muito forte contra o machismo. Então preconceito em si não. Mas talvez uma cobrança bem forte nesse sentido. E isso me fez aprender muito e buscar mais entendimento sobre o assunto aqui fora. E a loucura, que talvez eu não tinha noção antes de entrar, é que eu passei a ser vigiado aqui fora também. E aí eu entendi a relevância que tem tudo o que eu falo para o meu público. Então, depois do BBB eu busquei estudar e tentar entender um pouco mais sobre todos os assuntos. Sei que a maioria não está no meu lugar de fala, mas é importante a gente tentar entender, um pouco que seja, as dores dos outros. Isso mudou muito a minha visão sobre muitas coisas. E fico muito feliz por essa oportunidade de me reconstruir. Porque a internet hoje também não perdoa quem ainda não conhece sobre o assunto. As pessoas já fazem um julgamento em cima do que o outro muitas vezes não sabe. E às vezes esse cara, essa pessoa, não tem nem a oportunidade mostrar a sua evolução. 

Falando em reality você chegou a ser sondado para participar de “A Fazenda”. Faltou cachê ou interesse em participar de mais um reality? A galera e a mídia falou muito sobre isso, mas cara, eu não sei de onde tiraram isso. Até levei na brincadeira essa coisa de cachê maior. Mas eu tenho coisas ainda para serem resolvidas por aqui. Daqui à pouco todo mundo vai ficar sabendo a verdade absoluta sobre algumas situações e aí depois disso eu começo a pensar em todas essas propostas. Pelo menos nas que chegaram a ser feitas, né. 

Depois que você saiu da casa o mundo estava bem mudado. Como foi encarar a pandemia e o que isso mexeu com você? Não foi muito diferente do que foi para todo mundo. Porque foi e ainda é uma coisa que a gente ainda nunca tinha vivido, que, mesmo com a vacina agora, assusta ainda. E pra mim realmente foi muito assustador, porque eu fiquei sabendo dentro do programa. Eu entrei estava tudo tranquilo, normal. E quando eu sai, de repente estava tudo mudado, não podia mais ter contato com as pessoas direito, uma quantidade absurda de mortes. Foi tudo muito louco mesmo. Às vezes a gente parece ter esquecido que estamos vivendo isso ainda, mas é uma coisa séria. Queira, não queira, a gente tem que ter muito cuidado. 

Foi nesse momento que sua pizzaria ia bombar mas as restrições te fizeram até entregar pizza na casa dos clientes. Foi isso mesmo? Como foi manter o negócio nesse momento de crise? A coisa de entregar pizza é uma brincadeira que eu costumo fazer, e que sempre surpreende muito. A pandemia foi um momento muito difícil para a economia do mundo inteiro, mas acho que o delivery sofreu um pouco menos com isso, o que de certa forma nos favoreceu um pouco mais. Não que a gente não tenha sofrido impactos, porque acho impossível encontrar alguém, ou algum negócio que não tenha sofrido né. 

De onde veio a ideia da pizzaria? Você é de colocar a mão na massa também? A maioria dos negócios que eu entro, são de pessoas que eu conheço e confio muito. E esse foi mais um convite que eu recebi de um amigo, um cara muito bom. A pizza realmente, não é por que eu faço parte, mas todo mundo elogia, e é maravilhosa. E aí eu aceitei esse desafio e a pizzaria está indo muito bem. 

Formado em arquitetura. Como foi o interesse por essa área? Eu sempre gostei da parte criativa e sempre quis fazer casas para vender. Então entrei no curso de arquitetura para me especializar nisso. 

Já pensou em juntamente com seu irmão lançar um “Irmãos à Obra” nacional? Com meu irmão não, porque o meu irmão trabalha com engenharia mecânica né. Mas o “Irmãos a Obra” seria uma ideia legal de fazer sim, de repente com um amigo meu, que atue na área. Seria legal, mas o meu maior foco é fazer casas e ir vendendo, entende? 

Com a visibilidade do BBB as redes sociais bombaram e em especial seu canal no YouTube. Como administra isso? Eu tenho uma equipe junto comigo, e aí eu consigo organizar tudo isso na medida do possível. O canal do youtube eu tento sempre fazer por temporadas, e trazer umas coisas que tem muito a ver comigo mesmo, e aí fica mais fácil de fazer, porque tem aquela coisa de você ter prazer em fazer. Nas redes sociais eu também tento responder e interagir sempre com meus seguidores. É claro, que com a minha rotina, nem sempre é possível. Mas é uma coisa que eu gosto muito, e uma forma de retribuir aos meus fãs, porque eles também me ajudam muito nisso. Às vezes tem coisas que nem eu tenho, mas eles têm. 

Aliás, como separar o que vai para as redes ou não? O que é público e o que é privado? Tem esse cuidado? Eu não consigo ser um Prior dentro e outro fora das redes. Mas eu tenho sim muitos cuidados. Costumo dizer que a minha vida daria um livro, porque aconteceram muitas coisas mesmo depois do BBB, e aí você começa a se tornar uma cara que tem um pouco mais de medo e preocupação. E é um cuidado que eu tenho 24h. 

Você parece ser um cara de personalidade. O que não admite e qual limite impõe no meio de tudo isso? Eu não admito falta de respeito. Acho que todos nós, independente da cor, gênero, classe social, merecemos respeito. E o limite disso é quando não está bom para a outra pessoa. Se alguém falar que não gostou, ali é a hora de você parar. Se alguém demonstrar de alguma maneira que não quer, ali é a hora de você parar. Se percebeu que a pessoa não está curtindo, para. Se não é divertido para a pessoa, aí já não está mais legal. 

O que te irrita? É a injustiça, a mentira, a difamação, os fakenews. 

Você recentemente posou nu para uma foto sensual (ao lado) e declarou que não tem problemas com o corpo. É bem resolvido. Como encara isso e como cuida do corpo? Ah, cara eu sou super de boa com isso. Acho que as pessoas têm que se aceitar do jeito que são. A internet cria muito uma ilusão do perfeito, mas o importante mesmo é você se sentir bem com o que é e como está. Quer melhorar por saúde eu acho super da hora, mas não por uma pressão de que você tem que estar em forma para isso ou para aquilo. Eu sempre tento fazer um exercício, na medida do que é possível para a correria que é minha vida. Mas também não dispenso um momento com os amigos e com a família, ou de comer o que estou com vontade. 

Na hora de relaxar, o que faz sua cabeça? O que te diverte e distrai? Me relaxa muito chegar em casa depois de um dia cansativo de trabalho e encontrar a Bombom, minha cachorra. Recarrega as energias, sabe? Também sou um cara bem família, então gosto muito de estar com meu pai, minha mãe, meu irmão. Além dos meus amigos, né. 

Como definiria o Felipe Prior de hoje, quase 30 anos? O que deseja aos 30? Hoje eu sou um cara mais consciente, mas maduro, com certeza. E o meu desejo é que toda a verdade venha logo, pra eu poder seguir minha vida em paz.

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